Arquivo da categoria: Política

Ética, Herança, Propriedade, Há Alternativa?

Faz uns anos que a seguinte questão me intriga: O que seria bom em termos de herança e propriedade.

Uma questão para mim é bastante relacionada: Se tenho uma moeda, e digo que apenas se ela der cara vou usar meu dinheiro para comprar piscinas de plástico, e se der coroa não, deve haver um regulamento diferente para os impostos sobre as escolhas caso dê cara e caso dê coroa?

Em geral as pessoas estão dispostas a dizer que é absurdo condicionar impostos sobre se uma decisão financeira foi ou não feita porque uma moeda deu cara… Uma piscina custa 10000, seja porque deu cara ou porque deu coroa, o imposto sobre ela será 300, digamos….. Não parece fazer sentido nenhum pensar que devemos taxar apenas as caras.

Uma intuição contraditória a essa rege o seguinte princípio: Quando uma pessoa morre ela deve ter grande parte de sua herança adquirida pelo Estado, já que ela era parte da sociedade e isso funciona como distribuição de renda etc…

A razão da contraditoriedade: Digamos que eu tenha meu milhão de reais. Meu amigo Alfredo tem o dele. Eu decido condicionar meu uso de dinheiro segundo a moeda…. Ele decide escrever um testamento em favor de sua filha. Mal sabíamos nós, mas um terrorista maluco estava a distância, e nos moldes de um filme do irmão Cohen, decidira que a vida de Alfredo estava para ser decidida naquela moeda. A moeda dá cara, e após o funeral de meu pobre amigo, que recebera um tiro de sniper, eu compro minhas piscinas.

Ambos os eventos foram condicionados na mesma coisa, mas eu pago impostos normais, e o patrimônio dele é tomado pelo Estado, que diz que é justo e razoável que um dinheiro que não foi ganho pela filha fique com ela, pelo menos não tanto. Em geral é assim que ocorre, principalmente em países mais ricos.

Há uma grande diferença entre dizer que alguém não merece um patrimônio porque não ganhou ele, e dizer que uma pessoa pode gastar o próprio dinheiro com o que bem entender. É estranho que, de todas as coisas do mundo, é quando uma pessoa escolhe gastar seu dinheiro com aquele que criou, ama, compartilha genes e mais quer garantir, que surge uma lei dizendo: Não. Você pode gastar seu dinheiro com BMW, Diesel e Dolce Gabbana, mas jamais, ouça bem, jamais, deixaremos que você gaste (uma parte d)ele com sua querida e amada filha, que saiu de seu ventre, que você viu falar pela primeira vez, ensinou boa parte do que sabe, ama de paixão etc….

Vivemos em uma sociedade que é menos favorável ao gasto de dinheiro com nossos filhos do que, digamos, com prostitutas.

Isso soa doentio.

Por outro lado, não é doentio que não tenhamos um sistema de correção de todas as mazelas sofridas por aqueles que nascem pobres? O mínimo que se espera de uma sociedade não Nietzscheniana é que haja uma tentativa de igualdade de condições de criação. É absolutamente revoltante que alguém nasça com direito a fortuna de um califa árabe enquanto milhares de sauditas famintos não tem acesso a educação por falta de dinheiro.

As duas intuições são importantes, e é bem difícil decidir entre elas.

A questão que se coloca é em parte: Como decidir sobre o direito a patrimônio. Em favor dos seres que virão a existir, ou em de acordo com quem produziu o valor?

Ninguém tem culpa de existir. “Existirmos a que será que se destina?”

Os pais não tem culpa de preferirem seus filhos a roupas da Diesel.

Nesse ponto você já deve ter decidido de que lado está, isso se deve ao fato de que, como todos os humanos, você está sujeito aos bias cognitivos, inclusive:

Need for Closure – the need to reach a verdict in important matters; to have an answer and to escape the feeling of doubt and uncertainty. The personal context (time or social pressure) might increase this bias.

E você acha que tem de estar de algum lado porque sofre do que Dawkins chama de “tragedy of the bicameral mind” a tragédia que é que nossa cognição divide tudo em dois grupos e acha que tem de ser “sim ou não”, “preto ou branco”, “certo ou errado”, etc…. More often than not, você deveria procurar uma Terceira Alternativa

Saíram uns papers sobre pensar em grupo, que dizem que um grupo acha uma solução melhor do que seu melhor membro: “We found that groups of size three, four, and five outperformed the best individuals and attribute this performance to the ability of people to work together to generate and adopt correct responses, reject erroneous responses, and effectively process information,” said lead author Patrick Laughlin, PhD., of the University of Illinois at Urbana-Champaign.

Então, mesmo que você se ache a pessa mais genial do mundo, deixe os outros ajudarem você a pensar para encontrar uma terceira opção.

Para o caso das heranças por exemplo, estou fazendo isso. Não tenho idéia. Me ajudem a pensar!

Anúncios

Two Cognitive Cases

Two Cognitive Cases

This is the first draft of an article I’m developing, I appreciate any commentaries and corrections, which can be sent as reponses.

The study of cognition can be benefited in a number of ways, and people from areas as separate as mechanical engineering, artificial systems and psychology show us that. In fact, from Gödel’s theorem to dynamic systems to molecular genetics, there is some kind of contribution that has been made to the understanding of mind. I want to present two new challengers here, to join the group of things which are useful to understand cognition. In fact to understand in general. They are Recently-Biased Information Selectivity and Happiness.

First I want to talk about selectivity. If one wants to understand more and be able to acomplish more, it is highly likely that he will have to learn (the other option being invent, or discover). We learn more than we invent because it is cheaper, in economic terms. Our cognitive capacity to learn is paralleled in the south asian countries, whose development is funded into copying technologies developed in high-tech countries. Knowledge is not a rival good, that is, the fact that I have it doesn’t imply you can have it too. Knowledge, Newton aside, has nothing to do with apples.

So suppose our objective was to learn the most in the least time, and to be able to produce new knowledge in the least time. There is nothing more cognitive than increasing our descriptive and procedural knowledge in reasonable timing. The first thing one ought to do is to twist the idea of learning upon itself, and start learning about learning. There are many ways to improve learning that can themselves be learned. One can achieve higher efficiency by learning reading techniques. Also she could learn how to use different mental gadgets to learn about the same topic (i.e. Thinking of numbers as sounds, if she usually thinks of them as written, and vice-versa). She also could simply change her material tools, using a laptop instead of writing with pen, writing in a different language to allow for different visual analogies, using her fingers to count. The borders are of course not clear between different cognitive tools. Writing in chinese implies thinking through another grammatical scheme, as well as looking at different symbols, one of this is more mental, the other more material, both provide interesting cognitive connections to other concepts and thus improve thinking and learning. Another blurry technique, without clear frontiers is to use some cognitive enhancer. Coffee, the most widely used one, is a great enhancer. Except that it isn’t. Working as a brain’s false alarm that everything is okaywhn is isn’t, leading to disrythmia, anxiety exaustion etc. Modafinil is much better, healthier, less prone to causing tension. But are these mental or material gadgets? One thing is certain, they are part of the proof that the mind-body dichotomy has no bearing on reality. These are all interesting techniques for better learning, but I suggest they are not as powerful as selectivity.

