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10 Razões pelas quais estou indo embora

Ao longo dos últimos anos, milhões de pessoas imigraram para os EUA, pelas mais diversas razões. Algumas delas são Einstein, Schwarzenegger, Freud, Pelé, Elon Musk, Rodrigo Santoro, Anthony Hopkins, Max Tegmark, Edir Macedo, Steve Pinker, Daniel Dennett, Aubrey de Grey, Bob Marley, John Lehnnon, Ang Lee, Isabel Allende, Ironicamente Levi-Strauss, Chaplin,  Yao Ming,  e Yo-Yo Ma.

Tomemos o exemplo de Elon Musk, o verdadeiro homem de ferro, gênio, bilionário, playboy, filântropo, pai de 5.  Originalmente Sul-Africano.  Because when children like Elon Musk attain the kind of self-awareness that leads to questions about environment—Where in the world can I go for the license and the room to do what I must do? Where in the world are my peers?—they always, and still, come to the same conclusion.

Elon Musk knew when he was a child. A remarkable conviction for a child to have, and all the more so because there was no specific dream attached to it. There was no “to build rocket ships” or “to make millions” or “to design computer software.” Instead, Elon (pronounced ee-lon) had this thought, consciously, literally, and at the age of 10: America is where people like me need to go. That is where people like me have always gone. A place that was the photographic negative of apartheid South Africa, a place less encumbered than any in the world, ever, by fear.

“It is as true now as it has always been,” says Elon Musk, the man who is endeavoring—as preposterously as he is credibly—to give the human race its biggest upgrade since the advent of consciousness. “Funny how people seem to have forgotten that. But almost all innovation in the world takes place in the United States.”

Não sou nem de longe inteligente como o Elon, e por isso, o que ele percebeu aos 10, eu percebi aos 26. Mas em verdade, minhas razões positivas para ir para os EUA são fáceis de encontrar. Qualquer imigrante pode dizê-las. Vou concentrar-me aqui em lhe contar as 10 razões negativas pelas quais vou-me embora. As razões pelas quais preciso, e quase todos precisamos sair daqui.

Digo quase todos porque creio que essa afirmação seja mais válida para quem tem score alto no big 5 personality traits em Conscientiousness, Openness to experience e Extroversion.   Para vocês, minhas razões pelas quais “Nessa terra a dor é grande a ambição pequena, Carnaval e Futebol”, cada uma divida em 5 partes; O que é? ; Exemplo Prático; Porque é Importante? ; Como tranformar sua vida nessa direção; O que você ganha com isso?

1) Dever Ser e a Falácia Naturalista

O que é?

Dever não é Ser, Bom não é Verdadeiro. (E a Falácia Naturalista)

 O raciocínio, ao ser utilizado para pensar a maneira que o mundo funciona deveria funcionar de uma maneira não enviesada, e isso significa basicamente uma das coisas mais difíceis de se aceitar para algumas pessoas, que é que o mundo não tem maior probabilidade de se comportar da maneira que você deseja somente porque você assim deseja, o mundo funciona como funciona, e ele não leva em consideração nem o que você considera moralmente bom, nem como você crê que ele deveria ser. Suponha que astrônomos descubram que não haverá um eclipse na terra pelos próximos oitenta anos, e que por alguma razão a mídia mundial divulgasse a notícia como chocante, com o seguinte título: “Toda Uma Geração Humana Ficará Sem Poder Ver Eclipses.” Bem, se as notícias fossem suficientemente convictas, provavelmente haveria uma grande quantidade de pessoas que fortemente desejariam que houvesse um eclipse em suas vidas, do fundo do coração. Mas não é bem provável que alguém começasse a realmente acreditar que haveria um, independentemente de quantas pessoas concordassem que o mundo seria um lugar melhor se houvesse. Isso é facilmente compreensível para qualquer um, mas o mesmo raciocínio não se aplica, por exemplo, à maneira que as pessoas tendem a pensar sobre a natureza humana. Se mostramos a alguém um estudo que diz que algumas pessoas são mais inteligentes que outras biologicamente, ou que homens têm maior probabilidade de estuprar porque nossa espécie é neotênica, a maioria das pessoas diria: “Blasfêmia! Você está tentando justificar terríveis comportamentos baseado na natureza e portanto sua concepção de natureza não pode ser verdadeira. ” “Justificar” é uma palavra bastante ambígua e traquinas, já que pode significar tanto justificar eticamente como logicamente, o que são significados bastante distintos. Nos dois casos considerados, a pessoa que mostra o artigo está de fato tentando justificar logicamente uma razão pela qual algumas pessoas são mais inteligentes e também a razão pela qual algumas pessoas tem tendência a estuprar. Esse tipo de justificativa significa que ele está tentando dar uma explicação, uma maneira de ver, de porque as coisas são como são, de quais fatos do mundo, juntos, geram alguns fenômenos como inteligência diferencial e estupro. Dizer que esses fenômenos são altamente determinados por predisposições biológicas para uma arquitetura cerebral escrita no código genético não é em nenhum sentido possível concordar que essas coisas sejam boas, não é senão concordar que elas são reais, ou muito provavelmente reais.

Por outro lado, a pessoa mostrando os estudos não está tentando mostrar que o mundo deveria ser assim, a maneira como o mundo deveria ser não é o estudo da ciência, nem da filosofia analítica, é o estudo da política, filosofia moral e ética, religião, tecnologia etc…

A compreensão do fato de que a natureza não justifica eticamente nada, ela apenas justifica logicamente, é um importante aprendizado para qualquer um que queira discutir a respeito das coisas do mundo sem um viés ético. O viés ético vem da falácia naturalista, como G. E. Moore chamou esse tipo de desentendimento, ou da confusão entre dever ser. A falácia naturalista e o problema da confusão do que é com o que deveria ser, são, na minha opinião, os fatores dirigentes por trás do relativismo que estupidifica e massacra a possibilidade de aprendizado. São a principal força que opera contra a possibilidade de aprender em nível individual, grupal e institucional. São a desculpa perfeita para manter seus preconceitos e seu nível de conhecimento atual, e fingir para si mesmo que se está justificado.

Exemplo Prático.

Disse um sábio chinês: A morte dá sentido a vida.
Respondeu Ivain: Qualquer idiota pode lhe dizer porque a morte é horrível, mas é necessário um tipo muito particular de idiota para acreditar que a morte seja boa.     

Porque é Importante.

Fiz meu melhor ao longo de anos para convencer as mais inteligentes mentes dessa ideia simples, obviamente verdadeira, mas a falácia foi mais forte. É necessário partir para onde ela já foi eliminada. Um lugar onde não confundimos “Coisas totalmente absurdas proferidas por figuras de autoridade de maneira misteriosa e sem explicação” com “sabedoria”.

Como transformar sua vida nessa direção

Nunca deixe um argumento pronto que ouviu há anos dominar sua capacidade de raciocinar sozinho, e procure investigar se sua crença não foi causada por um fator ambiental tal, que se você tivesse nascido na situação oposta, teria  a opinião oposta. Se vivesse num universo em que todos os seres humanos tem vidas parecidas com as nossas, salvo que são imortais, você inventaria a morte? Você defenderia a morte? Você lutaria não só pelo direito, mas pela obrigação de morrer, de maneira lenta, angustiante e imprevisível?

O que você ganha com isso?

A capacidade de pensar fora da caixa dos preconceitos que a sociedade lhe impôs. A chance de viver uma vida melhor do que a que o sistema programou para você.

2) Não se importe com o que os outros pensam. Eles não pensam.

O que é?

Não há uma maneira agradável de dizer isso. Mas ninguém ao seu redor faz ideia de absolutamente nada. Somos uma espécie jovem que apenas agora atingiu um estado mínimo de globalização e compartilhamento de conhecimento. Peter Thiel, o primeiro investidor do Facebook, filósofo bilionário e criador do Paypal sumariza bem ao falar de como ninguém sabe o que fazer com dinheiro:
Acho que isso realmente é o que acontece em grande medida: Você começa um  negócio bem sucedido, você vende a compania ou ações. Você ganha algum dinheiro. Questão: O que você faz com o dinheiro? Você não tem ideia, porque… ninguém sabe o que fazer com nada. Então você dá o dinheiro para um grande banco lhe ajudar a fazer algo. O que o banco faz? Ele não tem ideia, então ele dá o dinheiro a um portfolio de investidores institucionais, e o que eles fazem? Eles não tem ideia. Então colocam o dinehiro num portfolio de ações. Não numa ação específica, porque isso sugere que você tem opiniões, ou ideias, e isso é perigoso porque sugere que você não participa [da ideia prevalente de um futuro indeterminado mas otimista]. E então o que as companias fazem com o dinheiro? Disseram para eles que eles devem gerar free cash flows (fluxos de caixa livres) porque se eles fossem investir o dinheiro em coisas específicas, o que é um problema porque sugere que você tem ideias, e essa é uma das piores coisas nessa visão de mundo de um futuro indeterminado, aleatório mas otimista que domina a sociedade atualmente.

Exemplo Prático.

É muito comum as pessoas fazerem as principais escolhas de suas vidas confundindo razões instrumentais (como o dinheiro) com razões finais (como “nadar numa piscina morna 2 vezes por semana com amigos comendo churrasco). O exemplo mais comum é fazer um curso de graduação. A pergunta que fazemos as crianças e adolescentes sempre é “o que você quer fazer de faculdade?” quando evidentemente deveria ser “Que problemas você gostaria de resolver?” “Como você pretende ajudar os outros?” ou algo similar. Não é de se admirar que todos se sintam perdidos na faculdade, afinal, até chegar nela, lhes foi dito que a faculdade era o objetivo. O mesmo vale para empregos.

Porque é Importante.

Absolutamente nada do que você faz deveria ser sem propósito. E a cadeia de “Por que?”, a qual qualquer criança é capaz de proferir para seus pais tem necessariamente que se encerrar em um de seus objetivos finais. Se ela não está fazendo isso, você não deveria estar tomando essa ação. 

Como transformar sua vida nessa direção

Para cada ação que leve mais de 10 minutos, imagine uma criança adorável lhe perguntando por que você vai fazer aquilo. Assim que você chega numa razão final, ela sorri, lhe dá um chocolate e lhe abraça. ex:

  •  Procurando imagens para o TCC -> Ter um bom TCC -> Ser aprovado na universidade -> ter um curriculo interessante a empresas  no Rio de Janeiro -> Viver no Rio de Janeiro -> adoraria poder ver o mar pela manhã e caminhar na lagoa aos sábados.
  •  Dançar forró -> Dançar forró
  • Fuçar o facebook de fulano -> fulano tem ideias interessantes -> ler ideias interessantes
  • Ser promovido -> ganhar mais dinheiro -> enriquecer -> ser rico -> XXXXX

No último caso a cadeia de raciocínio não se encerra num valor final, e a criança esperneia e chora até você abandonar aquela ação.

A parte mais fundamental é descobrir o que de fato são seus objetivos finais, sobre o que falarei mais a frente.

O que você ganha com isso?

Não passar pelo problema apontado lindamente por Lehnnon: Life is what happens while you are planning the future. Isto é, não viver uma vida em busca de objetivos instrumentais.

What we are doing is we are bringing up children and educating them to live the same sort of lives we are living… in order that, er, that they would-may justify themselves and find satisfaction in life by bringing up their children to bring up their children to do the same things so it’s all retch and no vomit — it never gets there. (Alan Watts)

3) Seu recurso mais valioso é o que você ignora consistentemente

O que é

Você sente isso  na aceleração da internet, nas maneiras cada vez mais viciantes de se manter um usuário conectado a um site, nos balões vermelhos lhe avisando de cada nova atualização do Facebook. Você sente isso quando vê que cada dia mais tem menos tempo para os amigos, para as leituras, para meditar, para estar só. Mas não é imediato perceber o que é o problema. O problema é que o mundo está acelerando a capacidade de invadir seu espaço psicológico e dominar sua mente. Sua atenção está sendo sequestrada por gangues cada vez mais eficientes. E se você não lidar com esse problema de maneira atenta e tomando a perspectiva de terceira pessoa, vai se tornar um marionete de um sistema que evoluiu exponencialmente rápido para extrair seu tempo, recurso, motivação e dinheiro, e está cada vez lhe arrancando mais, até que sua alma se dissolva completamente num autômato desajeitado.

Exemplo Prático.

Existem pessoas que não usam ADblock, pessoas que pagam pelo farmville, pessoas que pagam por cartas cada vez mais caras e raras de Magic (como eu), carreiras cada vez mais concentradas de pasta base de cocaína, músicas cada vez mais proeminentes em seu apelo aos instintos básicos, como o funk carioca. Existem pessoas que se perderam para sempre dissolvidas em séries americanas cada vez mais incrivelmente cativantes. Milhões de brasileiros assistem novela. E se você se sente superior por assistir Breaking Bed, Lost, Friends, How I met your mother, ou jogar GTA V, Civilization IV ou passar horas por dia checando sua caixa de Email e Facebook, pense de novo. Obrigado por fumar:

Porque é Importante.

Quando ligam na sua casa para vender um seguro de bla bla blá as oito da noite, você se revolta. O mesmo deveria acontecer quando a Folha, o Estado, a Veja, a Men’s health, ou qualquer informação sobre os afazeres da Jennifer Anniston ou a Miley Cyrus penetram sua retina e se alojam confortavelmente em seu cérebro. É absolutamente evidente que é a seguradora quem lucra com aquela ligação e não você, se não eles não ligariam. Você sabe disso. O que você esquece é do contrário. As grandes coisas da vida. Aquilo que mais lhe interessa, seus objetivos mais caros, profundos e finais nunca vão ligar em sua casa para perguntar se você os deseja. Raramente uma pessoa se dá ao trabalho de contar grandes experiências e com o advento da internet, isso ajudou-nos a descobrir coisas interessantes. Mas todas as coisas da vida que estão na intersecção “se você soubesse que é uma possibilidade, ia ser espetacular, incrível, uma grande oportunidade, e divertidíssima para você” e “não é lucrativo nem particularmente desejado por outras pessoas” estão no lado escuro da lua.  Ninguém virá falar sobre elas, e encontrá-las deveria ser um esforço seu, afinal, são as coisas que você mais valoriza, por definição.

Como transformar sua vida nessa direção

Elimine a informação que é arremessada contra seu crânio pela mídia, destrua seu Newsfeed do Face com o app Newsfeed Eradicator. Instale o ADblock, pare de fumar e se pergunte, toda vez que você clicar num hiperlink “esse seria um bom momento para desconectar o cabo da internet por 20 minutos, para ter certeza que eu não entre numa cadeia interminável de hiperlinks?
Precisamos sair daqui porque da mesma maneira que aqui se confunde misticismo misterioso arcaico com sabedoria, aqui se confunde “dieta de pouca informação” com “neurose”. É um estado de calamidade pública e privada.

O que você ganha com isso?

A oportunidade de descobrir quem você é e o que você quer. Tempo para pensar, criar, dançar e sentir. E um estado mais relaxado e menos taquicárdico diante da vida.

4) Tome a perspectiva de terceira pessoa sobre si mesmo semanalmente

O que é

Lembrar-se de pensar tanto na desimportância global da sua ação e suas preocupações, como da importância que você espera que essas coisas tenham em diferentes fases da vida. O que realmente interessa quando você olhar para trás no futuro, ou  quando você olhou para frente no passado.

Exemplo Prático.

Conjectura de Caleiro: Ao olhar a vida na direção inversa, partindo do dia em que morremos, a incerteza sobre quantos anos temos nos faz muito mais tranquilos e menos competitivos com relação a pessoas que, na contagem normal, tem nossa idade, mas parecem estar mais “avançadas” em alguma coisa do que nós. Se você não sabe se tem 25, 35 ou 50 anos, faz muito menos diferença ser o CEO ou não da companhia, estar dando aulas de inglês ou morar com seus pais.

Porque é Importante.