Recent-Biased Information Selectivity is a pattern towards seeking knowledge, what is informally called an “approach” to knowledge. A Recent-Biased Information Selector is a person who has a pattern of behavior. This pattern is, as the name denunciates, to look for the solution for her problems mostly in the most recent publications she can find. That is, amongst all of her criteria for deciding to read or not to read something, to watch or not to watch a video, to join or not a dance group, being new is very close to the peak. There are many reasons for which this is a powerful technique, given our objectives. The first is the Law of Accelerated Returns, as proposed by Kurzweil(2005). According to it, the development of information technology is speeding up, we have an exponential increase in the amount of knowledge being produced, as well as in the amount of information being processed. This is Moore’s law extended, and it can be extended to all levels of technological improvement, from the invention of the multicellular organism to genomic sequencing, from the invention of a writing system to powerful computing etc… Stephen Hawking (2001) points out that if one wanted to read all that was being published in 2001, he’d have to run 145 kilometers per second, this speed has probably doubled by now (2010). So Information technology in general and Knowledge in particular are increasingly speeding up. That means that if you cut two adjacent periods of equal sizes from now to the past, odds are high there is more than twice the knowledge of the older period in the newer one. If one were to distribute fairly his readings among all there is to be read, he would already be exponentially shifted towards the present. So a fair distribution in order to obtain knowledge is one that decreases exponentially towards the past. Let us say one reads 1000 pages, more or less three books, per month. So if we divide time in 4 equal periods, let’s say, of 20 years, one would have these pages divided according to the following proportions: 1 : 2 : 4 : 8. Now, 1x+2x+4x+8x = 15x = 1000. x=66 We get the distribution of pages:

66 to 1930 – 1950

122 to 1950 – 1970

244 to 1970 – 1990

488 to 1990 – 2010

In general: Let S be the number of subspaces into which one’s division will be made. Let T be the total number of pages to be read. The fair amount of reading to be dedicated to the Nth subspace is given by the formula:

2n-1 · (T / (21+22… 2S-1))

Now, this is not how we usually reason, since our minds are in general linear predictors, we suppose that fairness in terms of learning knowledge would be to read the same amount for equal amounts of time. This is of course a mistake, a cognitive bias, meaning something that is engendered in our way of thinking in such a way that it leads us systematically to mistakes. My first purpose is to make clear that the wisdom in the strategy of dividing cognitive pursuit equally though time is a myth. A first objection to my approach is that it is too abstact, highly mathematical, there are deep assymetries between older stuff and newer stuff that has not been considered, so one should not distribute her reading accordingly. Exactly! Let us examine those asymmetries.

First asymmetry: Information inter-exchange: It is generally taken for granted by most people that the future has no influence on the past, whereas the past has influence on the future. More generally, an event X2 at time T2 will not influence another event X1 at time T1, but might influence X3 at time T3. This of course is false. But we are allowed to make Newtonian approximations when dealing with the scale in which knowledge is represented, that is paper scale, brain scale (Tegmark 2000), sound-wave scale. So it is true for our purposes. From information flow asymmetry it follows that what is contained in older knowledge could have influenced newer knowledge, but not otherwise. This is reason to take the fair distribution, and squeeze it even more towards the present.

Second, asymmetry: Having survived for long enough. This is the main objection I saw against biasing towards the present, it consists of saying that the newest stuff has not passed through the filter of time (this could also be called the “it’s not a classic” asymmetry) and therefore is more likely to be problematic. I have argued elsewhere that truthful memes are more likely to survive (Caleiro Forthcoming) and indeed that is a fair objection to the view I am proposing here. This asymmetry would make us stretch our reading back again. But in fact there is a limit to this filter. One has strong reasons not to read what came just hot out of press (unless there are other factors for it) but few reasons not to read what has been for 2 years in the meme-pool, for instance. The argument is strong, and should be considered.

Third, Conceptual-Scheme Complexity: Recent stuff is embedded in a far more complex world, and in general into a very complex scheme of things, that is, the concepts deployed are part of a complex web, highly sofisticated, deeptly interacting. This web makes the concepts clearer since they are more strongly interwoven with other concepts, theories, experiments etc… The same concept usually will have a much more refined conception today than the one it had two hundred years ago. Take the electron for instance, we have learned enormous amounts about it, the same word means much more today than it did. Even more amazing is the refinement of fuzzy concepts like “mind”, “cognition”, “knowledge”, “necessity”, “a priori” and so on.

Fourth, Levels of Meta-knowledge available: Finally we get to an interesting asymmetry, that is related to how many layers of scrutiny has an area passed through. In the early days we had “2+3·5+(9-3)” kind of maths, then someone notices we’d be well with a meta-symbol for a given unknown number so we had “ X+3 = 2” kind of mathematics…. and someone else eventually figured a symbol could denote a constant, and we had “Ax+By+C = 0” kind of mathematics, there are more layers, but the point is clear. Knowledge2, That is Meta-Knowledge depends on the availability of Knowledge1, same for Meta-meta-knowledge or Knowledge3. In psychology we had first some data regarding a few experiments with rats, then some meta-studies, with many clusters of experiments with rats, then some experiments with humans, then meta-inter-species knowledge that allowed us to compare species, then some theories of how to achieve knowledge in the area, that is epistemology of psychology etc… Now, it is usually impossible to create knowledge about something we have no data about. So there is no meta-knowledge without there being knowledge first. The number of layers is always increasing, for it is always possible to seek patterns in the highest level (though not always to find them!). More publications give us access to more layers of knowledge, and the more layers we have, better is our understanding.

These asymmetries give us the following picture, if we had a fair distribution, we should squeeze it a lot towards the recent past (some 2 years before present) but resist the temptation to go all the way and start reading longterm-useless nonfiltered stuff like newspapers. A simple way to do that is to change the 2 in the general equation for a 3. Some interesting ideas on this topic of selective ignorance deserve mention:

There are many things of which a wise man might wish to be ignorant.”

Ralph Waldo Emerson

Learning to ignore things is one of the great paths to inner peace”

Robert J Sawyer – 2000

What information comsumes is rather obvious: it consumes the attention of its recipients. Hence, a wealth of information creates a poverty of attention and a need to allocate that attention efficiently among the overabundance of information sources that might consume it.”

Herbert Simon, Turin Award winner, Nobel Prize winner

Just as modern man consumes both too many calories and calories of no nutritional value, information workers eat data both in excess and from the wrong sources”

If you are reading an article that sucks, put it down and don’t pick it back up. If you go to a movie and it’s worse than The Matrix Revolutions, get the hell out of there before more neurons die. If you’re full after half a plate of ribs, put the damn fork down and don’t order dessert.”

Timothy Ferris – 2007

I’ve shown the names of those I’m quoting, for this gives one tip on exceptions for the no hot-out-of-press rule. That is the argument from authority. The argument from authority is fallacious in its usual form:

Source A says that p.
Source A is authoritative.
Therefore, p is true.

But is reasonable in its bayesian form (“~” is the symbol for “not”) :

Source A says that p. Source B says that ~p.
Source A is authoritative. Source B isn’t.
Therefore, it is rational to consider that p is more likely to be true until further analysis.

The other exception in which we should read what is hot-out-of-press (given our cognitive objective, as always in this article) is when it is related to one’s specific line of work at the moment. Suppose I’m studying Happiness to write a review of current knowledge in the area, this gives me good grounding to read an article published this month, since I must be as up to date as possible to perform my work. Exceptions aside, it is a good strategy to let others filter the ultra-recent information for you and remain in the upper levels of analysis. The same is true of old information, what is relevant is highly likely to have been either preserved, as I mentioned before, or rediscovered, as all the cultural evolutionary convergences show (Diamond 1999,Caleiro Forthcoming ).

First Case Conclusion:

Our natural conception of how to distribute our time in obtaining knowledge is biased in the wrong way, suggesting equal amounts of effort to equal amounts of time. To achieve greater and deeper knowledge, one should distribute her effort with exponentially more reading of more recent periods than older ones. In addition, she should counter this bias with another bias, shifting it even more towards the present but stoping short of it, with an allowance for some basic knowledge filters to operate before choosing what to read. We end up with an exponential looking curve that peaks in the recent past and falls abruptly before reaching the present.

Second case, Happiness

All other things equal, most people would not choose to have every single day of their lifes, from tommorrow onwards, being completely miserable. It is a truism that people do not want to suffer unless it is necessary, and most times not even in that case. Neutrality is good, but not good enough, so, all things equal, it is also true that most people would choose to have countless episodes of deep fulfilling happiness for the rest of their lifes, as oposed to being merely “Not so bad”. Some people have noticed that this is not so unanimous, for instance, Betrand Russell (1930) wrote: “Men who are unhappy, like men who sleep badly, are always proud of the fact.”

I intend to discuss happiness from another perspective, the perspective of cognition. Is happiness good or bad for thinking? Supposing our cognitive objective, as we did before, let us examine happiness. Suppose we don’t care about happiness, we just want to be cognitively good. Contrary to popular legend that thinking equals suffering, and Lennon’s remark that “Ignorance is bliss”, current evidence suggests that happiness is positively correlated with (Gilbert 2007, Lyubuomisrky 2007, Seligman 2002):

Sociability

Energy

Charity

Stronger immune system

Cooperation

Physical health

Earnings

Being Liked

Amount of friends

Social support

Flexibility

Intelligence

Ingenuity in thinking

Productivity in job

Leadership skills

Negotiation skills

Resilience in face of hardship

It is hard not to notice how many characteristics there are on the list, and easy to see how many of them are related to being a better learner, a better teacher, and a better cognitive agent in general. This is true independently of what one studies, if the knowledge is descriptive such as calculus, or procedural such as dancing. There is also the evident fact that depressed people tend to loose productivity dramatically during their bad periods. This gives us good scientific grounding to believe that happiness is important for cognition, to learn better, to achieve more, and to be cognitively more apt in general. So we ought to be happier.

But should we be happier? How much happier? The reason why I started this article is that I was reading in the park, listening to some music, watching people going and coming, families, foreigners, kids etc… It was a beautiful sunny day and I had just exercized, I was reading something interesting and challenging, the music was exciting, I took a look around me and saw the shinning sun reflecting on the trees, a breeze passed amidst the giggle of kids nearby and I thought “This is great!” In fact I thought more than that, I thought “This is great! Still it could be better”. There is some background knowledge needed to qualify the power of this phrase. Once I saw a study that said a joke had been selected among thousands by internet users, therefore it was a scientifically proven funny joke. Now, I’m a happy person. In fact I’m a very happy person. It took me a while to accept that. It is hard to accept that one is the upper third of happiness, because that tells a lot about the human condition, and how happy people are. So I was pondering about this fact that people told me, and that I subjectively felt, and finally science came to my aid. The University of Pennsilvania holds an online-test called authentic happiness invetory. The website has 700,000 members. I did the test twice, with some 14 months in-between. The website provides comparisons among those who took the test, we can take these to be some dozens of thousands of people at least. The first time I did it, it showed “You scored as high or higher than 100% of web users, 100% of your gender, 100% of your age group 100% of your occupational group, 100% of your educational level and 100% of your Zip code”. One year later, the first five bars were still showing 99% and the last one 98%. Thinking I might have been in an exceptionally happy day that time, I took the test again, and to my surprise I was back to 100% in all categories. I knew I am happy, but that was taking the thing to a whole other level. So I was as scientifically comproved to be happy as that joke, I was in the very end of the tail of the curve.

Now think again about that phrase in that scene in the park. “This is great! Still, it could be better.” I was not talking about myself (as I’ve been for one paragraph now) I was talking about Man. If you found yourself in the edge of the curve you’d know what I mean. If this is the best we can do, we are not there yet. I’m not saying that being happy is not great, it is awesome, but it could be much better. I suggest that anyone who had the experience of reading all those “100%” there in the website thought the same, this cannot be the very best, there must be more. This is what brings me to the Humanity+ motto:

Better than well.

The human condition is not happiness-driven. Evolutionarily speaking, we do what we can to have more grandchildren than our neighbors, whereas this includes happines or whether it doesn’t. A mind that was satisficed all the time would not feel tempted to change his condition, so mother nature invented feelings such as anxiety, boredom, tiredness of the same activity, pain etc… Happiness, as designed by evolution, is fleeting, ephemerous (Morris 2004). How could we change that? There are several ways, the most obvious one being chemical intervention. Also technologies of direct stimulation of pleasure centers could be enhanced to accepted levels of safety. Artifacts such as MP3 players also have an effect on happiness since listening to music causes happiness (Lyubomirsky 2007), many artifacts have positive effects on happiness and in the long term may help in improving the human condition. Art, philosophy, spirituality and science have also had long term effects on human happiness. So in order to improve the human condition in the long term, we ought to work in all those bases. This would in turn provide us means to achieve our proposed cognitive goal, through greater cognitively enhancing happiness. Before moving on, I’d like to make an effort of showing a mistake that most people are likely to make, due to some cognitive biases, I’ll first list the biases:

Status quo bias: people tend not to change an established behavior unless the incentive to change is compelling. (Kahneman et al 1991)

Bandwagon effect: the observation that people often do and believe things because many other people do and believe the same things. The effect is often called herd instinct. People tend to follow the crowd without examining the merits of a particular thing. The bandwagon effect is the reason for the bandwagon fallacy’s success.