Acredito que 80% das pessoas parariam de se preocupar com 80% de suas preocupações cotidianas se pensassem assim. E provavelmente deixariam de fazer muita coisa desnecessária, e finalmente teriam coragem de tomar aquela iniciativa que a tanto vem postergando.

Como transformar sua vida nessa direção

Passe cinco minutos perguntando a si mesmo se ao olhar para trás, em 20 anos, ou aos mais românticos, em seu leito de morte, você se arrependeria mais de tomar essa ação ou de não tomá-la. Aja para satisfazer aquele sujeito que não está tão mesquinha, egoista e pequenamente imbuído no seu contexto específico e suas circunstâncias atuais. Pense no que você recomendaria a outra pessoa nessa situação.

O que você ganha com isso?

A garantia de poder olhar para trás e cantar My Way ao fim de sua vida. Esse sim é um objetivo final que vale a pena ter.

5) O triângulo das 3 vidas possíveis (Experiencial, Otimizadora e Altruista) e descobrindo onde você se encontra nele.

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O que é

Até onde compreendi, existem apenas três direções para guiar nossas ações e vida que fazem sentido. Todos os pontos do plano contidos nesse triangulo são logicamente sustentáveis, e possivelmente defensáveis como forma de vida, como distribuição de alocação de recursos psicológicos. Qualquer ponto fora do triângulo, dentro ou fora de seu plano, é um erro e deve ser corrigido. A descrição das extremidades dá o limite máximo de uma característica. o baricentro portanto seria alguém que age igualmente nas três direções possíveis. Isso pode ser feito tanto mesclando numa só ação dois tipos de objetivos, como também distribuindo seu tempo entre ações distintas na proporção em que o seu ponto dista de cada extremidade (quanto mais próximo, mais tempo dedicado aqula atividade).

  • Uma pessoa vermelha deseja mudar um aspecto do mundo de uma maneira específica: Gaudí construiu estruturas específicas com um determinado design, e optimizou o mundo para que ele tivesse mais dessas estruturas. A palavra chave é otimizar, é o pensamento cibernético, é maximizar a probabilidade de que algum elemento do mundo seja de uma determinada maneira, é Rockfeller, estabelecendo como Nova York será, é uma criança construindo um barco de lego. É definir um conjunto de objetivos e encontrar o conjunto mínimo de ações que garante que aquelas modificação serão feitas. É o que liga o engenheiro e o artista.
  • Uma pessoa verde é um altruísta. Não existe altruísmo ineficaz exceto como falha cognitiva. O altruísmo é querer maximizar o benefício aos outros independente de quem eles sejam (um altruismo puramente intra-familiar por contraste seria uma pessoa vermelha, ela deseja um mundo com uma propriedade específica para um grupo específico). Um altruísta eficaz tem seu modelo de vida em Peter Singer e Paul Cristiano, e no momento, dado nosso nível de desconhecimento dos problemas do mundo, se ocupa de compreender melhor quais são as tarefas mais importantes fora a única que sabemos até o momento, evitar riscos existenciais, que cortem permanentemente o potencial futuro humano. Bostrom pode ter encontrado a única certeza ética que temos até o momento, e Elon Musk pode estar tentando alucinadamente resolver esse problema. Mas qualquer outro altruísta só poderia estar procurando novas certezas, ajudando Musk a nos colocar em Marte, ou financiando uma dessas duas tarefas. Qualquer outra atividade, de visitar centros espíritas à distribuir o sopão, de promover o software livre a melhorar a educação brasileira, de doar tempo para o movimento muda mundo, é ou um erro epistêmico (um desconhecimento a respeito de algum aspecto do mundo) ou uma forma atravessada de misturar uma sensação quentinha no peito (causada ou por aspectos vermelhos os azuis) com imaginar a si mesmo como um altruísta. É um auto-engano ou um equivoco. E as únicas pessoas que sabem isso e vivem isso estão lá e não aqui.
  • Uma pessoa azul é um experiencialista, o foco de seus desejos e objetivos não está num objeto descritível fisicamente, mas num conjunto de experiências, ou tipos de experiências. Ao invés de querer mudar a cidade de São Paulo, ele deseja saborear as melhores lasanhas de São Paulo. Ao invés de querer aumentar uma quantidade objetiva de vidas de infindável diversão que alguém viverá no futuro distante caso a terra não seja destruida e atinjámos a maturidade tecnológica, ele quer sentir o prazer de resolver uma determinada equação que, por acaso, levará a humanidade a conquistar o espaço. Ou até mesmo ele quer a experiência de ter feito um ato genuinamente altruista, de ter visitado a extremidade verde por um dia. Mas na sua cadeia de porquês, o ato de altruísmo não está sublinhado, a sensação de executar o ato de altruismo é o último elemento da cadeia. O mesmo vale para um grande projeto vermelho, como escrever um livro. Um experiencialista que escreve um livro almeja não um mundo que contenha aquele livro, mas a sensação de escrevê-lo, a sensação de ser lido, a sensação de ser reconhecido como um autor e assim por diante. Um verde ou um vermelho poucas razões têm para usar drogas que comprometam sua habilidade de mobilizar a matéria, um azul não padece do mesmo tipo de desconforto. Não há problema em viver numa tribo por meses, passar um dia no parque, ou até assitir uma série viciante, porque a própria experiência tem valor.

Exemplo Prático.

Você doa seu tempo num sábado para a campanha do agasalho, mas acha que está fazendo uma ação verde. No entanto, sua ação é claramente vermelha. Você acha que quer escrever um livro para que ele exista (vermelho) mas na verdade, o que você deseja é tornar-se atraente (azul). Você acha que fuma maconha porque isso lhe dá boas ideias (vermelho), mas fuma pela experiência (azul) ou por vício (fora do triângulo, já que não é justificado).

Porque é Importante.

É fundamental se situar nesse triângulo. Na medida em que houver qualquer verde em você, é fundamental saber que há pouquíssimas ações legitimamente verdes. A cada ação, é interessante saber se sua razão é azul, vermelha ou verde. E ao longo do processo, compreender onde se está na escala do roxo (que liga o azul e o vermelho) serve para orientar e reformar seus objetivos de curto médio e longo prazo. E para distribuir seu tempo.
Precisamos sair daqui porque menos de 100 pessoas dentre as 7 bilhões vivas e as 70 bilhões que já existiram compreendem plenamente a extremidade verde. E por isso mesmo ela é de extrema importância. Todos os atos verdes feitos no passado foram feitos, por assim dizer, por acaso. Mas agora isso não é mais necessário. Lá há mais vermelho que aqui. Lá, existe verde. Eu gostaria de dizer que aqui somos azul-arroxeados, como provavelmente sua intuição está lhe fazendo pensar agora. Mas na verdade, aqui somos apenas confusos. Ninguém sabe o que fazer como nada, lembrando as palavras de Thiel, um dos 100.

Como transformar sua vida nessa direção

Localize seu ponto no triangulo. Toque-o, pense nele consistentemente. Verifique até que ponto suas ações estão deixando uma extremidade valiosa de lado. Você é um azul, mas achava que era vermelho? Corrija isso.

O que você ganha com isso?

Para cada ação, você saberá que deve tentar encontrar sua “projeção” mais próxima no triângulo, já que nenhuma ação fora do triângulo é justificada (se eu estiver correto). Essa simples heurística irá regular muito melhor seu tempo e pensamento sobre como viver.

6) O diagrama de Venn que decide o próximo projeto.

O que é

Diagrama Venn Ações  vida

Exemplo Prático de um erro:

As poucas pessoas que procuraram um pensamento diagrâmico chegaram a uma péssima conclusão, de diagrama de venn para a vida.   Eles acreditam que a vitória está na intersecção de

O que você amaO que você pode ser pago para fazer, Coisas nas quais você é bom. 

Um problema desse diagrama é que ele confunde dinheiro com valor. O que é valioso para você não necessariamente, mas possivelmente envolve dinheiro. A bolha correta diria “o que produz valor para você”.   Outro problema é que ele mistura valor (vermelho) com amor/tesão (azul) sem deixar isso claro, e muitas vezes, dividir o tempo é melhor do que tentar fazer um multitasking colorido interatividades, misturar todas as corres leva a um marrom opaco e feio, dividi-las em sua pintura pode gerar uma linda composição. Um outro problema, muito mais grave, é que ele não leva em conta contrafactuais, o que aconteceria se você não fizesse aquilo. Para objetivos azuis, experienciais, todo o valor é perdido quando você não faz aquilo, mas no caso dos objetivos verdes ou vermelhos, a situação é muito diferente. Nesse caso é necessário se perguntar o que aconteceria, exatamente, se eu não executasse aquela ação. Alguma outra pessoa ou agente faria a mesma coisa? Se sim, o valor verde ou vermelho gerado seria o mesmo. E vale a pena partir para outra atividade.

Porque é Importante.

O diagrama que decide os projetos que valem a pena executar (a intersecção amarela, entre o verde e o vermelho) só tem valor para o verde e o vermelho, que tem objetivos no mundo. Mas para objetivos fora do campo da experiencia, fora do azul, só as ações e projetos amarelos são justificados. Não faz sentido, em objetivos finais vermelhos ou verdes executar qualquer ação fora do amarelo.  Apenas objetivos azuis ou objetivos instrumentais devem permitir-nos sair do campo do amarelo.

Como transformar sua vida nessa direção

Use o diagrama, nunca faça nada vermelho ou verde que não esteja na intersecção amarela.

O que você ganha com isso?

Seus objetivos de fato vão acontecer, e você não precisará se resignar a fingir o feng-shui da sua casa está ampliando a harmonia cósmica, que rezar é eficaz, que astrologia diz algo fundamental sobre a realidade. Você estará de fato agindo no mundo, e não se enganando a respeito. Suas ações terão consequências de verdade. Ao invés de inventar desculpas para porque você falhou, você estará sempre em busca de como conseguir de verdade. Dá medo né? Esse medo impediu muita gente de ir pra lá, então por um efeito de seleção, é lá que estão aqueles que ultrapassaram o medo.

7) Esvaziamento da mente e libertação da criatividade

O que é

Usar um sistema Getting Things Done para liberar espaço psicológico e motivacional. Um sistema Getting Things Done é um esquema desenvolvido por David Allen, que uma vez implementado, faz com que cada pensamento só tenha que passar por sua cabeça uma vez. A mente é para ter ideias, não para retê-las, ou re-têlas.

Exemplo Prático.

Não faz a menor diferença quanto você pensa hoje sobre a conta que só pode pagar amanhã, quanto pensa no ônibus sobre  a proposta que só pode escrever no computador, e quanto lembra que precisa de leite quando não está no supermercado. Se seu sistema para lembras as coisas é o cérebro, ele não foi feito para isso, e está sobrecarregado. É necessário externalizar as ações que tem que ser feitas por seu eu futuro. E estar sempre com a mente livre para criar. A única coisa que você precisará se lembrar é checar seu GTD diariamente. Melhor do que todas as perturbações que estão na sua cabeça sobre o que tem que fazer na próxima semana, não?

Porque é Importante.

Tempo, stress, habilidade de manejo.

Como transformar sua vida nessa direção

https://thepiratebay.se/search/getting%20things%20done/0/7/0

O que você ganha com isso?

Paz mental interior.

8) Você é resultado do ambiente ao seu redor. Modifique-o de acordo.

O que é

Você é a média das cinco pessoas com quem passa mais tempo. – Jim Rohn.
Elon Musk decidiu onde estar aos 10 anos. Eu aprendi aos 26. Tim Ferriss considera esse o melhor conselho que ele já recebeu. Cito Milton Friendman: I do not believe that the solution to our problem is simply to elect the right people. The important thing is to establish a political climate of opinion which will make it politically profitable for the wrong people to do the right thing. Unless it is politically profitable for the wrong people to do the right thing, the right people will not do the right thing either, or if they try, they will shortly be out of office.

Eu estou indo embora para mudar a mecânica de incentivos que me circunda. Para ser parabenizado por pensar e não ter de ouvir a pergunta: “Você não cansa de pensar?” Para odiar a morte e não ser recebido com desdém e desaprovação, para poder querer mudar o mundo e não precisar explicar porque não estou ocupando minha vida com valores familiares, para falar sobre equações e gerar sorrisos, para escrever longos textos e não ser considerado entediante. Estou indo cercar-me de “5 pessoas” muito melhores do que eu, às quais eu admirarei e com as quais aprenderei, e como um primata social que sou, serei paulatinamente adestrado a ser awesome, sem conflitos internos causados por incentivos externos.

Exemplo Prático.

Como a criogenia é mais tabu do que a bondade, quando passei a falar mais de altruismo eficaz, eu esperava receber mais aprovação e menos olhares e comentários normativos – isto é, olhares cuja função é que um terceiro, que veja o olhador e o olhado, considere que o padrão de um grupo é a opinião do olhador – Menos repreensão social. Infelizmente não é o caso. Querer ser congelado para talvez viver centenas de milhares de anos incomoda a moral das pessoas exatamente o mesmo tanto que tentar ser quantitativamente bondoso, tentar, de fato, fazer o bem, e não ter a experiência azul fingindo que ela seja verde. O verde incomoda tanto quanto o desejo de viver.  Como é possível que essas coisas incomodem é algo que só tomando a perpectiva de terceira pessoa, bem distante, eu consigo aceitar sobre as pessoas. Que alguém realmente se sinta na necessidade de justificar o não altruismo, e também de defender a morte, é algo que só pode ser aceito depois de muito respirar fundo e aceitar a medíocre condição de espécie levemente mais inteligente que as lesmas. Me deixa confuso, me dá asco como um pedaço de carne esburacado repleto de baratas, e me lembra que para onde vou não há baratas, ou melhor dizendo, é possível ignorar baratas com uma dieta de informação adequada e factível.

Porque é Importante.

First, they ignore you, then they ridicule you, then they fight you, and then, you win – Mahatma Ghandi
É importante porque pula as fases dois e três.

Como transformar sua vida nessa direção

Responda 100 perguntas sobre você no ok cupid, vá no algorítmo de busca de  Friend Match, e Love Match, e anote as cidades onde mais tem gente que pensa como você. Mude-se para lá.

O que você ganha com isso?

Nunca mais ter de ouvir sua tia explicando como o papa é uma pessoa pura e importante cujas opiniões são particularmente sábias logo após voltar do Future of Humanity Institute em Oxford.

9) Tome a perspectiva Meta sobre si mesmo

O que é

Quando estiver numa conversa, não pense apenas no discurso que está de fato sendo falado, mas nos discursos subliminares. Primeiramente, é claro, nas intenções que aquela pessoa tem com aquela conversa, e naquilo que você quer extrair daquela conversa. Depois em quais instintos podem estar causando seu padrão de fala e gesto. E ainda no que consciente ou insconcientemente está sendo sinalizado ali.

Exemplo Prático.

Frequentemente eu me encontro em conversas sobre relacionamentos pessoais de outras pessoas. Em particular relacionamentos românticos. No entanto eu efusivamente prefiro os universos em que é impossível conversar sobre relacionamentos amorosos, presentes passados ou futuros, com terceiros. Eu só lembro disso quando tomo a perspectiva Meta e percebo que de alguma maneira ou o meu instinto, ou a vontade da outra pessoa dominou o curso da conversa, e estamos fazendo fofoca como um chimpanzé faria catação de piolhos. Isso abre a possibilidade de dizer que não gosto de falar sobre isso e sugerir outra conversa, de transformar a conversa numa intersecção desejável (por exemplo falar sobre relacionamentos em geral, o que me diverte muito), ou de dar o máximo do que suponho que a outra pessoa queira extrarir da conversa o mais rápido possível e sumir dali para falar com alguém que queira salvar o mundo, discutir o cortex visual, ou dançar contato improvisação.

Outro bom exemplo é fazer atividades de cortejo na web. Cortejar alguém de outra cidade por exemplo é extremamente ineficaz, e só no nível Meta é possível perceber que a razão (instinto + vontade de estabelecer um relacionamento pessoal envolvendo toque) pela qual você está subconcientemente fazendo aquela atividade não é justificada, e mudar de ação.

Porque é Importante.