From Yudkowsky (2009):

Confirmation bias:In 1960, Peter Wason conducted a now-classic experiment that became known as the ‘2-4-6’ task. (Wason 1960.) Subjects had to discover a rule, known to the experimenter but not to the subject – analogous to scientific research. Subjects wrote three numbers, such as ‘2-4-6′ or ’10-12-14’, on cards, and the experimenter said whether the triplet fit the rule or did not fit the rule. Initially subjects were given the triplet 2-4-6, and told that this triplet fit the rule. Subjects could continue testing triplets until they felt sure they knew the experimenter’s rule, at which point the subject announced the rule.

Although subjects typically expressed high confidence in their guesses, only 21% of Wason’s subjects guessed the experimenter’s rule, and replications of Wason’s experiment usually report success rates of around 20%. Contrary to the advice of Karl Popper, subjects in Wason’s task try to confirm their hypotheses rather than falsifying them. Thus, someone who forms the hypothesis “Numbers increasing by two” will test the triplets 8-10-12 or 20-22-24, hear that they fit, and confidently announce the rule. Someone who forms the hypothesis X-2X-3X will test the triplet 3-6-9, discover that it fits, and then announce that rule. In every case the actual rule is the same: the three numbers must be in ascending order. In some cases subjects devise, “test”, and announce rules far more complicated than the actual answer.” […]

“Hot” refers to cases where the belief is emotionally charged, such as political argument. Unsurprisingly, “hot” confirmation biases are stronger – larger in effect and more resistant to change.”

Let me restate a case of the status quo bias in another form: When people make a decision, they should take only the benefits and costs of what they intend to do, and carefully analyse them. This is fairly obvious. Also, it is complete nonsense. What one ought to do when she is trying to find out about doing or not doing something is to compare that that thing with what she would do in case she didn’t do that thing. Suppose I’m a father who gets his daughter everyday in school. Then some friends invite me to go play cards, I reason the following: “Well, playing cards is better than doing nothing” and I go play cards, leaving my poor child alone in school.

 

Another important topic is how can someone be happier than he usually is, right now? What is already available? What has been proven to increase satisfaction? The rest of the article is dedicated to this topic. Gilbert (2007) has many interesting words on that, they are worth quoting:

“My friends tell me that I have a tendency to point out problems without offering soutions, but they never tell me what I should do about it.”[…]”… you’ll be heartened to learn that there is a simple method by which anyone can make strikingly accurate predictions about how they will feel in the future. But you may be disheartened to learn that, by and large, no one wants to use it.

Why do we rely on our imaginations in the first place? Imagination is the poor man’s wormhole. We can’t do what we’d really like to do – namely, travel trough time , pay a visit to our future selves, and see how happy those selves are – and so we imagine the future instead of actually going there. But if we cannot travel in the dimension of time, we can travel in the dimensions of space, and the chances are pretty good that somewhere in those other three dimensions there is another human being who is actually experiencing the future event that we are merely thinking about.” […] “it is also true that when people tell us about their current experiences […] , they are providing us with the kind of report about their subjective state that is considered the gold standard of happiness measures. […] one way to make a prediction about our own emotional future is to find someone who is having the experience we are contemplating and ask them how they feel.[…] Perhaps we should give up on rememberin and imagining entirely and use other people as surrogates for our future selves.

This idea sounds all too simple, and I suspect you have an objection to it that goes something like this… “

This fine writer’s message is simple, stop imagining, start asking someone who is there. This is the main advice for those who are willing to predict how happy will they be in the future if they make a particular choice.

Now, Lyubomirsky offers many other happiness increasing strategies. First, she proposed the 40% solution to happiness. Happiness is determined according to the following graph:

50% genes 10% circumstances and 40% intentional Activities
50% genes 10% circumstances and 40% intentional Activities

That is, Happiness is 50% genetically determined (that is, if you had to predict Natalie Portman’s happiness, and she had monozygotic twin separated at birth, it would be more useful to know how happy the twin is than to know every single fact you may figure out about Natalie’s way of life, past and present conditions and reactions to life events) , 10% due to life circumstances (This includes wealth, health, beauty, marriage etc…), and 40% due to intentional activities. So, all things considered, if one is willing to become happier right now, the best strategy is to change these last 40%, how can we do it. Here I will list some comproved ways of increasing general subjective happiness. I will not provide a detailed description of the experiments, but those can be found in Lyubomirsky’s book references. My aim here is to give my reader a cognitive tool for increasing her happiness, since I have defended that achieving greater happiness is a good cognitive strategy.

Bostrom, N. 2004 The Future of Human Evolution. Death and Anti-Death: Two Hundred Years After Kant, Fifty Years After Turing, ed. Charles Tandy. Ria University Press. pp. 339-371. Available online: http://www.nickbostrom.com/fut/evolution.html

Diamond, J.1999. Guns Germs and Steel:The Fates of Human Societies. W.W. Norton & Co

Kahneman, D., Knetsch, J. L. & Thaler, R. H. (1991). Anomalies: The Endowment Effect, Loss Aversion, and Status Quo Bias. Journal of Economic Perspectives, 5, 1, pp. 193-206

Russell, B. 1930. Conquest of Happiness

Available online: http://russell.cool.ne.jp/beginner/COH-TEXT.HTM

Tegmark, M. 2000. The importance of quantum decoherence in brain processes IN Physics Review E61:4194-4206

Available online: http://arxiv.org/abs/quant-ph/9907009

Yudkowsky, E. 2009. Cognitive biases potentially affecting judgment of global risks IN Global Catastrophic Risks, eds. Nick Bostrom and Milan Cirkovic. Oxford

Available online: http://yudkowsky.net/rational/cognitive-biases

Why haven’t intelligent people taken over the world?

(Publiquei este post em português no meu blog)

Let’s suppose a few hypothesis:

1) There are people who are very, very, VERY intelligent in the world.

2) The human civilization doesn’t look so let’s say…  very well organized, it seems like there are important human beings doing stupid things.

3) A fraction of the very intelligent people are also ambitious AND have strong opinions about how the world should be AND care enough to do something about it.

Hence my question is: Why is the world not regularly dominated by very intelligent people???

Ok, I admit that it is a somewhat bizarre question, but I really mean it, and I will try to justify myself.

First, what do I mean by dominating the world?
Domination means that you are able to make your will prevail over others. It doesn’t have to happen by force, far from it, it is enough that one can handle the situation to his side. Dominating the world assumes that someone (or some group) can achieve such a degree of superiority of power that is able to subvert the whole political established hierarchy. This seems to be VERY difficult, as I suppose that the closer you get to dominating the world, the more competent are your competitors aiming for the same purpose (or any other purpose which is incompatible with yours). That is, to take over and keep the power you have to find a way to win, eliminate, or avoid the elite of the political power in the world.

Why would anyone want to dominate the world?
To impose your will. And why would anyone want this? Well, this is a psychological matter. I suppose that it could be to satisfy an insatiable ego, a huge will to power, magnify one’s own image or by a very strong feeling of revenge, which is nonetheless also an imposition of one’s self on others. These motivations would be psychopathic. A more rational motivation could be for an ethical duty, well, it is true that the notion of duty is not rational, but I mean it would be a more objective conduct, to dominate in order to actualize goodness (whatever one understands by goodness…).


Why would anyone need to dominate the world?
Because the traditional social means may not be enough for what you want; for the most common political organizations requires that in order to gain power someone should gather admirers and trust in those who are in control of stabilishing your rank (whether the population or a political aristocracy). This route has many disadvantages, it commits the applicant to the interests of his political supporters (actually sharing his power with them), requires him to maintain a demagogic persona (social image) that somehow motivate or justify his position, and blatantly exposes him to all who might be interested in taking his rank or who oppose his policies to act against him, to overthrow him or simply kill. That is why someone would want to dominate the world through alternative means – which need not be by force (violence), I believe there probably are other ways.

Why someone would have to be intelligent to dominate the world?
Well, it is important to emphasize that I am not talking about a merely academic intelligence, I’m talking about a person with high cognitive ability in many areas, one who is able to face difficult problems of pratically any nature, from metaphysical questions, to social manipulation, to juggling gelatin.
Therefore, I think this would be the most important capacity in order to try to dominate the world because someone in this condition could try to understand and solve any problems that could appear, no matter if he/she was not particularly good at it.

How it would be like if intelligent people dominated the world?
It’s hard to answer, but we would live in noocracy, a government of the wise, or initially a geniocracy, since I am considering that on or a few geniuses would take over the power.  I suppose intelligent people would be better able to solve the major problems of society and to create efficient policies, they would have a more realistic, deep and complete understanding of the social functioning, have ethical concerns and a well-developed ethical system, and would be able to separate their personal interests of those of humanity.
Unfortunately some of these assumptions would probably not materialize.
There is still a complicated issue of how to represent the ethical and political values of the population, which is one of the greatest values of democracy. This would be an additional problem to be solved.


Isn’t the desire to dominate the world a childish, narcisistic and megalomaniac attitude based on a simplistic conception of society?
Hmmm… maybe. But would that really prevent people from dominating the world?

Assuming then that the main questions have been clarified:
Why is that the world is not regularly dominated by very intelligent people???

The answer doesn’t seems obvious. I will consider several possibilities:

1) The world has already been dominated by intelligent people and I was the only one who did not notice.
Well, this answer is either a denial of my second premise (that the world does not work very well), or the defense that even though intelligent people have dominated the world, these beings are not able to make it work in a way that seems adequate or worse, they are not interested in that.
This argument is quite similar to the Epicurean argument against the existence of God: if God wants to be good and is not able he is impotent, if he can but does not want he is malevolent, if he cannot and doesn’t want he shouldn’t be called God.
I shall divide this possibility in two:

1.1) The world has been dominated by intelligent people, but they can’t do the trick.
This is possible, but unlikely. However, given my lack of information about the occurrence of exceptional intelligence in ranks of high power, I will assume they probably are in positions of lower public exposition ( “illuminati”? O_O). If it is that so, why is that they cannot do deal with the problem? Is the dynamics of society, politics and the economy so uncontrollable? After all, remember that we are talking about people who were able to dominate the world! Why is it that they could not manage it efficiently? They don’t have enough critical mass? There would exist too much disagreement between them? It seems more likely to just reduce this position to a more usual view that whoever is controlling the powerful society are not as intelligent or competent as we are talking about. In other words, this position denies the first postulate.

1.2) The world has been dominated by intelligent people, but they are not concerned with organizing it, they are worried about other things.
This seems somewhat more likely. But why? In my view, a very intelligent person who has been able to dominate the world should have serious concerns about which direction to take. After all, has he dominated for what? Is it that ethics really does not necessarily lead to a social administration other than that we see today? Does intelligence not necessarily lead to ethical concerns? What are the motivations of these people then? Is it a fact that power corrupts people and that as soon as someone gets in a high position, this person gets overwhelmed by their instinctive and selfish desires?


Certainly in human history very intelligent great leaders have made to the high power and we can analyze the diversity of their behavior in order to see their profile, their motivations and what was their end, i.e. why they were unable to keep the power under the same ideals. So this question remains unanswered: What were the motivations of the great intelligent powerful men of the past?


Possibly the paths that lead someone to power do not usually lead people to deeper ethical concerns. Perhaps these men have been primarily busy with more immediate concerns, as their next conquests and maintaining their own power, without thinking much on a larger scale. After all, ruling empires sounds like an awful lot of work.

2) The world has not been dominated by intelligent people.
Well, this is my main proposal. And why is that the world has not been dominated?

2.1) Intelligent people are not able to dominate the world.
I think this is the best answer. And the main evidence is the lack of competence of the resistance movements throughout the world, even under the most ideologically hostile and absurd conditions.
We could remember the case of the Soviet Union under Stalin, or Nazi Germany. The number of attempted attacks, organized resistance movements and counter-revolutions in history seems to be modestly small in addition to being little effective. Taking into account that a revolution is a great opportunity to change the order of things, for a group to take the power and establish their political ideals, it seems that in fact, what is lacking is the competence (hypothesis 1 must be false in this sense).

And why this lack of competence?
I think it’s because the intelligent people usually have some characteristics that prevent them from being politically effective: they are either insecure, or undisciplined, or impractical, or unrealistic, or not politically skilled, or intransigent, or competitive, or disorganized in excess. Just look at most of the student movements and intellectual groups. This goes a little in the line of thought of a quote from Russell:

“The fundamental cause of the trouble is that in the modern world the stupid are cocksure while the intelligent are full of doubt.”
Bertrand Russell, Education and the Social Order (1932) Bertrand Russell, Education and the Social Order (1932)

Possibly the life paths of growing up and the personality of intelligent people does not help them to develop so many skills and intellectual and political motivations at the same time.

On the other hand, there were in the history of mankind, some situations in which one or more very intelligent people took over the power. Why were they unable to keep the power in the hands of other intelligent people? Why is the power of intelligent people not stable? Is it that they haven’t had this concern? Is it that their motivations did not favor them to pass the power to other intelligent people? Or they simply could not find successors up to their height? After all, finding suitable successors is not an easy problem.

Perhaps the problem is too difficult for one or even a few humans, to take over the world and still administrate humanity is a too hard job. This also seems quite reasonable. After all, for this purpose humanity is divided into hundreds of thousands of government functions and ranks. I certainly would not expect that they could control everything, just give the main guidelines. But anyway it is a reasonable possibility. Perhaps the problem is a mixture of lack of intelligence, number of people and organization. Interestingly this seems to be feasible. Hum….


Then there is also the possibility that our society is somehow protected against the domination of the intelligent. As if our society was constituted so that whenever someone very clever has this idea and decides to do something about it, it is quickly detected and eliminated (or perhaps distracted by an intellectual problem which will occupy his entire productive life and will not cause anything useful). This strikes me as too conspiratorial for my tastes.