Principalmente para combater nossos vieses instintivos. A tendencia humana é fazer fofoca, falar sobre autoridades e celebridades, falar sobre a vida sexual e moral de amigos em comum, e falar sobre os eventos recentes (por exemplo o último episódio de uma série ou um terremoto no japão, ou a nova ministra da educação). Todos esses assuntos são 90% dos casos irrelevantes (não se encontram na intersecção amarela, e não são azuis). Assim sendo 90% do tempo fofocado deveria ser gasto em outras coisas.

Como transformar sua vida nessa direção

Não tenho certeza. Como o instinto está em você como está em mim, é difícil contê-lo. É bom estar atento. Com pessoas mais abertas, estabelecer explicitamente a regra de não fofocar – e não falar sobre como seu porre foi homérico etc…   Uma ideia boa que nunca consegui testar é imprimir numa camiseta uma lista de coisas que você não quer conversar a respeito e de coisas que quer, de modo que você pode apenas culpar a camiseta por não querer fofocar, e ao mesmo tempo fornecer de pronto uma lista de tópicos para que seu interlocutor escolha aquele que mais interessa.

O que você ganha com isso?

Não saber o nome da mulher que casou com o príncipe inglês. Falar frequentemente do que realmente lhe interessa. Ser considerado um bom ouvidor por procurar saber o que realmente o outro quer da conversa. Manter uma conversa por mais tempo trocando de tópico toda vez que a outra pessoa pareça menos interessada. Não ser um chato que só fala de si mesmo.

10) Leve a vida a sério

O que é?

Levar a vida a sério é pensar, sentir, viver e ondular da maneira como pensa esse texto. Não é escrever textos, não é analisar tudo minuciosamente, é levar as coisas a sério. Você só tem essa vida, eu também. Viva cada dia da sua vida como se daqui a quatro anos você fosse morrer. Se vai jogar, Jogue. “If it is worth doing, it is worth doing well” – Dennett.  Levar a vida a sério não é cuidar bem dos móveis da sua casa. É poder cantar my Way no seu leito de morte. É poder ser o autor do livro “My Wicked, Wicked Ways”, é ser um jogador da NBA, se aposentar e escrever um livro de costura para homens. É jogar volei com um gatorade e chamar 40 pessoas por telefone para um piquenique (nos tempos pré Facebook). É criar uma copia perfeita do falcão negro. É usar drogas como Timothy Leary. É deixar de ser CEO da Mycrosoft para acabar com a doença que mais mata pobres no mundo. É roubar um selinho na quarta série. É só começar projetos que você realmente levará a cabo. É abraçar homens sem dar tapinhas nas costas. É penetrar e ser penetrada no melhor sexo da sua vida. É levantar 150 kg do chão. É correr um triatlon. É escapar do “its all retched and no vomit”.

Exemplo Prático.

Eu costumava brincar de dividir alguns amigos da classe alta paulistana em aristocracia decadente e aristocracia triunfante. A aristocracia triunfante é o processo bem sucedido da geração dos pais de vender seus medos e suas morais aos filhos, impedindo que eles vivam de maneira autêntica e própria e tornando-os, portanto, cidadãos de bem. A aristocracia decadente, evidentemente superior, é a geração de filhos que foi por caminhos alternativos àqueles oferecidos por seus pais e pela família Marinho e acabaram-se tornando, em alguma medida, anomalias da estrutura social da alta sociedade. E Paul Graham explica bem esse problema em Why Nerds Are Unpopular. Basicamente o custo de sinalização de se tornar aquilo que a sociedade espera de você é tão alto, que não sobre tempo para ser obcecado com alguma coisa (nerd). E também em How to do what you love:  “The advice of parents will tend to err on the side of money. It seems safe to say there are more undergrads who want to be novelists and whose parents want them to be doctors than who want to be doctors and whose parents want them to be novelists. The kids think their parents are “materialistic.” Not necessarily. All parents tend to be more conservative for their kids than they would for themselves, simply because, as parents, they share risks more than rewards. If your eight year old son decides to climb a tall tree, or your teenage daughter decides to date the local bad boy, you won’t get a share in the excitement, but if your son falls, or your daughter gets pregnant, you’ll have to deal with the consequences.”

Porque é Importante.

Porque leu na veja, azar o seu. Assim como o papa, Nietzche e tantas outras figuras célebres, lembrem-se que as pessoas que construiram a sociedade são apenas macacos. E seus pais também. Seu pai. Sua mãe.

Como transformar sua vida nessa direção

Vale o mesmo que no caso da falácia naturalista. Se imagine na situação inversa. Você é uma outra pessoa muito diferente. Você alternativa se modificaria para tornar-se mais parecida consigo? Se não, então você deveria se modificar naquela direção alternativa. Elimine o Status Quo bias.

O que você ganha com isso?

Em uma palavra?  Tudo.

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De Onde Viemos

Somos um cérebro. O jogo da vida é um jogo de habilidades, mas não é necessário ter nenhuma habilidade particular para que ele comece: disponha algumas estruturas que podem se replicar no espaço de design, e faça-as jogar algumas rodadas. Alguns designs têm maior probabilidade de emergir no espaço de design a partir de um início randômico, ¿quais são esses? São aqueles com maior aptidão, mas não em qualquer sentido não-trivial, somente no sentido tautológico de ser muito semelhante ou idêntico aos “vencedores” anteriores, que por sua vez são idênticos ou quase a seus antecessores e assim por diante. Gerações e gerações de replicadores repetem-se continuamente, por vezes fazendo cópias perfeitas, por vezes melhorias (quase cópias que se replicam ainda mais rápido), e por vezes cópias definitivamente menos autocopiadoras. Conforme os ricos se tornam mais ricos no espaço de design, algumas formas coalescem, formando coacervados, bactérias, algas azuis e eventualmente protozoários, vegetais, fungos e professores de aritmética. Nesse eônico processo de reproduzir-se os replicadores foram se tornando mais e mais complexos. A suspeita atual é que viemos do barro, como já antecipava, quem diria, a bíblia! Viemos do barro que gerou estruturas autocopiadoras que gerou RNA que gerou DNA que gerou Memes* que junto ao DNA de uma espécie particular de macaco falante nos trouxe até este ponto, em que você lê essas palavras. Devemos contemplar aqui, no uso da palavra ‘aptidão’ a possibilidade de uma definição sintática e não semântica de aptidão, isto é, uma aptidão totalmente mecânica, em oposição a uma aptidão baseada numa noção de sentido ou objetivo. Uma definição totalmente física/estrutural/sintática de aptidão, que independe de uma função particular, um sentido, uma teleologia. Durante as batalhas travadas por RNA, DNA, seus possíveis antecessores, e mais recentemente memes e memeplexos, os vencedores são aqueles que, mecanicamente, em virtude da interação entre suas estruturas, e as estruturas do ambiente ao seu redor – inclusive seus co-replicadores – conseguiram reproduzir-se melhor que variedades distintas.

A natureza não é exatamente boazinha, como diria Bertrand Russell: “O Universo pode ter um propósito, mas não há nada no nosso conhecimento que indique que esse propósito tenha qualquer semelhança com os nossos”. Nossos propósitos, nossos objetivos últimos, foram arquitetados pela seleção natural agindo sobre nossos ancestrais em dois níveis, o nível dos cromossomos, e, muito distante desse, o nível dos pensamentos. Em ambos esses níveis surgem as mais importantes estruturas replicadoras. A união do processo evo-devo biológico e da reprodução verbal ou escrita marcam a coevolução gene memética que organizou todo o design que vemos ao nosso redor nas cidades atuais e nas sociedades humanas.

Não gostamos dos memes, ou melhor, a maioria de nós não gosta do meme “meme”. A indigestão não é apenas um produto do senso comum, é sentida também pelos sociólogos, antropólogos, intelectuais de escola francesa e pós-modernistas também, e não é sem razão, a principal característica do conceito de meme é ser definidos como algo que está agindo em benefício próprio. Ora, se age em benefício próprio, se ele tem autonomia, ¿onde fica a minha autonomia, a minha individualidade? O incômodo gerado pela ideia do meme é semelhante ao gerado pela ideia do gene egoísta, é um golpe no nosso antropocentrismo. ¿Quem está disposto de bom grado a aceitar que é apenas um veículo de genes? A ideia é estranha, e não parece fazer sentido. Da mesma maneira, quando concedemos autonomia aos memes, estamos lhe dando o estatuto de entidades autônomas, os donos da bola, e isso significa que estamos tirando a autonomia de nós, pessoas. É famosa a descrição das feridas narcísicas de Freud. Copérnico nos tirou do centro do universo, Darwin nos deu primos peludos, e ele Freud, nos tirou a responsabilidade pela totalidade da nossa mente, ao postular a existência de um inconsciente. A memética pode ser pensada como a quarta ferida narcísica, pois ela nos tira do controle até mesmo de alguns processos mentais conscientes. As ideias estão se replicando em benefício próprio, e nós somos apenas os veículos de transmissão no processo, os fios condutores que garantem a reprodução e evolução delas.

Conforme nossa dupla herança se manifestava em fenótipo extendido, isso é, em nossas casas, instrumentos, instituições, móveis, ímoveis, invenções etc… fomos nos tornando algo raramente visto na natureza, organismos consumidores de energia cuja quantidade de energia disponível supera em muito a energia demandada para a sobrevivência biológica. Em qualquer cenário com iterações de um jogo evolucionário, a tendência dos indivíduos sobreviventes é o limiar mínimo para o sustento, talvez algo que conectemos com o nível de vida da África subsaariana, e não com a abundância de bens do início do séc XXI. Malthus percebeu isso na esfera econômica, e suas predições foram sistematicamente invalidadas ao longo dos dois séculos que se seguiram. O que se passa é que estamos em um período de transição, um período em que o custo de invenção é baixo e o custo de reprodução dos seres pensantes é alto. Nossos memeplexos estão evoluido mais rápido que nossos genes, e por isso vivemos em um tempo de abundância de alimento, de sustento, saúde, ornamentos e moradia. Entretanto, uma análise minuciosa da possibilidade de emulações de cérebros como os nossos numa interface de computadores no futuro, feita pelo economista e físico Robin Hanson, sugere que nossa época é a exceção e não a regra malthusiana, isto porque em breve, reproduzir uma pessoa se tonrará quase tão fácil quanto reproduzir alguns gigabites de vídeo hoje em dia através de sistes de compartilhamento. Com isso, o custo de vida desses novos indivíduos será mais baixo, eles aceitarão empregos por preços menores, e voltaremos a um estado que deixamos quando da invenção da agricultura, isto é, o estado de abundância em que a evolução não esta numa perseguição milimétrica das mudanças que provém mais energia aos indivíduos. Em outras palavras, desde o período neolítico, os humanos estão numa fase transicional de seu desenvolvimento em que é possível haver afluência material em quantidade, em particular depois da revolução industrial. Essa fase é apenas transacional porque será seguida de um período em que voltaremos a poder nos reproduzir na mesma velocidade em que inventamos maneiras de reordenar e utilizar energia. Somos cérebros ricos.

Nietzsche foi um dos primeiros a compreender de uma maneira mais naturalista o todo da natureza. Em sua época, não havia companhia para seus pensamentos, sua visão de mundo estava solitária, tamanhamente solitária que ele cria a ideia de espíritos-livres, que servem para ele como companhias intelectuais, amigos, com os quais podemos sentar, tagarelar, e rir. Os tempos de Nietzsche eram demasiado áridos intelectualmente, e sua mente estava situada no topo, onde o ar é rarefeito. Graças a Nietzsche, Russell, Darwin, Mendel, Sagan, Dawkins, Dennett, Drescher e centenas de outros, não vivemos mais num tempo onde compreender os mistérios do universo é algo que leva a solidão intelectual, e a uma angústia intempestiva diante da surdez do cosmos à nossas ansiedades. O cosmos pode não responder a nossa angústias, mas parte dele pode compartilhá-las conosco, conversar sobre elas, por vezes resolvê-las. Nós seres humanos, parte do cosmos, como seres sociais, somos capazes de compartilhar nossas angústias, de interconectar nosso mundo mental com o de outra pessoa, de empatizar, e de, ao gerar uma fundação comum, tornarmo-nos parte um do outro, em certo nível. Essa possibilidade de compartilhar e fundir, não só em pensamento, mas em emoção, no choque diante da maravilha de existir é algo de fascinante, e o poder expressivo da linguagem tem dificuldade de fazer jus a uma cena como essa (leia como se fosse o narrador):

Depois de tantas eras, dias e noites no escuro, sob camadas e camadas de lençóis e névoas, posso agora me levantar, e olhar além. Em pouco mais de vinte anos, refiz a jornada mental de toda a minha espécie, compreendi milhares de vezes mais do que um ser humano jamais poderia compreender sozinho. A herança escrita me permitiu entender o mundo que me circunda. Posso ver com uma clareza que nunca se imaginou atingir entender o que são essas mãos, esses pés, dedos. Dedos!

Convido meus amigos para sentarmos no parque, tomando nossas bebidas favoritas, num fim de tarde ensolarado. Ali, juntos, observamos ainda outra vez a queda da bola de fogo. Se a visão é mesmerizante por ela mesma, ¿o que dizer do fato de podermos nos olhar nos olhos e sentir que compartilhamos o conhecimento de que lá, distante, existe de fato uma bola gigantesca, queimando e se deixando entender por nós?

No Que Consiste Ser o Produto de Uma Dupla Herança Gene Meme

Genes e memes são parecidos em serem replicadores, em ter uma existência puramente mecanica que explicam partes complementares do design do mundo, em serem transmissíveis na vertical, isto é, de pais para filhos, e em formarem coalizões entre si que se reproduzem melhor juntas do que separadas, pense por exemplo em cromossomos e religiões, geneplexos e memeplexos que se reproduzem com um cerne comum composto de vários genes e memes respectivamente.

Genes e memes são bastante distintos no entanto, os segundos se replicando mais rápido, com menos fidelidade, na transversal bem como na vertical e constituídos por muito menos acurácia e precisão do que os genes. Essas diferenças se somam quando falamos dos intermediários entre a expressão gênica e a expressão memética, como por exemplo os traços de personalidade, ideologias, sexualidades, cortejos, seduções e demais processos psicológicos que envolvem a um só tempo uma influência da evolução biológica e da evolução cultural.

A maioria das coisas que apreciamos sobre a vida se encontram nesse lugar, que podemos chamar genomemético; O amor, a música, as artes, a beleza, o conhecimento, a contemplação, o ócio criativo, e até mesmo o trabalho se encontram nessa enorme esfera coordenada pelos genes e memes, de forma sintática e mecânica, mas ainda assim produzindo coisas impressionantes e valorosas, que por vezes em dias exaltados acabamos por identificar com os sentidos da vida.

O que nos diferencia por sermos produto de dupla herança em relação aos animais não culturais é o quanto nossas intenções estão desprendidas das intenções originais das quais são resultado. Enquanto é relativamente fácil traçar a rota entre um gene de castor, o castor, o cérebro dele, e o comando interno que o faz construir uma represa, é difícil traçar o caminho entre nossas intenções (explícitas ou implícitas) e as intenções auto-replicativas dos genes e memes que nos formaram. O caminho é sinuoso e indefinido, definido pela a coevolução de dois tipos de replicadores, e milhões de interações disponíveis no espaço de design. Os racionais por trás do comportamento de assoprar velas de um bolo são difíceis de traçar, envolvendo fatos desde ritualização biológica, até a composição e modificação da melodia da música. Nossas intenções são muito mais nossas , porque os caminhos que as conectam aos replicadores dos quais são de fato intenções é de tal maneira tortuoso que por muitas vezes, em disciplinas como a sociologia e a psicologia, é melhor tratrar de nossas intenções no nível intencional mesmo, a perspectiva intencional paga mais dividendos que qualquer outra maneira de prover um inventário da natureza humana. A análise de pessoas em termos de crenças, desejos, sonhos, vontades, ânsias, se paga com muito mais eficiência do que em termos puramente biológicos. É razoável dizer que essas categorias mentais só evoluíram enquanto algo sobre o que falamos porque eram contrações computacionalmente tratáveis de análises de comportamentos que seriam demasiado complexas e portanto intratáveis. A razão pela qual temos estados mentais tais quais são os estados intencionais, isto é; desejar, querer, supor, crer, é em parte que os mecanismos que subsidem sob esses estados tornaram-se complexos demais, e era facilitador comprimí-los em um só conceito, isento de toda a complexidade que permanece nos níveis inferiores (biológico,bio-químico, físico).