2.2) Intelligent people do not want to take over the world.
Finally, perhaps the intelligent people are not so interested or motivated to take over the world.
After all, these people are supposedly perfectly capable of making themselves a very good life in today’s world, so it is just not worth trying to dominate the world. This is consistent with the view that rational people do whatever is advantageous for them, which usually does not involve caring so much with others.
In addition, dominating the world takes a lot of work, is very dangerous, and probably requires the rest of your life, if you eventually succeed.
It neither seems to be psychologically advantageous:
Unless you have a tremendous disturbance of an obsession with your ego or ethics, I think intelligent people get sufficient reward in activities far more feasible, in particular, most intellectuals are very happy discussing ideas, reading and writing and have no megalomaniac intentions.

Conclusions:
1.2) Intelligent people who achieves power do not usually worry too much about great ethical issues.
2.1) Intelligent people often have personality traits that prevent coming to power.
2.2) And the intelligent people who could come to power are probably not very interested.
And 2.1 again) If by chance there are people interested, they are in insufficient quantities to manage it, because the problem is so very hard …
Anyway, c’est la vie.

But a question remains, why isn’t the permanence of intelligent people in the power stable? Once a government of intelligent people is established, why can’t it keep its quality? Doesn’t these people usually have a strategic vision for this issue? Or is it that difficult to get suitable successors?

Anarco Individualismo e Transhumanismo Social

A vida é apenas uma e a racionalidade é um bom approach a ela, esse é o princípio regente, ou fundamento, da visão política de mundo que pretendo aqui descrever.

É adotada também a trivialidade de que a palavra “felicidade” foi adotada pela comunidade para denotar algo que é bom, e vem sendo usada dessa forma desde então.

Uma das grandes características marcantes das posições políticas dos indivíduos é seu caráter expansionista, a grande maioria das pessoas em atividade política se interessa por expandir o número de pessoas que tem a mesma opinião que elas, uma posição política que não pelo menos flerte com esse viés bolchevique estará fadada ao fracasso, por razões de seleção memética devidamente discutidas por Jared Diamond em Armas Germes e Aço. Começo minha exposição então declarando abertamente a derrota da posição política que pratico no longo prazo.

A racionalidade nos permite ver que o outro é diferente de nós, ela nos desvia do ideal cristão da única maneira correta de se viver, e portanto ela não nos permite cegar à possibilidade de que aquilo que nos é bom talvez não o seja ao outro; a razão e a fibra política caminham em direções opostas, o que explica a lentidão do desenvolvimento político do mundo, em contraposição, por exemplo, ao desenvolvimento artístico, ou científico. O anarco-individualista não dá importância ao processo de credibilidade por pregação, acreditando no que acredita independentemente de quantas pessoas partilham de suas crenças. Segue que a não aceitação por outra pessoa da premissa inicial, do fundamento, não oferece perigo algum ao proponente dessa posição, que ao mesmo tempo recusa-se a aceitar que há uma melhor visão política para todos e que suas idéias devem ser inculcadas no maior número possível de mentes.

Uma vez que nos afastamos dos Gulags mentais promovidos pela histeria política de massas, podemos nos afixar numa racionalidade individual, e trazer o anarco individualismo e o transhumanismo social a tona a partir de nossas premissas.

O anarquismo tradicional está ligado a uma recusa do Estado e uma percepção de que a comunidade viveria melhor num âmbito sem poder estatal. Essa visão se baseia numa miopia psicológica (não perceber que a natureza humana é contrária aos anseios humanos) aliada a uma paranóia de conspiração (o Estado nos vigia, nos pune, quer o pior de mim, e violenta minha liberdade). Nós, anarco individualistas, desejamos paz e ausência de medo, e conhecemos em parte a natureza humana, que possibilitou não só a construção de grandes maravilhas do mundo e a era da internet, como também a tortura de crianças e o estupro de inocentes, e por isso nós podemos nos afastar dessa concepção anarco-tradicional de que  todo homem seja um herói cuja história não pode ser escrita devido ao punho esmagador do Grande Irmão. O anarco-individualismo apenas prega uma separação estrita entre indivíduo e estado, o argumento é simples: 1 Nenhum indivíduo tem uma participação política relevante caso não seja famoso, 2 só há uma vida que não deve ser utilizada em coisas irrelevantes, logo, 3 não se deve participar politicamente. Cada minuto dedicado a política pela política, e não pelo prazer de seus conteúdos, ou por razões que lho possam interessar, é uma antecipação da morte em um minuto.

É um prazer ao ser humano fazer o bem a si mesmo e aqueles que lho interessam, e nossa capacidade de simbolização nos permite também fazer o bem a coisas, instituições, idéias, projetos etc… e sentir imenso prazer com isso. Em realidade sabe-se que as mais felizes e longevas dentre as almas do mundo são aquelas que dedicam-se a algo que lhes parece maior do que elas. Segue que devemos procurar campos de interesse aos quais possamos nos dedicar para que aproveitemos bem a vida. Depois da virada de jogo da racionalidade e do iluminismo, tornou-se impossível a pessoas inteligentes e bem informadas na infância manter uma sólida aspiração religiosa ou transcendente, e Richard Rorty pontua que esse processo foi essencialmente um abandono da idéia de imortalidade pessoal em direção a um esforço para que as pessoas do futuro vivam uma vida melhor, e considera isso um progresso. Como pessoas do futuro em relação ao passado, temos boas razões para agradecer a essas mudanças, e mesmo que não tivéssemos, estamos circunscritos num espaço de tempo no qual é impossível atingir o grau de transcendentalismo e misticalismo que outrora povoou o imaginário humano, e portanto temos de nos ater aquilo que está no imaginário coletivo (porque isso nos dá segurança) e está acessível a nós como um projeto de vida que é mais importante do que nós. Devemos portanto encontrar algo maior do que nós e fazer. Note que não é uma premissa que devemos fazer algo maior do que nós para os outros, é uma consequência da busca por um maior aproveitamento da vida no nível individual que nos traz inexoravelmente a uma ética pública (mas não política) que pretende promover a melhoria da vida alheia. Considerando que instituições, idéias, comunidades, e memeplexos em geral são mais estáveis emocionalmente do que pessoas particulares, dedicar-se prioritariamente a entes estáveis é uma boa maneira de garantir o próprio aproveitamento da vida, em oposição a dedicar-se primordialmente a conhecidos. O outro, ou a instituição beneficiária raramente estão no passado (historiadores seriam um exemplo) e segue portanto que a maioria dos afazeres de um anarco-individualista serão dedicados ao futuro, ergo, progressismo.