Chamemos grau de originalidade a medida de distância entre os racionais para o comportamento de um indivíduo e o comportamento dos replicadores que o geraram. Se antes estavamos nos retratando como cérebros ricos, agora podemos começar a entender que nossa riqueza nos permite desvios, delírios, contemplações do inexistente, astrologia entre outros, isto é, estamos em um momento de abundância tal que é possível aos memes de insanidades dominarem parte da memosfera, e dos genes para o delírio de dominar a biosfera, isso porque aquele que crê e age de acordo com ideologias falsas, hoje, não é punido com a morte. Não caçamos mais bruxas. O contato entre a realidade bio-física da vida, e o aproveitamento e compreensão da vida tornou-se menor do que nunca com a explosão cultural humana. Seitas, cleros, danças, ideologias políticas, são todos em parte delírios da evolução, que nos permitem dizer que existe algo que foi sim originado no nível mental, são nossos luxos e nossos delírios, e em parte são também o que nos faz humanos. Nossa humanidade pode ser identificada por várias coisas, mas talvez a mais marcante de um ponto de vista reducionista seja a distância entre os sistemas de pensamento nos quais nos envolvemos, e a motivação originária que mantém os genes e memes dos quais esses sistemas são compostos (a replicação dos traços que determinam). Somos cérebros ricos e delirantes.

Sistemas Intencionais Meméticos

Esses somos nós, primatas, visuais, emocionais, sociais, separados em várias dimensões tanto de nossas origens genéticas quanto de nossas origens meméticas. Nossa dupla herança configura um novo princípio de design nunca antes testado na natureza, que nos permite tamanha variação intercultural, e tamanha capacidade de detectar essa variação, que alguns antropólogos antigos até conseguiram esquecer nossas origens e tentaram montar uma teoria pura do Homem, uma teoria que encompassasse toda a variação potencial do humano sob um registro só seu. Evidentemente eles estavam errados, e a psicologia evolucionária e a memética estão aí para mostrar que muitos de nossos comportamentos podem sim ser conectados a seus alicerces, aos princípios fundacionais que em boa parte os regem, em suma, a racionais replicativos, cujos replicadores são, em última instância, geneplexos e memeplexos. Não apenas mitos delirantes ocupam o resto de nosso espaço mental. Nossa cognição não se divide entre “aquilo que tem valor evolutivo claro para meus replicadores internos” e “aquilo que pode ser considerado mito, delírio, ou ilusão”. É fato que simbologias místicas, religiões, e seitas se encontram na linha tenue entre Cila e Caribdis, no entanto também a ética, a estética, a arte, a apreciação do belo e o senso de justiça se encontram nessas entrelinhas. Nossa tecnologia e as razões pelas quais foi criada são, em grande parte, produtos desse “limbo” evolutivo, esse espaço escuro, por que mal explorado, que se separa dos dois mundos de explicação clara e distinta que são a genética e a sociologia memética.

Alguns sistemas saíram das rédeas de seus controladores a tal ponto que tornaram-se organizações independentes, como grandes empresas, times de futebol, a igreja, institutos de ética e companhias de teatro. Pólos estes em que cada indivíduo, em seu gênio e criatividade, é substituível, sistemas cujas intenções são o fim de si próprias, e sobrevivem a saída de qualquer de seus membros. Se o artilheiro desiste da bola, se o Papa torna-se ateu, se o ator falta, outro artilheiro é encontrado, outro papa é eleito, outro ator o substitui, o sistema, em sua organicidade, se molda ao redor daquela falta, porque o sistema, ele mesmo, tem suas vontades, desejos, razões de ser, que sobrevivem a seus originadores. São sistemas intencionais culturais, ou Sistemas Intencionais Meméticos. Eles possuem a maioria das características dos sistemas intencionais que conhecemos, animais e pessoas. A forma de recortá-los para encontrar o que é um “desejo” uma “crença” ou uma “intenção” é distinto da maneira como recortamos as pessoas para apreendê-las enquanto sistemas intencionais, mas isso se dá, principalmente porque já somos naturalmente equipados com a empatia para lidar com pessoas, utilizando nossa teoria da mente – nossa capacidade de abstrair outras mentes – para analisá-las. Os Sistemas Intencionais Meméticos constituem boa parte daquilo com que interagimos, quando vemos alguém na qualidade de representante de empresa, enquanto padre, ou representando um grupo de cientistas. Somos cérebros ricos, delirantes e que frequentemente interagem com Sistemas Intencionais Meméticos e com outras pessoas, outros cérebros ricos e delirantes.

* O conceito de “memes”, unidades replicativas de elementos da cultura nomeadas por Dawkins, vale-se das seguintes perguntas ¿Quais estruturas possíveis poderiam provocar o surgimento e manutenção da cultura, sem serem elas mesmas estruturas culturais? ¿Como fugir da circularidade de explicar o surgimento e complexificação da cultura a partir de uma entidade não essencialmente cultural? Exemplos de memes: Celibato, Vontade de se matar por sua religião, Comer a carne dos mortos , E=MC²,“A união faz a força”, “Bond, James Bond”, Facebook.

Altruistic Awesomeness, Your Challenge

So you woke up in this universe, containing not only yourself, but a planet in which you live, a few billion galaxies, religious grandmothers, cookies, weekends and downloadable series which you can watch any time. Eventually you noticed people are way more intentional than cookies, people always want something. Everyone told you, also, that you happen to be a person.

Then you asked the obvious question:  ¿What do I want?

Let us assume you are a very intelligent person (we know you are ¿right?)

Not just that, you have a deep grasp on biological evolution, and what life is.

You understand intelligence better than average, and you know the difference between a soul and an evolutionarily designed gadget whose function is tangential to being an optimization program which optimizes for some rough guidelines brought forth by genes and memes in a silent purposeless universe.

You know human thinking works mainly through analogies, and that the best way to explain how the mind works involves some way of dividing what it does into simpler steps that can be accomplished by less intelligent systems. That is, you realize the explanation of intelligence amounts to explaining it without using “intelligence” as part of your explanation.

You know that only a fool would think emotions are opposite to reason, and that our emotions are engineered by evolution to work in a fluid and peaceful coalition with reason, not only as best friends, but as a symbiotic system.

You have perused through the underlying laws of physics, and not only you found out schröedinger’s equation, but you understood that it implies a counter-intuitive series of things, such as: There are many-worlds splitting all the time into even more worlds, and I am splitting just like everything within this model. In fact, there is a tree of greater and greater amounts of branches, so I can always trace my self back, but there are too many selves forward. You wonder if you are all of them, or just one, and which.

Everett branches of a person, splitting into the future

You basically have intelligence enough (which probably would correlate with some nice IQ measurement, on the 125+ range…. but NEVER worry about IQ, that number is just a symbol to remind you that you are smarter than most of your teachers, your village elders, etc… and give you motivation to actually DO the stuff you’ve been considering doing all this time, IQ is, basically, a symbolic statement that you can disrespect authority)

Then you thought: Wow, it turns out I feel very good being Nice to other people. I am a natural altruist.

How can I put my intelligence to work for a better world, without being sucked into the void of EVIL-DARKNESS [your choiche of master-evil here, be it capitalism, common sense, politics, religion, stupidity, non-utilitarian charity etc…]

Since you grasp evolution, you do know that there is no ultimate-morality. There is no one great principle, just in the same way as there is no one great god.

On the other hand, it seems that happiness is great, and the best parts of life, both for you, and for your friends, are those parts which are Awesome, amazing, fantastic, delicious, unbearably happy, unimaginably joyful. This of course, opposed to those parts which are miserable, unfortunate, sad, ennui, so awful you want to cry.

So you decided you want to have a life that is 1) Awesome 2) Altruistic.

Now, you ask the second question:

¿What should I do?

Then all your intelligence was put to work on that, and you started finding out what the other Awesome Altruists were doing lately. You stopped reading Vogue and Newspapers, and read about people who loved mankind and tried to do stuff. Ghandi, Mandela, Russell, Bill Gates, Angelina Jolie, Frederic II, Nick Bostrom, Bono, Bentham, Eliezer Yudkowsky, Bakunin, Ettinger, Mother Theresa, Marx, among a  few others.

“Let us understand, once and for all, that the ethical progress of society depends, not on imitating the cosmic process, still less in running away from it, but in combating it.”
— T. H. Huxley (“Darwin’s bulldog”, early advocate of evolutionary theory)

You have started to analyse their actions counterfactually. You learned that the right question, to figure out what really matters is: ¿What is the difference between our world in which X did what he did, and our world in case X had not done that?

You noticed people have a blind spot relating to this question, and they always forget to ask “¿Would someone else have done that, had X not done that?” and you have stored a special cozy place in your brain that cintilates a huge neon sign saying “If YES, then X work does not make a difference” every time you ponder the issue.

So you noticed how the most important altruistic acts are not just those that have greater impact, and stronger effect. You realized that the fewer people are working on something of impact and effect, the more difference each one makes. There is no point in doing what will be done by others anyway, so what should be done is that which, if you did not do it, would not get done at all.

Applying this reasoning, you have excluded most of your awesome altruists of people it would be great to be like.

Some remain. You notice that from those, it turns out they are all either very powerful (moneywise) or tranhumanists. You begin to think about that…..

¿Why is it, you ask, that everyone who stands a chance of creating a much much better universe is concerned with these topics?

1) Promoting the enhancement and improvement of the human condition through use of technology

2) Reducing the odds of catastrophic events that could destroy the lives of, say, more than 50 million people at once.

3) Creating a world through extended use of technology in which some of our big unsolved problems do not exist anymore. (Ageing, unhappiness, depression, akrasia, ennui, suffering, idiocy, starvation, disease, impossibility of creating a back up of one self in case of car crash, not having a very, very delicious life, bureocracy and Death, to name a few problems)

It is now that you begin to realize that just like science is common sense, applied over and over again at itself, Just like science is iterated common sense, transhumanism is iterated altruistic awesomeness.

Sometimes, something that comes from science seems absurd for our savannah minds (splitting quantum worlds, remote controllable beetles, mindless algorithms that create mindful creatures). But then you realize that if you take everything you grasp as common sense, and apply common sense once again to it, you will get a few thing that look a little bit less commonsensical than the first ones. Then you do it again, a little more. And another time. All the steps take you only a little bit further away from what your savannah mind takes as obvious. But 100 steps later, we are talking about all the light coming from a huge exploding ball of helium very far away which disturbs space in predictable ways and that we perceive as sunlight. We call this iterated common sense Science, for short.

Now ¿what if you are a nice person, and you enjoy knowing that your action made a difference? Then you start measuring it. It seems intuitive at first that some actions will be good, saying the truth, for instance. But in further iterations, when you apply the same principles again, you find exceptions like “you are fat”. As you go through a few iterations, you notice the same emotional reaction you felt when common sense was slipping away while you learned science. You start noticing that giving for beggars is worse than for organized institutions, and that your voting does not change who is elected, you notice education pays off in long term, and you understand why states are banishing tobacco everywhere. You realize the classic “prevention is the best remedy”. Here is the point where you became a humanist. Congratulations! Very Few have gotten through here.

It turns out, though, that you happen to know science. So there are more steps to take. You notice that we are in one of the most important centuries of evolution’s course, because memes are overtaking genes, and we just found out about computers, and the size of the universe. We are aware of how diseases are transmitted, and we can take people’s bodies to the moon, and minds throughout most of the earth surface, and some other planets and galaxies. So you figure once we merge with technology, the outcome will be huge. You notice it will probably be in the time of your life, wheter you like it or not.

It will be so huge in fact, that there is probably nothing that you can do, in any other area whatsoever, that stands an awesome altruistic chance against increasing the probability that we will end up in a Nice Place to Live, and will not end up in “Terrible Distopian Scenario Number 33983783, the one in which we fail to realize that curing cancer was only worth it if it was not necessary to destroy the earth to calculate the necessary computations to perform the cure”.

Dawkins points out that there are many more ways of being dead than alive. There are more designs of unsustainable animals. Yudkwosky points out there are many more ways of failing in our quest to find a Nice Place to Live. Design space is huge, and the Distopian space is much greater than the Utopian Space. Also, they are not complementary.

So you kept your Altruistic Awesomeness reasoning with your great intelligence. Guess what, you found out that other people who do that call themselves “transhumanists”, and that they are working to either avoid global catastrophic risks, or to create a world of cognition, pleasure, and sublime amazement beyond what is currently conceivable to any earthling form.

You also found out there are so few of these people. This gave you a mixed feeling.

On the one hand, you felt a little bit worried, because no one in your tribe of friends, acquaintances, and authorities respects this kind of thinking. They want to preserve tradition, their salaries, one or another political view, the welfare state, teen-tribal values,  status quo, ecology, their grades, socialist ideals, or something to that effect. So you were worried because you identified yourself as something that is different from most who you know, and that not necessarily holds the promise of gaining status among your peers because of your ideals, which relate to the greater good of all humans and sentient life, present and future, including themselves, who simply have no clue what the hell are you talking about, and are beggining to find you a bit odd.

On the other hand, when you found out that there are few, you felt like the second shoes salesman, who went to an underdeveloped land and sent a message for the king after his friend, the first salesman, had sent another, from the northern areas of the land.

First Salesman: Situation Hopeless, they don’t wear any shoes…

Second Salesman: Glorious Opportunity, they don’t have any shoes yet!

It took you a long time, to learn all this science, and to deeply grasp morality. You have crossed through dark abysses of the human mind under which many of our greatest have failed. Yet, you made through, and your Altruistic Awesomeness was iterated, again and again, unappalled by the daunting tasks required of those who want to truly do good, as opposed to just pretending. The mere memory of all the process makes you chill. Now, with hindsight, you can look back and realize it was worth it, and that the path that lies ahead is paved, unlike hell, not with good intentions, but with good actions. It is now time to realize that if you have made it through this step, if all your memes cohered into a transhumanist self, then congratulations once again, for you are effectively part of the people on whom the fate of everything which we value lies. ¿Glorious opportunity, isn’t it?

Now take a deep breath. Insuflate the air. Think about how much all this matters, how serious it is. How awesome it it. Feel how altruistic you truly are, from the bottom of your heart. How lucky of you to be at one time so smart, so genuinely nice, and lucky to be born at a time where people who are like you are so few, but so few, that what you personally choose to do will make a huge difference. It is not only glorious opportunity, it is worth remarking as one of life’s most precious gifts. This feeling is disorienting and incandescent at the same time, but for now it must be put in a safe haven. Get back to the ground, watch your steps, breathe normally again and let us take a look at what is ahead of you.

From this day on, what matters is where you direct your efforts. ¿How are you going to guarantee a safer and plentier future for everyone? ¿Have you checked out what other people are doing? ¿Have you considered which human values do you want to preserve? ¿Are you aware of Nick Bostrom who is guiding the Future of Humanity institute at Oxford towards a deep awareness of our path ahead, and who has co-edited a book on global catastrophic risks? ¿Do you know that Eliezer Yudkowsky figured it all out at age 16 after abandoning high-school, and has been developing a friendly form of artificial intelligence, and trying to stop anyone from making the classic mistakes of assuming that a machine would behave or think as a human being would? ¿Did you already find out that Aubrey de Grey is dedicating his life to create an institution whose main goal is to end the madness of ageing, and has collected millions for a prize in case someone stops a mouse from ageing?