Dependendo do grau de racionalidade e do tipo de empatia que uma pessoa tem, ela irá se dedicar a um tipo diferente de atividade. A maioria das pessoas precisa de constante feedback sobre seus atos para sentir-se bem, e particulamente um feedback que seja visto na hora, em pessoa. Um psicólogo clínico por exemplo dedica-se ao momento atual de uma pessoa e também a seus momentos futuros, e recebe informação atualizada de como vão seus esforços duas vezes por semana, um webdesigner por outro lado dificilmente pode ver o fruto de seus esforços diretamente (no sentido de ver os usuários se divertindo com tão bela página) e isso requer um maior grau de racionalidade ou menor grau de empatia. Racionalidade e empatia, evidente, não são antônimos, mas é o caso no mundo atual que a copiabilidade de algo está intimamente ligada a não ver todas as cópias, e a empatia depende daquilo que vemos em curta distância, ou seja os atos que privilegiam mais pessoas e são mais racionais são aqueles que possibilitam uma ativação empática menor.Esse é um problema do mundo, e não das minhas definições de racionalidade e empatia. Como fazer atos universais é uma consequência, e não uma premissa, da racionalidade e da vida curta, uma pessoa mais empática deve sacrificar o maior bem geral em prol de seu bem individual, pois sua felicidade depende de fazer bem a menos pessoas. Uma pessoa bastante racional e pouco empática por outro lado, mesmo que tenha a escolha entre um bem maior não visível a curto prazo, e um bem menor porém visível há de compreender que sua raridade faz com que ainda mais valiosos sejam seus esforços em prol de um mundo melhor. Os grandes filósofos, literatos, cientistas e arquitetos são pessoas justamente desse tipo. Sua capacidade de abstração permite compreenderem que é possível que aquilo que há de melhor para se fazer na vida pública é produzir algo que será apreciado ao longo de gerações e gerações no futuro, e apenas pela capacidade de prever o futuro mentalmente, sentir o prazer empático correspondente. O principal perigo da política é justamente a roupagem racional de “estar fazendo bem aos seus conterrâneos e futuros cidadãos”, vende-se o lobo na pele de cordeiro, pois evidente que uma pessoa não faz nenhuma diferença individual na política, entretanto os esforços de apenas um são muito mais prolíficos em outros campos da cultura.

Há pessoas que uma parte do tempo (mas não todo ele), por qualquer razão, apreciam imensamente a quantidade real de influência que provavelmente farão no mundo, pessoas por exemplo que se sentem melhor fazendo o bem a 3 chineses do que a 2 indianos, e melhor fazendo um pequeno bem a uma cidade de um milhão de habitantes do que resolvendo os problemas de uma única pessoa. A essas pessoas cabe o estudo dos melhores métodos de se promover o maior bem para o maior número de pessoas.

No passado esse modo de pensamento gerou o humanismo, o enaltecimento do homem enquanto homem, e a intenção de permitir-lhe exercer ao máximo potencial todas as suas faculdades. Com o progresso tecnológico surgiu entretanto uma divisão entre humanistas naturalistas, que cometem o tradicionalérrimo erro de assumir que o que é natural é bom (e consequentemente precisam definir o que é natural para separar o joio do trigo e passam o resto da vida separando o hipotético joio do hipotético trigo e percebendo como suas definições anteriores falharam), e os transhumanistas, que extendem seus princípios humanistas para uma promoção da vida humana em todos os âmbitos inclusive aqueles que dizem respeito a desafiar as tiranias da seleção natural e da hereditariedade. Esses acreditam que é tão bom treinar um grande pintor quanto é bom dar-lhe as tintas para que possa pintar. Os primeiros acham que treinar um pintor é bom, mas não se deve dar a ele pincel ou tintas. Não é exatamente assim, mas isso captura o espírito anti-tecnológico dos humanistas naturalistas.

A história humana é um sem fim de aprender a ordenar a natureza de acordo com nossos fins, e nisso só difere por exemplo da história paquiderme no que tange ao fato de que nossa ambidestria e capacidade linguística nos permitiram influir muito mais intensamente que sua nosodestria e capacidade chafarística.

O anarco tranhumanismo é assim sumarizado por seu criador Pablo Stafforini:

Anarchism: The political theory that aims to create a society free of all forms of authority, particularly those involving domination and exploitation.

Transhumanism: The cultural movement that affirms the desirability of fundamentally altering the human condition through applied science and technology.

Anarcho-Transhumanism stands for:

  • Political Freedom: Against the tyranny of government.

  • Economic Freedom: Against the tyranny of capitalism.

  • Biological Freedom: Against the tyranny of genes.

Anarcho-Transhumanism is not:

Libertarian: It does not believe in free-market fantasies.

Extropian: It does not believe in optimistic futurism.

A diferença entre a posição que estou defendendo e a de Pablo é apenas na forma de frasear, ele se diz contra a tirania do Governo, enquanto eu diria ser contra o que há de tirânico no governo, o que deixa claro a eliminação da interpretação de que o governo é uma tirania, em oposição a interpretação mais cautelosa de que existem tiranias no governo, tal qual existem no capitalismo e nos genes.

Existem poucas maneiras de se conseguir mais inimigos no mundo do que sendo um anarco individualista transhumanista social, e acho que qualquer pessoa que esteja levando a sério sair do armário como um pense nisso antes de fazê-lo.

Todas as vertentes políticas dominantes, da extrema direita a extrema esquerda o criticarão por não ser politicamente ativo, afinal, tal qual os fiéis de qualquer religião, eles consideram que o que fazem é mais certo de acordo com quantas pessoas fazem o mesmo, e você estará lhes oferecendo tacitamente a perspectiva de que existe um outro caminho possível, o que, por possuirem uma natureza política, é o que mais repudiam.

Todas as pessoas, inclusive anarquistas ativistas criticarão sua neutralidade política, ou apatia, e sua incapacidade de sensibilizar-se com os problemas do mundo (mais miopia). A visão de longo alcance no espaço já é malvista em comunidades, a visão de longo alcance no tempo é um atentado sem precedentes.

A enorme maioria das pessoas vive do início ao fim da vida achando que o que é natural é bom e que as coisas deveriam ser como são. Não espere críticas apenas da comunidade religiosa, ou de pessoas espiritualistas, as pedras virão desde a elite financeira que não consegue aceitar alguém que não tem fetiche pelo bem mais disputado (o dinheiro), até Nietzscheanos vorazes que lhe chamarão de ovelha submissa por seus ideais baseados em outros e sua dedicação a superar a própria vontade de poder. Não apenas estes, mas também teóricos sociais da esquerda tradicional criticarão sua aceitação do determinismo biológico (um pressuposto para desejar modificá-lo) como nazista; estruturalistas dirão que sua visão progressista e de uma verdade única lhes inspira náusea, apesar de que a recusa destes de uma verdade (mesmo aproximada) sobre os fatos não lhes impeça de pregar cegamente uma maneira única do bem viver a ser conduzido pelo torpe estado de seus sonhos, que pressupõe uma visão do homem como uma tábula rasa e ignora completamente a natureza humana.