The issues that face us are not trivial. It is very dangerous to think that just because you know this stuff, you are already doing something useful. Beware of things that are too much fun to argue. There is actual work that needs to be done, and on this work may lie the avoidance of cataclysm, the stymie of nanotechnological destruction. The same line of work holds the promise of a world so bright that it is as conceivable to us as ours is to shrimp. A pleasure so high that the deepest shining emotions a known drug can induce are to deppressed orfan loneliness as one second of this future mental state is to a month of known drugs paradisiac peaks. To think about it won’t cut it. To talk about it won’t cut it. There is only one thing that will cut it. Work. Loads of careful, conscious, extremely intelligent, precise, awesomely altruistic, and deeply rewarding work.

There are two responsible things to be done. One, which this post is all about, is divulgating, showing the smart altruistic awesome people around that there are actual things that can be done, should be done, are decisive on a massive level, and are not overdetermined by someone else’s actions with the same effects.

The other is actually devising utopia. This has many sides to it. No skilled smart person is below threshold. No desiring altruistic awesome fellow is not required. Everyone should be trying. Coordination is crucial. To increase probability of utopia, either you decrease probability of distopia, cleaning the future space available of terrible places to live, or you accelerate and increase odds of getting to a Nice Place to Live. Even if you know everything I’ve been talking about until here, to give you a good description of what devising utopia amounts to, feels like, and intends, would take about two books, a couple dozen equations, some graphs, and at least some algorithms… (here are some links which you can take a look at after finishing this reading)

This post is centralizing. If you have arrived to this spot, and you tend to see yourself as someone who agrees with one third of what is here, you may be an awesome intelligence floating around alone, which, if connected to a system, would become an altruistic engine of powers beyond your current imagination.

I’m developing transhumanism in Latin America. No, I’m not the only one. And no, transhumanism has no borders.

Regardless, I’ll be getting any work offerings (¿got time? ¿got money? ¿Got enthusiasm? send it along) in case someone feels like it. I’ll also advise (as opposed to co-work) any newcomers who are lone riders. Lone wolfs, and people who do not like working along with others in any case.

Here, have my e-mail: diegocaleiro atsymbol gmail dotsymbol com

There is a final qualification that must be done to the “¿got time?” question. Seriously, if you are an altruist, and you are smart as we both know you are. ¿What could possibly be more worth your time than the one thing that will make you counterfactually more likely to be part of those who ended up the misery of darwinian psychological tyranny, and helped inaugurate the era of everlasting quasi-immortal happiness and vast fast aghasting intelligence which defies any conception of paradise?

If you do have a proper, more than five-lined intelligent response to the above question, please, do send it to my e-mail. After all, there is no point at which I’ll be completely convinced I arrived at the best answer. I’ve only researched for 8 years on the “¿what to do?” question. To think I did arrive at the best possible answer would be to commit the Best Impossible Fallacy, and I’m past this trivial kind of mistake.

Otherwise, in case you still agree with us two hundred that transhumanism is the most moral answer to the “¿What Should I do?” question….Then —> Please send me your wishes, profile, expertise, curriculum, or just how much time do you have to dedicate to it. This post is a centralizer. I’m trying to bring the effort together, for now you know. There are others like yourself out there. We have thought up a lot about how to make a better world, and we are now working hard towards it. We need your help. The worst that could happen to you is losing a few hours with us and then figuring out that in your conception, there are actually other things which compose a better meta-level iteration of your Altruistic Awesomeness. But don’t worry, it will not happen.

Here, have my e-mail: diegocaleiro atsymbol gmail dotsymbol com

Two others have joined already. (EDIT: After Writing this text there are already six of us already) The only required skill is intelligence (and I’m not talking about the thing IQ tests measure), being a fourteen year old is a plus, not an onus. As is having published dozens of articles on artifical intelligence. Dear Altruistic Awesome, the future is yours.

But it is only yours if you actually go there and do it.

Can a Smart Person Argue About Being Vegetarian?

EDITED: I included a posterior discussion with Adriano  at the very end of the text.

I always thought it was impossible to get any interesting information on being a vegetarian, given the fact that people who care about it are either fanatically against it, or fanatically for it. But turns out a smart guy I mentioned before, Pablo Stafforini, was up to the task, without further adue:

Pablo Stafforini: It is really, really hard to produce a convincing argument against same-sex marriage–almost as hard as coming up with a credible defense of meat consumption.Diego Coelho Caleiro: Pablo, as a long time follower of thy’s anarcotranshumanism I would expect you to accept eating meat on the basis of increasing the total ammount of conscious animals in the universe. If it were not for our meat consumption, there would be far fewer cow brains hanging around…..

Pablo Stafforini::Diego, there are three problems with this argument. First, it assumes that non-human animals raised for food have on average lives with a preponderance of happiness over suffering. This assumption is highly questionable in light of the ap…palling conditions present in modern factory farms. Secondly, it ignores that other sentient beings would likely exist if the land and resources currently allocated to factory farms was given a different use as a result of diminishing demand for animal products. Finally, it neglects the effects of vegetarianism in raising public awareness of the significance of non-human animal suffering. Because most people are not utilitarians and subscribe instead to a common-sense morality that regards edibles as things devoid of moral status, the interests of non-human animals currently raised for food are not going to be taken seriously until humans stop eating such animals altogether.

Diego Coelho Caleiro: Though smart, I think those are insufficient reasons for anti-consumptionists. First, most

http://www.worldmapper.org/display.php?selected=125


countries that produce meat do not have particularly bad coditions for cattle’s life, at least no…t in Brazil, the main exporter. I would be shocked if Nozickian cows in Brazil would rather die… On the second, if there was no cattle, only a few tropical territories would comport other sentient beings, most grass farms would just be dedicated to agriculture. On the third, I think non-vegetarians build up a strong tribal hatred against vegetarians when they are confronted with the fanatical ones. People would be more friendly to primates if they didn’t connect that with having to abstain from their favorite chicken wing. Sure your arguments shifted my probability density distribution for “Against X For (meat-consumption)” but I do not think their strenght has tipped the balance.

Jonatas Müller: Your second problem goes the opposite way for me: wild animals should in general have lives which, if not bad in average (they probably are), have some extremely bad parts, so I’d see their existence as a negative (and their destruction a g…ood/neutral side of cattle farming). Beef seems to be one of the least objectionable types (along with fish), while chickens and pigs have it much worse (both live in bad conditions, pigs may have more sentience and chickens more suffering per kg of meat). Raising public awareness to animal well-being seems to be the most important effect in avoiding meat.

Pablo Stafforini: The state of cattle is not representative of that of animals generally, since cows suffer less on average than do members of all the other major species raised for food:

http://www.utilitarian-essays.com/suffering-per-kg.html

On the second ob…jection, I refer you to the detailed investigation of Gaverick Matheny and Kai Chan:

http://research.ires.ubc.ca/kaichan/articles/Matheny_and_Chan_2005_JAEE.pdf

I’m not persuaded by your reasoning regarding the final objection. Do you really think it’s possible for the man on the street –as distinct from the sophisticated utilitarian– to take the interests of all animals seriously while he continues to eat some of them?

Jonatas, I fully agree with your final point: I am myself a vegetarian primarily because of the effects that public advocacy of this diet has on other human beings (though I didn’t originally stop eating meat for that reason). Concerning t…he second objection, it is unclear to me whether the sort of animals that would exist if factory farms disappeared would on the whole suffer more or less than factory-farmed animals currently do. (See the paper cited above for further discussion.) Of course, things become quite complicated if we treat vegetarianism as part of a package deal including a general commitment to minimising suffering, since such a commitment would also require us to alleviate the pain of animals in the wild.

Diego Coelho Caleiro: Nice paper. “However, if chickens were made to have lives of reasonable worth, then as long as they had lives that were perhaps 10% as pleasant or valuable as the lives of wild animals, then chicken meat and egg purchases could increase the… net amount of moral value in the world.”
It tipped the balance against pork. I’m unpersuaded with chicken’s given their tiny brains, and if my position on consciousness were not based on this

http://www.biolbull.org/cgi/content/abstract/215/3/216

maybe I’d be willing to tip it for industrial chicken.
So bye bye pork, and let’s go for wild chicken…

Thor Ribeiro: I can even see the cow wondering in proper Elisabethan english, “Would it have been better, had I not lived at all?”

Leah McKelvie: Assuming that the Jonatas and Pablo are talking about lacto ovo vegetarianism and not a vegan diet, I disagree. The interests of nonhuman animals who are raised for food are not going to be taken seriously by people who merely give up eating their… flesh. In fact, that’s an indication that they don’t take their interests seriously at all.

Promoting something that reinforces speciesism is not only a bad idea in the long run, it doesn’t even make sense in the short run. It sends the false message that vegetarianism makes a significant difference in actual animal suffering. It often doesn’t. It can even increase it, if someone goes from eating beef to loading up on eggs and dairy, or goes semi-vegetarian and starts eating chickens or fishes instead of beef.

Jonatas Müller: It may also be an intermediary step which may increase the chance for taking further steps. Though what you said applies to the acts of eating or not some meat, there are also the close acts of talking to people about it, making publicity, …eventually convincing legislators to make animal conditions better (with support from other “semi-vegetarians” or whatever they are called), discouraging use of animal furs, inventing in vitro meat or other meat alternatives, etc. These are all hard to quantify individually, but I think that together the people who take these actions can have a considerable result.

This may be even more powerful than being completely vegan, because if a vegan person has a non-vegan child, then all the efforts are in vain in a global sense.

Diego Coelho Caleiro: Let me disagree with Jonatian hypothesis here. As natural selection taught us, it is NOT always the case that the intermediate incremental steps towards a value-peak are better than their immediate neighbours. This is true meme-wise as wel…l. Just like the best order of ammount of appendix to have is (best) none (Intermediate) small (worst) very small, the best order of how much animal originated stuff could be (best) 0 (medium) current standards minus pork and industrial chicken and (worst) vegetarian that eats dairy and eggs.

We all carry an appendix because evolution sucks as a designer, maybe utilitarians ought to consider the possibility that we should all maitain a meat-eating life even though there are better lives in an ideal world.

In any case, both issues will be corrected by transhumanist technologies, artificial intelligence, and nanotechnology, in the unlikely event that we survive the 21st century.

There is WAY more value at stake in terms of catastrophic risks f…rom human technology and natural causes than there is for vegetarianism. We just feel like discussing vegetarianism because feeding habits occupy large space of our savannah brains (take Kosher and muslim anti-pork as tribe determining examples)
I’ve delved into the discussion because it was intelligent and with someone I admired for long (Stafforini), that is, for fun.
But a real utilitarian should know better than trying to argue people out of their feeding habits and work avoiding actual cataclysm that could destroy 80% of earth’s biodiversity

 

Two Years later another discussion:

 

  • G Diego Vichutilitarian

  •  How about we are a social species, therefore we’d better share eating rituals. Evil meme-clusters have always thrived through making their members unable to eat things that other groups eat. I would not like Effective Altruism community to do the same. What do you guys think about private vegetarianism?

    Boris Yakubchik 

Here’s a simple choice: eat some meat (at the very least, thereby consume about 10 times its weight in plant matter – that which it took to produce it [and don’t forget the water consumption that went into its production], require a sentien

t being to experience suffering for almost its entire life [factory farmed meat], and pollute the earth with excrement the animal produced while it was alive) or eat some non-animal-based food.

You make this choice EVERY TIME you eat.

Lukas Gloor 

  • That strikes me as a very weak argument, Diego, as the reasons for veganis(his)m aren’t arbitrary dogma but instead about the very thing Effective Altruism is about.

    Jenna Gatto 

How much plant matter does a person need to eat over its life time to get all of the nutrients it needs, especially when you cut meat out of the diet? And if you think about it that way, if for every ounce of meat you eat does that mean you

 need to eat 10 times that amount of plant matter to get the same nutrients, and what type of resources went into that before it got to your kitchen table?
Not all animals we eat have suffered, and I know I’m “lucky” that a large majority of my diet comes from animals either I, my father, or my family hunts and fishes for me to eat, but is that still not a question of economic stability to be able to afford those products in the grocery store that are not factory farmed.
Human and pet excrement can not be composted for organic farming due to the amount of chemicals that we eat on a regular basis. If it is not composted it goes into a sewer somewhere. And while in NJ we are lucky enough to have systems that have been updated since the 1970s, I now live in a place where combined sewer outflows still predominately exist and therefore flow into local waterbodies. So if people cannot eat organically, which is still something that has a lot to do with education and social standpoint, we too are polluting the earth regardless of whether or not we eat meat.
Essentially you need to give up anything that has gone through a factory, and eat only things you can grow and hunt yourself to be able to live in a way that can live up to the statement you have made. And while I too wish this was possible for everyone, this is a much bigger step then the choices people can make at a grocery store, especially if they are not financially able.

Adriano Mannino ‎”Private vegetarianism”? WTF. From a utilitarian point of view, it’s very clear that we must promote *public veganis(his)m*. If you can convince just two people to go vegan, this already has *twice* the impact of your own private veganism. So influencing others (in order to establish/via establishing social norms) is much more important than your private consumption.

G Diego Vichutilitarian 

  • Okay, I’ll try one last controversial idea, then I’m done: People have very strong opinions (not at all rational) about eating, and sharing food. Those, it seems to me, are inscribed in one’s head at some point in life, just like swear words. We allocate prejudices in an emotional part of us. This is why swearing in other languages doesn’t feel weird.

My guess is that being vegan is sufficiently disconforting for you and people around you that 1)You lose more influence in other Effective Altruist goals than you gain by eventually causing vegetarians 2) This one I claim strongly (90% conf

idence): You spend a lot of cognitive energy on finding food, and specially on discussing food. If this energy was spent on charity evaluation, donatable work, or technology research, it would benefit all sentient beings much more.

3) This is also true if it was used just to donate/develop in vitro meat, which fosters the same goals. I think it doesn’t feel the same because eating rituals, like swearing and politics, have highjacked part of our moral brain (safer for

 memes to be there). *META: this discussion is going to my old blog, if you’d like me to take off your name, please tell me now* 4) The timing doesn’t seem right to help farm animals yet. Too many humans suffering from Malaria, Schistosomosis, Tuberculosis, Ageing.

5) This one I claim mildly (50%): It seems to me that people who end up promoting eating rituals got stuck in the same way some atheists stop their intelectual life once they can forever battle against those who are not yet atheists. Sure 

you can spend a life vociferating against God, and sure, there is no God, but as Luke Muehlhauser said: “Atheism is just the beggining”. Becoming a vegan is awesome, it means you understand sooo much… but it seems to me to be just the

Adriano Mannino 

Diego, what’s your point? Opinions can be strong *and* absolutely rational and justified.
Do you have an argument against anti-speciesism? The issue has been debated for 40 years now and not a single halfway rational arg

ument in favor of speciesism has been produced.
Do you have an argument against consequentialism?
If not, then it’s obvious that “private vegetarianism” is utter nonsense.

Ah, now you’ve added a second and third comment. I’m afraid you are wrong. We are utilitarian anti-speciesists/vegans and not stupid. It’s totally false that we spend a lot of energy finding and discussing food. We don’t.

We do, of course, support in-vitro meat. But we believe that anti-speciesist meme-spreading has the greater marginal effect. And for psychosocial reasons, it’s very important to combine it with the spread of veg commitments. (Your “eating ritual” talk is totally misleading.) So long as people have no problem with continuing to eat food that causes unnecessary suffering to non-human animals, we have not succeeded in spreading anti-speciesism.

Read this: http://www.utilitarian-essays.com/veg-ads.html and this http://www.utilitarian-essays.com/suffering-nature.html, for instance.

And this:
http://masalladelaespecie.files.wordpress.com/2010/05/questions_priority_interspecies.pdf

<<8. CONCLUSIONS
We have seen that there is a wide difference between the number of humans and the
number of those nonhumans who are harmed due to their use by humans. Of course some of
the figures and estimations that have been considered here are obviously approximate, but
they are based on real data and seem to be reasonable ones. Figures concerning well-being are
more speculative: obviously so, since we lack any data which could actually make
experiences accessible. However, they are plausible enough to allow us to consider the
question in a fairly realistic way. Given this, it seems we can draw some conclusions from the
line of reasoning presented above.
By now, the main one is likely to be expected. No human activity directly affects
negatively a so high number of individuals as humans’ consumption of nonhumans does. And
we all can make a change here. Hence, in as much as we accept any of the different normative
criteria mentioned above (maximization, additive equality, maximin, sufficiency concerning
outcomes, as well as responsibility and equality of means or lack of oppression) we will have
to give up the consumption nonhuman animals.
In fact, the reason why this practice harms
so many animals is simply that each of us as individuals contributes to it. And, as it has been
argued above, the gains we obtain out of that practice do not compensate the harm nonhumans
suffer. There is a huge asymmetry between the enjoyment humans get from being able to
experience some tastes and the harm that nonhuman animals suffer due to it at an individual
level. This can be assessed in a very simple way. Consider the life of a trout in some fish
factory. Suppose someone eats that trout in one meal. Two things must be weighted against
each other here: (a) The cost of the difference between the enjoyment that the one who eats
this trout gets from that meal and the enjoyment he could get from eating a meal without
animal products. (b) The suffering and the deprivation of enjoyment which death implies that
has been inflicted on that fish. Suppose, for instance, that the meal lasts twenty minutes (that
is, 1200 seconds) and that the animal has spent close to twenty months in the fish-farm (let us
say 600 days). Suppose, also, that this trout which could have lived for some six or seven
years. According to an intrinsic potential account, this means that this animal suffers a
deprivation of five years of life. This means that the difference between a minute of the
eater’s enjoyment of that meal and a minute of his possible enjoyment had he chosen a nonanimal meal is equal to almost one month of suffering for the fish, plus a deprivation of three
months of life (assuming the intrinsic potential account). Or, that such a difference during a
couple of seconds of tasting is equivalent to a day of suffering plus the deprivation of more
than three days of life for the fish. Of course, if we assume an account of the harm of death in
relation to the maximum level of happiness the results are still more asymmetric. Similar
equations can be considered for other animals and other meals.
But there is an even more significant consequence that is suggested by what we have
seen thus far, which may affect us not just as potential consumers of nonhuman animals but
also as agents with the ability to transform our surrounding reality. We may think that we not
only have negative duties not to engage in unjust practices. We may also accept that we
should do something to stop them. If so, we should note that the conclusions presented above
entail that spreading an animal-free lifestyle is a far more efficient way of improving the
world than working to improve the situation in which humans are. This conclusion seems at
first paradoxical. But it is far from being some odd consequence which we can infer from
some peculiar theory. Quite the opposite, it follows from a wide range of positions that are
commonly held. In fact, it seems to follow quite naturally once we set aside our speciesist assumptions. This also suggests that challenging speciesism might be the most useful task we
can assume if we want to make the world a better place.>>

Adriano Mannino 

Speciesism is false. If we accept that, and given the enormous amount of domesticated and especially also wild animal suffering there is in the world, it follows quite trivially that anti-speciesist meme-spreading is more important than the..

G Diego Vichutilitarian 

1) ($6000)/(917+238) = $5.19 to create a new vegetarian. *Terrible calculation which does not factor work-hours of the gigantic veg-crowd, and most important, opportunity cost due to disconfort caused (which I admit is not measurable)* 2)

 The paper you indicated has the same issue….. Also , it calculates based on obviously false assumptions, like that the life of a trout is one of suffering. Or that farm cows (which when a child I took care of often) are suffering all the time. They may suffer when dying, when being vaccinated (so do we), when being separated from children-cow (so do we). 3) We agree that factory farming sucks, and I don’t eat pigs on that basis (unless in discorforting situations) 4) Paper also uses “deprivation of years” as indicator of suffering, but clearly an animal does not suffer if it does not exist anymore, for this one, the Logic of the Larder argument works. 5) I’d suggest, as life advice not related to Veg, that one link is maximum one can send per discussion and expect being read, though I made an exception here 6) I am also in favor of being a vegetarian, say, twice a week, something which preserves some animals, does not activate neuro-triggers of morality, and spreads the word, without causing unconfortable discussions in which people feel attacked, and assassins, which sometimes happens with non-vegans in discussions. 7) You argue a good case, and if the facts you pointed out were true (if the paper was mostly true) I would follow to your conclusion. I suggest we agree on opinions of the form “If XYZ is the case, the world should do WFP” we are disagreeing over XYZ being or not the case. 🙂

Adriano Mannino 

Ad 1): The crucial figure, calculated in the above link, is this: We can prevent about 100d of suffering on a factory farm by donating a single dollar (!) to the Humane League or to Vegan Outreach (the actual number may be several times hig

her). Which human-related cause trumps this? Please tell me.
1.1) Most suffering (by *far*, see 
http://www.utilitarian-essays.com/suffering-nature.html) occurs in nature. That’s why anti-speciesist meme-spreading is likely to be extremely effective in the long run. Animal farming seems doomed anyway (in-vitro meat is just around the corner). But we have to hurry up and put anti-speciesist memes in place in order to ensure that we will abolish wild animal suffering when we have the technology to do so (this is an argument for targeting powerful people too). If we also factor in the urgent need to prevent future (Darwinian) panspermia and terraforming, we’ve got a good candidate for the title of the most important ethical issue.

Ad 2): The paper is not based on these assumptions. It does say that any kind of animal farming is based on/reinforces speciesism (which is true and which provides a strong reason to oppose it). Also, it’s a fact that *the vast majority* of farm animals are factory farmed and have terrible lives.

Ad 4): Whether we accept Logic of the Larder reasoning or not, animal farming should be abolished. Speciesism must go and we can’t credibly argue against it if we support slaughtering non-humans for trivial purposes because people wouldn’t even dream of subjecting humans to this kind of treatment. If we focus on suffering, then the Logic of the Larder does not apply; if, on the other hand, our focus is a happiness/suffering balance, then it does apply but the conclusion that we should abolish factory farming still stands: Opportunity costs. With the resources that go into animal farming we could be creating many more (and happier) sentient beings. And as I said, we absolutely need anti-speciesism in order to save the gazillions of animals that are suffering in nature. But we can’t promote it if we accept practices that people would never accept and would in fact consider most serious crimes (!) if done to mentally equivalent humans (“human farming”).

Ad 6): Why should we shy away from activating morality-triggers? Anti-speciesism is a very basic moral meme and it’s important that more and more people understand and accept it as that – and more and more people do, there’s some data suggesting that the number of vegans has been increasing exponentially. (By the way, if for whatever curious reason you’re not ready to join the cause, *at least* abstain from hurting it by describing what we’re about in terms of “eating rituals” etc.) An ethically similar historical struggle was anti-racism. Would you have suggested not activating morality-triggers there as well? And I hope you realize that it’s simply unavoidable that there will be uncomfortable discussions and that (some) people will feel attacked. I totally agree that we should try to minimize negative emotions, though, and my tone of voice is usually different from the one I’ve chosen here. But you’re a fellow rationalist and I was – quite frankly – shocked by the “private vegetarianism” proposal, which strikes me as extremely irrational and harmful (given utilitarianism, which, I take it, is a shared premise).

Ad 7): As far as I can see, you should follow to the conclusions. Or you should provide better arguments to block them and prove us wrong.

The Importance of Wild-Animal Suffering www.utilitarian-essays.com

Adriano Mannino 

Addendum to 1.1): Anti-speciesist meme-spreading is important for in-vitro meat as well. We shouldn’t underestimate the challenge of getting society to accept this “unnatural” product (compare the tragic fate of genetically modified food in

 Europe). If people accept that species-membership is no reason for discriminating against sentient beings and to consider their well-being less important, they will be much more willing to switch to in-vitro meat and promote it structurally. It’s extremely important to speed this process up.

G Diego Vichutilitarian 

1) On Wild-Suffering. Sure, wild suffering is awful, and I hope for less of it ASAP. I don’t think the best avenue for getting anti-speciesism is to start by changing to veto-this-food people’s eating habits, because I think that is pretty

 fucking hard. There must be lower hanging fruit out there. 2)If there is one thing I can claim being really immensely good at, it is dodging lone-bystander bias. I am the first transhumanist,immortalist, cryonicist, and perhaps singularitarian in my country (185 000 000 people), and I fought against accusations of crazyness and social stigma from a very early age.You should consider VERY INFORMATIVE *that means, a lot of bits, or the equivalent of a large N study* that despite having done all that, I have not managed to establish dietary restrictions under socially constraining situations (going out with friends, visiting girlfriends family etc…) This is not only non-pork or non-redmeat situations, but also trying to implement a kurzweil slow-carb diet. It is just massively, massively hard to summon the energy of fighting this battle every meal out. And I am, along with the science of positive psychology, and Shawn Achor, of the opinion that we have a single candle of willpower. When we burn it, it burns for all things we may need willpower to, and we are short of that amount. We have to learn to divide the candle wisely, for if it burns up we enter “what the hell mode” and if it doesn’t, there is only limited quantitites of it.

Adriano Mannino 

So that’s Brazil? What about the “gigantic veg-crowd” that you mentioned above? It should make veg life quite easy. I know some Brazilian vegetarians and vegans and they seem to be doing OK. 😉
Actually, there’s been a big debate within the

 animal rights movement about whether there is lower hanging fruit. One might think there is – but I have come to accept the conclusion that there is not. Animal welfare reforms are very costly and don’t do too much in the end (and my country – Switzerland – is the paradigm example). I don’t think we can avoid promoting veg eating (and an expansion of veg agriculture and the veg supply) if we are to promote anti-speciesism. (Incidentally, animal farming is also one of the primary causes of global warming, which might increase global catastrophic risks. And it probably also increases the planetary biomass and thus the amount of wild animal suffering – which might well be the main reason to fight it. Furthermore, animal farming is co-responsible for world-hunger: 1kg of meat = up to 10kg of soy and other plant food that could be eaten directly.) As I said, people who get the anti-speciesist meme *will want* to avoid products based on animal exploitation. Also, you shouldn’t underestimate the positive psychological and social effects of behavioral veg commitments – they greatly assist meme-spreading. Last but not least, veganism has become *very easy* to practise in many countries. In Switzerland it’s basically a matter of which shelf you go to in the store (and you can get veg food in every restaurant). As for social difficulties, I think there are easy ways to minimize them and to even make being veg a fun experience. For one thing, there is a growing consensus among young and rational people (i.e. within most of my social circles) that there’s an ethical imperative to go veg. Many of them can be converted very easily – and if you’re not the only one doing it, it’s fun (and psychologically positive!), you can try out new stuff, offer to cook for non-veg people etc. And I think it’s possible to talk about it in a friendly and non-antagonizing way to non-veg people. So is it really a “battle” that needs to be fought out every meal again? Not in my experience. And if you encounter people who don’t respect your dietary choices (!), why don’t you tell them that they should go fuck themselves? OK, let’s make an exception for the girlfriend’s family. But otherwise there’s really no reason to waste time with stupid people. (That’s bad quite independently of the veg question anyway.) And if you spend time with the right folks (namely young and intelligent people), the veg thing should be no problem and you should find many great and low-cost (in fact, almost free) anti-speciesist influencing opportunities.

I congratulate you on standing up for transhumanism etc. I agree with all those causes (though in part only for instrumental reasons, e.g. I don’t think that death per se is a problem, I think the abolition of suffering should be our focus: http://en.wikipedia.org/wiki/Abolitionism_(bioethics)http://www.hedweb.com/abolitionist-project/reprogramming-predators.html – so I’m with the Pearcean brand of transhumanism/transanimalism, not with Bostrom or the Singularitarians), but I believe that spreading anti-speciesist memes as fast as possible and making sure that technology will be used to abolish (wild) animal suffering too (which might well be the dominant factor in the utilitarian calculation!) is *even more important*.

I agree about willpower and the candle analogy. But as I said, it’s quite difficult for me to believe that it’s “so fucking hard”, socially. Also, I’m not sure whether you have granted the issue enough priority. We might disagree about what the most important thing is, overall, but I don’t think utilitarians can reasonably disagree on the fact that anti-speciesist/veg meme spreading and donating to animal charities is very important and cost-effective indeed. *At the very least*, I believe, one must admit that anti-speciesist meme-spreading is more important than the poverty-related causes that www.givingwhatwecan.org promotes. I wonder whether your assessment of how hard it is to be veg would be different if you had granted the issue higher priority? And if it does deserve higher priority, then it also has a greater claim to the willpower-candle.

Abolitionism (bioethics) – Wikipedia, the free encyclopedia

Abolitionism is the bioethical school and movement that endorses the use of biot…See More

Adriano Mannino 

One last point. You write: “Steering Transhumanists and Singularitarians as close as possible to their dreams…”
Unfortunately, there are many transhumanists who are speciesists or even egoists (they’re especially numerous among immortali

sts and cryonicists, a bit less so among singularitarians, but still to an alarming degree – see the irrational reactions of the Less Wrong crowd when confronted with anti-speciesist arguments or considerations in the philosophy of personal identity that undermine egoism). I’m not saying you are one of them, but the quote could certainly have been made by them: It’s about achieving “our dreams” etc. I am *deeply morally opposed* to those guys. It’s not about “our dreams”. It’s primarily (if not exclusively) about abolishing suffering in an impartial and objective way. So let me be frank: I wonder whether your opposition to prioritizing anti-speciesist/veg meme-spreading had anything to do with an understanding of “what it’s all about” in terms of “our/my dreams” rather than in terms of the best possible impartial minimization of suffering (and, maybe, the maximization of happiness).

David Pearce 

When are we ethically entitled to harm another sentient being? The Transhumanist Declaration (1998, 2009)
http://humanityplus.org/philosophy/transhumanist-declaration/
boldly expresses our commitment to the well-being of all sentience. Payi

ng for nonhuman animals to be factory-farmed, exploited and killed so we can eat their flesh is impossible to reconcile with such a commitment.

Of course we’re all prey to weakness of will. But does giving up meat and animal products really call for heroic self-sacrifice? Humans are not obligate carnivores. Our only excuse is not just lame but weak-minded: “But I like the taste!”

Transhumanist Declaration

humanityplus.org

G Diego Vichutilitarian 

I suggest we have a fundamental disagreement over what should be preserved. I think our values should be preserved. Values that can only be states in language, thus only formulatable by a species that commands language. I think that the values that should be preserved are some mix of Yudkwosky’s CEV: “That in which we would agree if we grew smarter and stronger togheter.” and David Lewis’s dispositional theory: “Lewis offers that X is a value to you (roughly) if and only if you would desire to desire X if you were perfectly acquainted with X and you were thinking and deliberating as clearly as possible about X.” I am doing a masters on what that would be. I do not think that negative utilitarianism is the best form of it. Personally,emotionally, I am a positive utilitarian, increasing positive feeling as I go about. I think some form of simple utilitarianism is probably the best pragmatic approach (for it maintains agreement among those fighting for the worlds good, without in-group out-group bias and stupid minor disagreements unworth fighting over). If new persons would arise whose commant of emotions, intelligence, cooperation, friendliness, and love are greater then our own (augmented humans, aliens, computers) I would gladly ascribe them the task of determining which values we would like to preserve. While this does not happen, I’ll do my best to understand things that we value, summarize them, and improve quality of CEV, or reduce the existential risk of permanently curtailing our values. Yudkwosky’s Fun Theory is very bad (probably his life lacked fun), Bostrom noticing that Flamboyant displays are great is very good. Richardson and Boyd noticing Double Inheritance in culture is very good, and Seligman and the Positive Psychology crowd have been assessing a lot of useful info, with PERMA being the summit of values we currently have. I’ll try to build on the shoulders of those giants, and output a serious well build, wide list of which values we should preserve, and why. Wish me luck! Thanks for the discussion. You too David!

 

 

Casas em São Paulo, Preço X Felicidade

Andei pensando sobre mudar de casa (moro num apartamento em moema). Antes de mais nada avaliei os lugares que achei mais interessante, tendo em vista que pretendo maximizar o uso de bicicleta em minha vida (endorfina). Basicamente aqueles que ficam entre USP (dopamina-cérebro), Paulista (serotonina-cultura) e parque Ibirapuera (endorfina-social). O melhor de todos aparentava ser um tal de Jardim América. Qual não foi minha surpresa ao descobrir que outras pessoas já tinham feito a mesma reflexão, por volta de 1940, e que desde então elas só foram tiradas de lá pela força inexorável dos sete dígitos… O custo das casas alí ronda os 2 a 3 milhões de reais... A reportagem desse último link mostra algumas regiões de altíssimo valor em São Paulo. Mais especificamente, mostra 10 ruas caríssimas em 2002.

Dois fatos me surpreenderam igualmente, 1) Como são caros esses lugares. 2)Conheço ao menos um morador do círculo de 200 metros ao redor de 8 dos 10 endereços.

Now, let’s face it. Suponhamos que se pretenda comprar uma dessas casas de 200 mil diêgares, e que, por reductio ad absurdum absurdum bagaraium, se esteja disposto a passar sete anos da vida trabalhando loucamente para esse fim. Isso implica uma renda anual de cerca de 30 mil diêgares, ou seja, uma renda mensal de 2500 diêgares, fora os 300 diêgares que realmente são necessários para a vida. Isso totaliza 2800 diêgares mensais, ou, em moeda de maio de 2010, cerca de 33 mil reais por mês.

Pois bem, vejamos quantas pessoas ganham mais do que isso aí:  No Global Rich List, o fantástico site que faz você ver quão rico é de verdade, em relação a toda a humanidade, ao contrário das páginas da revista caras.
You are the 107,565 richest person in the world! You’re in the TOP 0.001% richest people in the world!

É necessário ser uma pessoa de muita fé para acreditar que você é, de cada 100 mil pessoas, aquela capacitada/predestinada a ganhar mais dinheiro de todas. Dizem que a fé move montanhas, e é mentira. Se você acreditava, de alguma maneira esdrúchula, que pudesse ser o futuro morador do Jardim América, em menos de sete anos, com o fruto de seu próprio trabalho, eu tenho uma notícia para você.  Nessa hora você me interrompe e diz, “Você vai dizer que é impossível que eu seja essa pessoa, mas só é altamente improvável” ao que eu responderei: Não, é absolutamente impossível, a pessoa que fará isso não estaria, jamais, lendo esse artigo, tanto por suas prioridades pessoais, quanto porque espero que ao fim do artigo qualquer ânsia doentia pela milionariedade esteja ao menos abatida no meu leitor.

A maior falha cometida pelas pessoas que fazem a engrenagem continuar a girar, numa sede obcecada pelo pote de ouro que cresce mais e mais conforme se convive com outros do nível atingido, é a falha de não calcular o que poderiam fazer se não estivessem gastando todo o seu tempo para ganhar dinheiro.

É até difícil citar o que se pode fazer em sete anos, 4 horas por dia (digamos que para tentar ganhar 2800 diêgares, nosso obcecado de plantão se dispusesse a trabalhar 10 horas, e para ganhar 350, apenas 6 horas por dia, gerando uma diferença de 4 horas).

Estamos falando de 8500 horas. Tempo o suficiente para tornar-se exímio violinista, para assistir todas as temporadas de Friends cento e seis vezes. Para ir ao cinema (contando o tempo de estacionar) duas mil e quatrocentas vezes. Para, conversando, abraçando, e convivendo 4 horas por semana, em média, ter seis amigos a mais.

Isso me levou a velha conclusão, já muitas e muitas vezes tida por mim (irrelevante) e confirmada por todos os estudos a respeito de felicidade (relevante) e dinheiro que há disponíveis à qualquer conhecedor do Google, não faz o menor sentido, de jeito nenhum, sob nenhuma circunstância, sem exceção, sem sombra de dúvida, tentar tornar-se o dono de uma casa na região nobre de São Paulo. Mais genericamente, quase nunca é o caso que enriquecer vale a pena a partir de um certo nível de renda (provavelmente esse nível é o que lhe vem intuitivamente à mente dividido por 3, o que resultará em 300 diêgares aproximadamente).

Laura Rowley dá um resumo de o que se deve fazer para obter felicidade financeira:

1. Stop comparing.

2. Be grateful.

3. Don’t make money a top priority.

4. Be conscious of how you talk about money.(por esse critério, esse artigo está banido em seu início)

5. Focus on essential psychological needs… people with five or more close friends (excluding family members) are 50 percent more likely to describe themselves as “very happy” than respondents with fewer friends.

6. Help others.

Então, em conclusão da minha madrugada, concluo que se você é uma pessoa que mora no quadrilátero de vértices  “Vila Leopoldina, Parque Burlemarx, Parque do Estado, Brás”        não faz o menor sentido tentar se deslocar mais para o centro desse quadrilátero…

a não ser que você queira se tornar uma pessoa assim:

E agora com licença, que eu vou ver uma temporada de south park enquanto deixo de ter uma chance em dez mil de ter uma casa no Jardim América um dia no qual eu já esteja tão velho que nem a deseje mais……


O Segundo Maior Erro Econômico Que Você Vai Cometer Na Vida, E Como Corrigí-lo

“The right age to start having sex, according to South Park episode “Proper Condom Use”

Chef: “The right time to start having sex is 17.”
Sheila: “So you mean 17 as long as you’re in love?”
Chef: “Nope, just 17.”
Gerald: “But what if you’re not ready at 17?”
Chef: “17, you’re ready.”

Atualmente, a economia mundial é uma grande bagunça. Desde o fim do lastro em ouro, e até antes, é possível que uma moeda varie seu valor milhares de vezes em menos de um ano. No Zimbabwe, uma nota de 100 trilhões de dólares zimbabwanos chegou a ser impressa. Nossa mente no entanto não está adaptada a isso, e aqueles pouquissimos de nós que conseguem planejar a vida a longo prazo 2 + anos, costumam cometer o erro de se ater ao valor nominal do dinheiro.

Esse erro é também chamado de Money Bias. Quando as pessoas fazem isso, elas desconsideram o valor importante, que é o valor de paridade poder de compra. Pessoas mais inteligentes e aculturadas sabem desse fenômeno. Infelizmente, isso não lhes ajuda a resolver o problema. A razão se segue:

Inteligente: Ei, você não deveria pensar que deve ganhar 3000 reais por mês e que isso vai te dar uma vida boa, porque 3 mil reais vai valer algo diferente daqui a dez anos.


Ignorante: Como assim?

Inteligente: Seguinte, pensa só, o poder de compra dos brasileiros sempre aumenta e todo mundo está ganhando mais, então cada dinheiro vale menos, o estado imprime notas, e a economia global em geral gera dinheiro sem gerar o valor equivalente, segue que o dinheiro, assim como a sua casa, está depreciando….
cada 100 reais de hoje valem menos amanha……. porque tem outras pessoas investindo dinheiro, e se você não investe, o seu não valoriza como o delas etc…


Ignorante: Então eu devo investir meu dinheiro?


Inteligente: Não é bem assim, porque um investimento pode virar contra o feiticeiro e você pode perder tudo, dependendo do risco….


Ignorante: Então como as pessoas fazem? Se arriscam?


Inteligente: Não, o sistema capitalista tem normas de proteção aos ricos, que impedem que se perca investimento a partir de um certo tanto, isso é feito através de órgãos de roubo de pobres internacionais, como o FMI, o banco mundial e os próprios governos dos países. O sistema proteje o investidor e desvaloriza o dinheiro dos pobres.


Ignorante: Oh, que horror, como o capitalismo é cruel, devemos destruir as máquinas?


ahuahuhuuhahuauha ahuahau


Inteligente: Na verdade já tentaram isso, vocês não podem fazer nada porque não são inteligentes o suficiente para resolver o problema, se eu entrasse em detalhes, você simplesmente não entenderia, e é feito para que seja assim, é um problema sistêmico e sem solução.


Ignorante: Oh, que horror, e o que posso fazer em meu nível intelectual baixo para estar melhor que meus amigos.


ahuahuhuuhahuauha ahuahau


Inteligente: Aceite que o sistema vai continuar assim e use a seguinte fórmula para calcular quanto dinheiro você deve ganhar por mês para se sustentar e sustentar as pessoas mais inteligentes que você: Some o valor chamado “inflação” a 100%, por exemplo se a inflação foi 2% você chega a 102%.


ahuahuhuuhahuauha ahuahau


Inteligente: Se você achava que tinha que ganhar 1000, deve agora ganhar um número altamente complicado.


Ignorante: qual, 1020?


Inteligente: Sabia que você ia dizer isso… Não, não é assim que funciona, ou melhor, é, mas cuidado porque em outros casos porcentagens variam diferente pra cima e pra baixo, faz o seguinte, me manda um e-mail, e eu faço pra você sempre que você quiser, ok?


Ignorante: Ok.


Passam-se 9 anos, e o Inteligente e o ignorante se reencontram num parque ao sol das 3 da tarde.


Ignorante: Oh, que horror, estou pobre.


Inteligente: Não sei como isso aconteceu, eu também!


Ignorante: Ué, mas você não sabia todas aquelas fórmulas de cálculo de inflação?


Inteligente: Sim, mas…. mas……


Ignorante: Aliás, eu esqueci de te pedir ao longo desses anos para calcular pra mim, porque sempre estava fazendo outra coisa, e sabe como é, a taxa de desconto é hiperbólica……


Inteligente: Então, eu tinha todo aquele conhecimento teórico, mas como era muito complicado, eu simplesmente assumi que quando necessário podia fazer as contas….


Sábio: Já eu, inventei uma unidade de dinheiro chamada Diêgar. Um Diêgar é a média de preço entre uma promoção do número um do big mac e a meia entrada no cinema. Usei Diêgares como método de cálculo do meu poder desejado de aquisição, e agora continuo rico!


Inteligente: Mas segundo a escola de Frankfurt e o prêmio nobel X esse índice tem uma correlação apenas indireta com ………………… ……………. whiskas sachê………..


Sábio: Você ainda não tem muita sabedoria, my young padawan, você pode saber muito sobre a realidade objetiva, mas não conhece a natureza humana. Nós, primatas da savana, não fomos feitos para aplicar fórmulas, se você usa um indicador simples mas emocionalmente catchy, você tem muito mais chances de lembrar o que quer que seja, e inserí-lo de fato em sua vida pessoal.


Inteligente e ignorante: Oh, que horror, como pudemos ser tão inteligentes e tão ignorantes ao mesmo tempo…… e Diga-nos, ó grande sábio, quantos Diêgares, isso é, quantas vezes a média entre o preço do big mac e o preço da meia entrada do cinema são necessários para viver?


Sábio: 300.


ahuahuhuuhahuauha ahuahau ahuahuhuuhahuauha


Inteligente e ignorante: Como assim 300? isso não depende de vários fatores, educação, moradia, juventude, gênero.


Sábio: Não, apenas 300.



Two Cognitive Cases

Two Cognitive Cases

This is the first draft of an article I’m developing, I appreciate any commentaries and corrections, which can be sent as reponses.

The study of cognition can be benefited in a number of ways, and people from areas as separate as mechanical engineering, artificial systems and psychology show us that. In fact, from Gödel’s theorem to dynamic systems to molecular genetics, there is some kind of contribution that has been made to the understanding of mind. I want to present two new challengers here, to join the group of things which are useful to understand cognition. In fact to understand in general. They are Recently-Biased Information Selectivity and Happiness.

First I want to talk about selectivity. If one wants to understand more and be able to acomplish more, it is highly likely that he will have to learn (the other option being invent, or discover). We learn more than we invent because it is cheaper, in economic terms. Our cognitive capacity to learn is paralleled in the south asian countries, whose development is funded into copying technologies developed in high-tech countries. Knowledge is not a rival good, that is, the fact that I have it doesn’t imply you can have it too. Knowledge, Newton aside, has nothing to do with apples.

So suppose our objective was to learn the most in the least time, and to be able to produce new knowledge in the least time. There is nothing more cognitive than increasing our descriptive and procedural knowledge in reasonable timing. The first thing one ought to do is to twist the idea of learning upon itself, and start learning about learning. There are many ways to improve learning that can themselves be learned. One can achieve higher efficiency by learning reading techniques. Also she could learn how to use different mental gadgets to learn about the same topic (i.e. Thinking of numbers as sounds, if she usually thinks of them as written, and vice-versa). She also could simply change her material tools, using a laptop instead of writing with pen, writing in a different language to allow for different visual analogies, using her fingers to count. The borders are of course not clear between different cognitive tools. Writing in chinese implies thinking through another grammatical scheme, as well as looking at different symbols, one of this is more mental, the other more material, both provide interesting cognitive connections to other concepts and thus improve thinking and learning. Another blurry technique, without clear frontiers is to use some cognitive enhancer. Coffee, the most widely used one, is a great enhancer. Except that it isn’t. Working as a brain’s false alarm that everything is okaywhn is isn’t, leading to disrythmia, anxiety exaustion etc. Modafinil is much better, healthier, less prone to causing tension. But are these mental or material gadgets? One thing is certain, they are part of the proof that the mind-body dichotomy has no bearing on reality. These are all interesting techniques for better learning, but I suggest they are not as powerful as selectivity.

Recent-Biased Information Selectivity is a pattern towards seeking knowledge, what is informally called an “approach” to knowledge. A Recent-Biased Information Selector is a person who has a pattern of behavior. This pattern is, as the name denunciates, to look for the solution for her problems mostly in the most recent publications she can find. That is, amongst all of her criteria for deciding to read or not to read something, to watch or not to watch a video, to join or not a dance group, being new is very close to the peak. There are many reasons for which this is a powerful technique, given our objectives. The first is the Law of Accelerated Returns, as proposed by Kurzweil(2005). According to it, the development of information technology is speeding up, we have an exponential increase in the amount of knowledge being produced, as well as in the amount of information being processed. This is Moore’s law extended, and it can be extended to all levels of technological improvement, from the invention of the multicellular organism to genomic sequencing, from the invention of a writing system to powerful computing etc… Stephen Hawking (2001) points out that if one wanted to read all that was being published in 2001, he’d have to run 145 kilometers per second, this speed has probably doubled by now (2010). So Information technology in general and Knowledge in particular are increasingly speeding up. That means that if you cut two adjacent periods of equal sizes from now to the past, odds are high there is more than twice the knowledge of the older period in the newer one. If one were to distribute fairly his readings among all there is to be read, he would already be exponentially shifted towards the present. So a fair distribution in order to obtain knowledge is one that decreases exponentially towards the past. Let us say one reads 1000 pages, more or less three books, per month. So if we divide time in 4 equal periods, let’s say, of 20 years, one would have these pages divided according to the following proportions: 1 : 2 : 4 : 8. Now, 1x+2x+4x+8x = 15x = 1000. x=66 We get the distribution of pages:

66 to 1930 – 1950

122 to 1950 – 1970

244 to 1970 – 1990

488 to 1990 – 2010

In general: Let S be the number of subspaces into which one’s division will be made. Let T be the total number of pages to be read. The fair amount of reading to be dedicated to the Nth subspace is given by the formula:

2n-1 · (T / (21+22… 2S-1))

Now, this is not how we usually reason, since our minds are in general linear predictors, we suppose that fairness in terms of learning knowledge would be to read the same amount for equal amounts of time. This is of course a mistake, a cognitive bias, meaning something that is engendered in our way of thinking in such a way that it leads us systematically to mistakes. My first purpose is to make clear that the wisdom in the strategy of dividing cognitive pursuit equally though time is a myth. A first objection to my approach is that it is too abstact, highly mathematical, there are deep assymetries between older stuff and newer stuff that has not been considered, so one should not distribute her reading accordingly. Exactly! Let us examine those asymmetries.

First asymmetry: Information inter-exchange: It is generally taken for granted by most people that the future has no influence on the past, whereas the past has influence on the future. More generally, an event X2 at time T2 will not influence another event X1 at time T1, but might influence X3 at time T3. This of course is false. But we are allowed to make Newtonian approximations when dealing with the scale in which knowledge is represented, that is paper scale, brain scale (Tegmark 2000), sound-wave scale. So it is true for our purposes. From information flow asymmetry it follows that what is contained in older knowledge could have influenced newer knowledge, but not otherwise. This is reason to take the fair distribution, and squeeze it even more towards the present.

Second, asymmetry: Having survived for long enough. This is the main objection I saw against biasing towards the present, it consists of saying that the newest stuff has not passed through the filter of time (this could also be called the “it’s not a classic” asymmetry) and therefore is more likely to be problematic. I have argued elsewhere that truthful memes are more likely to survive (Caleiro Forthcoming) and indeed that is a fair objection to the view I am proposing here. This asymmetry would make us stretch our reading back again. But in fact there is a limit to this filter. One has strong reasons not to read what came just hot out of press (unless there are other factors for it) but few reasons not to read what has been for 2 years in the meme-pool, for instance. The argument is strong, and should be considered.

Third, Conceptual-Scheme Complexity: Recent stuff is embedded in a far more complex world, and in general into a very complex scheme of things, that is, the concepts deployed are part of a complex web, highly sofisticated, deeptly interacting. This web makes the concepts clearer since they are more strongly interwoven with other concepts, theories, experiments etc… The same concept usually will have a much more refined conception today than the one it had two hundred years ago. Take the electron for instance, we have learned enormous amounts about it, the same word means much more today than it did. Even more amazing is the refinement of fuzzy concepts like “mind”, “cognition”, “knowledge”, “necessity”, “a priori” and so on.

Fourth, Levels of Meta-knowledge available: Finally we get to an interesting asymmetry, that is related to how many layers of scrutiny has an area passed through. In the early days we had “2+3·5+(9-3)” kind of maths, then someone notices we’d be well with a meta-symbol for a given unknown number so we had “ X+3 = 2” kind of mathematics…. and someone else eventually figured a symbol could denote a constant, and we had “Ax+By+C = 0” kind of mathematics, there are more layers, but the point is clear. Knowledge2, That is Meta-Knowledge depends on the availability of Knowledge1, same for Meta-meta-knowledge or Knowledge3. In psychology we had first some data regarding a few experiments with rats, then some meta-studies, with many clusters of experiments with rats, then some experiments with humans, then meta-inter-species knowledge that allowed us to compare species, then some theories of how to achieve knowledge in the area, that is epistemology of psychology etc… Now, it is usually impossible to create knowledge about something we have no data about. So there is no meta-knowledge without there being knowledge first. The number of layers is always increasing, for it is always possible to seek patterns in the highest level (though not always to find them!). More publications give us access to more layers of knowledge, and the more layers we have, better is our understanding.

These asymmetries give us the following picture, if we had a fair distribution, we should squeeze it a lot towards the recent past (some 2 years before present) but resist the temptation to go all the way and start reading longterm-useless nonfiltered stuff like newspapers. A simple way to do that is to change the 2 in the general equation for a 3. Some interesting ideas on this topic of selective ignorance deserve mention:

There are many things of which a wise man might wish to be ignorant.”

Ralph Waldo Emerson

Learning to ignore things is one of the great paths to inner peace”

Robert J Sawyer – 2000

What information comsumes is rather obvious: it consumes the attention of its recipients. Hence, a wealth of information creates a poverty of attention and a need to allocate that attention efficiently among the overabundance of information sources that might consume it.”

Herbert Simon, Turin Award winner, Nobel Prize winner

Just as modern man consumes both too many calories and calories of no nutritional value, information workers eat data both in excess and from the wrong sources”

If you are reading an article that sucks, put it down and don’t pick it back up. If you go to a movie and it’s worse than The Matrix Revolutions, get the hell out of there before more neurons die. If you’re full after half a plate of ribs, put the damn fork down and don’t order dessert.”

Timothy Ferris – 2007

I’ve shown the names of those I’m quoting, for this gives one tip on exceptions for the no hot-out-of-press rule. That is the argument from authority. The argument from authority is fallacious in its usual form:

Source A says that p.
Source A is authoritative.
Therefore, p is true.

But is reasonable in its bayesian form (“~” is the symbol for “not”) :

Source A says that p. Source B says that ~p.
Source A is authoritative. Source B isn’t.
Therefore, it is rational to consider that p is more likely to be true until further analysis.

The other exception in which we should read what is hot-out-of-press (given our cognitive objective, as always in this article) is when it is related to one’s specific line of work at the moment. Suppose I’m studying Happiness to write a review of current knowledge in the area, this gives me good grounding to read an article published this month, since I must be as up to date as possible to perform my work. Exceptions aside, it is a good strategy to let others filter the ultra-recent information for you and remain in the upper levels of analysis. The same is true of old information, what is relevant is highly likely to have been either preserved, as I mentioned before, or rediscovered, as all the cultural evolutionary convergences show (Diamond 1999,Caleiro Forthcoming ).

First Case Conclusion:

Our natural conception of how to distribute our time in obtaining knowledge is biased in the wrong way, suggesting equal amounts of effort to equal amounts of time. To achieve greater and deeper knowledge, one should distribute her effort with exponentially more reading of more recent periods than older ones. In addition, she should counter this bias with another bias, shifting it even more towards the present but stoping short of it, with an allowance for some basic knowledge filters to operate before choosing what to read. We end up with an exponential looking curve that peaks in the recent past and falls abruptly before reaching the present.

Second case, Happiness

All other things equal, most people would not choose to have every single day of their lifes, from tommorrow onwards, being completely miserable. It is a truism that people do not want to suffer unless it is necessary, and most times not even in that case. Neutrality is good, but not good enough, so, all things equal, it is also true that most people would choose to have countless episodes of deep fulfilling happiness for the rest of their lifes, as oposed to being merely “Not so bad”. Some people have noticed that this is not so unanimous, for instance, Betrand Russell (1930) wrote: “Men who are unhappy, like men who sleep badly, are always proud of the fact.”

I intend to discuss happiness from another perspective, the perspective of cognition. Is happiness good or bad for thinking? Supposing our cognitive objective, as we did before, let us examine happiness. Suppose we don’t care about happiness, we just want to be cognitively good. Contrary to popular legend that thinking equals suffering, and Lennon’s remark that “Ignorance is bliss”, current evidence suggests that happiness is positively correlated with (Gilbert 2007, Lyubuomisrky 2007, Seligman 2002):

Sociability

Energy

Charity

Stronger immune system

Cooperation

Physical health

Earnings

Being Liked

Amount of friends

Social support

Flexibility

Intelligence

Ingenuity in thinking

Productivity in job

Leadership skills

Negotiation skills

Resilience in face of hardship

It is hard not to notice how many characteristics there are on the list, and easy to see how many of them are related to being a better learner, a better teacher, and a better cognitive agent in general. This is true independently of what one studies, if the knowledge is descriptive such as calculus, or procedural such as dancing. There is also the evident fact that depressed people tend to loose productivity dramatically during their bad periods. This gives us good scientific grounding to believe that happiness is important for cognition, to learn better, to achieve more, and to be cognitively more apt in general. So we ought to be happier.

But should we be happier? How much happier? The reason why I started this article is that I was reading in the park, listening to some music, watching people going and coming, families, foreigners, kids etc… It was a beautiful sunny day and I had just exercized, I was reading something interesting and challenging, the music was exciting, I took a look around me and saw the shinning sun reflecting on the trees, a breeze passed amidst the giggle of kids nearby and I thought “This is great!” In fact I thought more than that, I thought “This is great! Still it could be better”. There is some background knowledge needed to qualify the power of this phrase. Once I saw a study that said a joke had been selected among thousands by internet users, therefore it was a scientifically proven funny joke. Now, I’m a happy person. In fact I’m a very happy person. It took me a while to accept that. It is hard to accept that one is the upper third of happiness, because that tells a lot about the human condition, and how happy people are. So I was pondering about this fact that people told me, and that I subjectively felt, and finally science came to my aid. The University of Pennsilvania holds an online-test called authentic happiness invetory. The website has 700,000 members. I did the test twice, with some 14 months in-between. The website provides comparisons among those who took the test, we can take these to be some dozens of thousands of people at least. The first time I did it, it showed “You scored as high or higher than 100% of web users, 100% of your gender, 100% of your age group 100% of your occupational group, 100% of your educational level and 100% of your Zip code”. One year later, the first five bars were still showing 99% and the last one 98%. Thinking I might have been in an exceptionally happy day that time, I took the test again, and to my surprise I was back to 100% in all categories. I knew I am happy, but that was taking the thing to a whole other level. So I was as scientifically comproved to be happy as that joke, I was in the very end of the tail of the curve.

Now think again about that phrase in that scene in the park. “This is great! Still, it could be better.” I was not talking about myself (as I’ve been for one paragraph now) I was talking about Man. If you found yourself in the edge of the curve you’d know what I mean. If this is the best we can do, we are not there yet. I’m not saying that being happy is not great, it is awesome, but it could be much better. I suggest that anyone who had the experience of reading all those “100%” there in the website thought the same, this cannot be the very best, there must be more. This is what brings me to the Humanity+ motto:

Better than well.

The human condition is not happiness-driven. Evolutionarily speaking, we do what we can to have more grandchildren than our neighbors, whereas this includes happines or whether it doesn’t. A mind that was satisficed all the time would not feel tempted to change his condition, so mother nature invented feelings such as anxiety, boredom, tiredness of the same activity, pain etc… Happiness, as designed by evolution, is fleeting, ephemerous (Morris 2004). How could we change that? There are several ways, the most obvious one being chemical intervention. Also technologies of direct stimulation of pleasure centers could be enhanced to accepted levels of safety. Artifacts such as MP3 players also have an effect on happiness since listening to music causes happiness (Lyubomirsky 2007), many artifacts have positive effects on happiness and in the long term may help in improving the human condition. Art, philosophy, spirituality and science have also had long term effects on human happiness. So in order to improve the human condition in the long term, we ought to work in all those bases. This would in turn provide us means to achieve our proposed cognitive goal, through greater cognitively enhancing happiness. Before moving on, I’d like to make an effort of showing a mistake that most people are likely to make, due to some cognitive biases, I’ll first list the biases:

Status quo bias: people tend not to change an established behavior unless the incentive to change is compelling. (Kahneman et al 1991)

Bandwagon effect: the observation that people often do and believe things because many other people do and believe the same things. The effect is often called herd instinct. People tend to follow the crowd without examining the merits of a particular thing. The bandwagon effect is the reason for the bandwagon fallacy’s success.

From Yudkowsky (2009):

Confirmation bias:In 1960, Peter Wason conducted a now-classic experiment that became known as the ‘2-4-6’ task. (Wason 1960.) Subjects had to discover a rule, known to the experimenter but not to the subject – analogous to scientific research. Subjects wrote three numbers, such as ‘2-4-6′ or ’10-12-14’, on cards, and the experimenter said whether the triplet fit the rule or did not fit the rule. Initially subjects were given the triplet 2-4-6, and told that this triplet fit the rule. Subjects could continue testing triplets until they felt sure they knew the experimenter’s rule, at which point the subject announced the rule.

Although subjects typically expressed high confidence in their guesses, only 21% of Wason’s subjects guessed the experimenter’s rule, and replications of Wason’s experiment usually report success rates of around 20%. Contrary to the advice of Karl Popper, subjects in Wason’s task try to confirm their hypotheses rather than falsifying them. Thus, someone who forms the hypothesis “Numbers increasing by two” will test the triplets 8-10-12 or 20-22-24, hear that they fit, and confidently announce the rule. Someone who forms the hypothesis X-2X-3X will test the triplet 3-6-9, discover that it fits, and then announce that rule. In every case the actual rule is the same: the three numbers must be in ascending order. In some cases subjects devise, “test”, and announce rules far more complicated than the actual answer.” […]

“Hot” refers to cases where the belief is emotionally charged, such as political argument. Unsurprisingly, “hot” confirmation biases are stronger – larger in effect and more resistant to change.”

Let me restate a case of the status quo bias in another form: When people make a decision, they should take only the benefits and costs of what they intend to do, and carefully analyse them. This is fairly obvious. Also, it is complete nonsense. What one ought to do when she is trying to find out about doing or not doing something is to compare that that thing with what she would do in case she didn’t do that thing. Suppose I’m a father who gets his daughter everyday in school. Then some friends invite me to go play cards, I reason the following: “Well, playing cards is better than doing nothing” and I go play cards, leaving my poor child alone in school.

 

Another important topic is how can someone be happier than he usually is, right now? What is already available? What has been proven to increase satisfaction? The rest of the article is dedicated to this topic. Gilbert (2007) has many interesting words on that, they are worth quoting:

“My friends tell me that I have a tendency to point out problems without offering soutions, but they never tell me what I should do about it.”[…]”… you’ll be heartened to learn that there is a simple method by which anyone can make strikingly accurate predictions about how they will feel in the future. But you may be disheartened to learn that, by and large, no one wants to use it.

Why do we rely on our imaginations in the first place? Imagination is the poor man’s wormhole. We can’t do what we’d really like to do – namely, travel trough time , pay a visit to our future selves, and see how happy those selves are – and so we imagine the future instead of actually going there. But if we cannot travel in the dimension of time, we can travel in the dimensions of space, and the chances are pretty good that somewhere in those other three dimensions there is another human being who is actually experiencing the future event that we are merely thinking about.” […] “it is also true that when people tell us about their current experiences […] , they are providing us with the kind of report about their subjective state that is considered the gold standard of happiness measures. […] one way to make a prediction about our own emotional future is to find someone who is having the experience we are contemplating and ask them how they feel.[…] Perhaps we should give up on rememberin and imagining entirely and use other people as surrogates for our future selves.

This idea sounds all too simple, and I suspect you have an objection to it that goes something like this… “

This fine writer’s message is simple, stop imagining, start asking someone who is there. This is the main advice for those who are willing to predict how happy will they be in the future if they make a particular choice.

Now, Lyubomirsky offers many other happiness increasing strategies. First, she proposed the 40% solution to happiness. Happiness is determined according to the following graph:

50% genes 10% circumstances and 40% intentional Activities
50% genes 10% circumstances and 40% intentional Activities

That is, Happiness is 50% genetically determined (that is, if you had to predict Natalie Portman’s happiness, and she had monozygotic twin separated at birth, it would be more useful to know how happy the twin is than to know every single fact you may figure out about Natalie’s way of life, past and present conditions and reactions to life events) , 10% due to life circumstances (This includes wealth, health, beauty, marriage etc…), and 40% due to intentional activities. So, all things considered, if one is willing to become happier right now, the best strategy is to change these last 40%, how can we do it. Here I will list some comproved ways of increasing general subjective happiness. I will not provide a detailed description of the experiments, but those can be found in Lyubomirsky’s book references. My aim here is to give my reader a cognitive tool for increasing her happiness, since I have defended that achieving greater happiness is a good cognitive strategy.

Bostrom, N. 2004 The Future of Human Evolution. Death and Anti-Death: Two Hundred Years After Kant, Fifty Years After Turing, ed. Charles Tandy. Ria University Press. pp. 339-371. Available online: http://www.nickbostrom.com/fut/evolution.html

Diamond, J.1999. Guns Germs and Steel:The Fates of Human Societies. W.W. Norton & Co

Kahneman, D., Knetsch, J. L. & Thaler, R. H. (1991). Anomalies: The Endowment Effect, Loss Aversion, and Status Quo Bias. Journal of Economic Perspectives, 5, 1, pp. 193-206

Russell, B. 1930. Conquest of Happiness

Available online: http://russell.cool.ne.jp/beginner/COH-TEXT.HTM

Tegmark, M. 2000. The importance of quantum decoherence in brain processes IN Physics Review E61:4194-4206

Available online: http://arxiv.org/abs/quant-ph/9907009

Yudkowsky, E. 2009. Cognitive biases potentially affecting judgment of global risks IN Global Catastrophic Risks, eds. Nick Bostrom and Milan Cirkovic. Oxford

Available online: http://yudkowsky.net/rational/cognitive-biases