Trilha sonora para os próximos parágrafos:

Inelutavelmente você será criticado como pertencendo a grupos que lhe repudiam. É natural ao homem estereotipar o estranho num grupo pré-estabelecido, de preferência inimigo, para poder manter-se tranquilo a respeito de suas próprias escolhas e emocionalmente bem consigo mesmo. Os esquerdistas lhe chamarão de nazista, os capitalistas mais ferrenhos, de comunista, os anarquistas ativistas de fraco, todos de apático, os religiosos de ímpio, aqueles que misturam o natural e o bom mais uma vez de nazista, os relativistas lhe chamarão de tudo o que puderem, contanto que eles não tenham que admitir que existem coisas em algum sentido aproximadamente verdadeiras e portanto tenham de tomar alguma providência para obter informação sobre o mundo. Como sua obra será de longo prazo, e não uma atividade física intensa como discutir política todo o tempo, a critica da apatia virá acompanhada da impressionante alegação de que você estuda de mais ou lê demais e não faz nada. Nesse caso não se trata apenas de miopia a respeito de seus projetos, mas sim de um violento medo de que talvez, apenas talvez, alguém que tanto estude possa realmente saber alguma coisa. Por sorte esse medo pode sempre ser suprimido pela próxima reunião do grupo ao qual a pessoa pertence, um baseado ou a novela das oito, mas é sempre possível vê-lo ressurgindo novamente quando o conhecimento entra em jogo numa conversa, o que para alguns é uma fonte de regozijo apenas comparável ao bem futuro que se está defendendo.

Esse preço todo é pago por uma vida na qual não há limites para o aprendizado, fronteiras para a liberdade e o amor ao próximo (sequer espaço-temporais) e na qual cada momento se preenche de significado de maneira única de uma maneira que só pode ser transmitida por aqueles que sabem estar servindo a um propósito maior do que si mesmos, como os religiosos verdadeiros. É bastante claro, e digo isso literalmente ao som da cavalgada das walkyrias, que o pensamento anarco individualista transhumanista social não é para todos, mas apenas têm serventia a uma pequena minoria de pessoas que tem uma série de particularidades de personalidade e uma visão de mundo que considera importante o fato de que a vida é uma só. O tipo de racionalidade, desejo de ascenção, vontade de poder, desejo de liberdade, generosidade e individualismo exigido para se sustentar essa posição no mundo são muito pouco frequentes na população humana, e isso, àqueles que ainda não aprenderam a diferenciar o que é fato ou valor, apenas descreve como é a realidade e nada diz sobre quão bom ou ruim é adotar essa perspectiva.

.

18/11/2008 Diego Caleiro

Incompetência política

Este é um assunto do qual me envergonho e que me incomoda, principalmente nas épocas das eleições, por razões óbvias.

O fato é que sou completamente ignorante sobre política, ainda que eu ainda tenha algumas poucas noções teóricas, sinto-me completamente perdido e despreparado em relação a votar, a opinar e interpretar acontecimentos políticos, quanto mais a discuti-los.

Resolvi escrever este post para expor o problema e pedir por sugestões a respeito de como resolvê-lo. Embora eu o faça por motivos pessoais, tenho a convicção de que compartilho a mesma situação com muitas outras pessoas, admitidamente ou não. No meu caso particular, fui criado num meio com uma orientação política específica (de esquerda), porém sem forte embasamento teórico ou prático, e sem grande discussão de correntes e opiniões opostas ou diferentes. Hoje julgo que seguir a mesma orientação seria insatisfatório, por ela não se apresentar justificada para mim, porém não tenho um conhecimento significativo dela nem de outras. Tenho votado em branco ou justificado, nas últimas 4 ou 5 votações. Para mim isto significa que me considero tão pouco apto a decidir que considero a opinião coletiva como melhor que a minha, qualquer que seja ela. Esta sensação de imensa ignorância me angustia, desejo sair deste estado de tábula rasa política. Ainda que eu possa pensar que minha participação possivelmente seja pouco relevante.

Como se não bastasse a minha ignorância sobre teoria política, economia, administração pública, estado, direito, constituição e legislação, e coisas afins, a ignorância sobre a história política brasileira, o cenário atual, as histórias dos candidatos e partidos, a situação do país hoje, seus problemas e perspectivas, que são, de certa forma, conhecimentos mais “objetivos”; percebo que o problema de competência política ainda traz questões mais pessoais como, valores políticos (qual o papel do estado, como deve ser organizada a sociedade, qual deve ser a atitude do país em relação aos outros, etc), valores morais (o que deve ser valorizado, promovido, tolerado e desvalorizado e reprimido na sociedade), quais são as fontes de informação confiáveis e quais são seus viéses e tendências e como identificá-los, e finalmente, como resolver o problema prático de se votar, de formar uma opinião, e de interpretar os acontecimentos políticos.

Olhando assim, parece uma tarefa gigantesca, o suficiente para um curso de graduação. É claro, não acredito que a maioria das pessoas de 16 ou 18 anos já tenham noções boas destas coisas, e também não acho que elas sejam todas necessárias; todos nós somos um tanto pragmáticos em nossas decisões, esta é só mais uma delas. Mas o problema não deixa de ser complicado, e não quero parar minha vida para resolvê-lo, de modo que peço ajuda para que possa resolvê-lo aos poucos, e de uma maneira menos tortuosa. Afinal, o problema é complicado a ponto de ser desanimador, de parecer não valer a pena, mas vou tentar persistir.

Dividi o problema da maneira como estruturo minha ignorância a respeito das coisas que julgo que sejam relevantes:

Conhecimentos teóricos relevantes
– Política
– Estado
– Administração pública
– Organização social
– Direito
– Economia
– Relações internacionais
– Noções de educação, saúde e saneamento, urbanização, segurança pública e nacional, indústrias, comércio, pesquisa e tecnologia, entre outros.

Conhecimentos concretos relevantes

– Sistema político brasileiro
– Estrutura do governo brasileiro
– Divisão de atribuições e poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário, União, Estado e Município, Subprefeituras, etc.
– Constituição
– Legislação
– Principais instituições e empresas estatais e terceirizadas responsáveis por serviços essenciais.
– História política brasileira, principalmente os últimos 50 anos.
– Cenário político atual. Partidos, candidatos, governantes, suas relações, disputas, conflitos. Denúncias e suspeitas de corrupção.
– História e proposta dos atuais governantes e partidos (estatutos), seus rivais, e outros candidatos e partidos de interesse. As políticas propostas e implementadas por eles e seus rivais, seus sucessos, fracassos e críticas.
– Acontecimentos recentes relevantes.
– Situação do país, estado e cidade hoje. Seus problemas e possíveis causas, suas perspectivas futuras, possíveis soluções, propostas para o desenvolvimento. Políticas implantadas em cada setor, seus sucessos, problemas e críticas, etc.
– Cenários políticos e acontecimentos em países semelhantes ao Brasil, países de importância ao Brasil (vizinhos, importadores, exportadores, etc), países com modelos políticos de interesse.

Valores políticos e morais

– Qual deve ser o papel do estado, até que ponto ele deve intervir e garantir direitos individuais, bem-estar social, organização social, desenvolvimento econômico, etc.? Como deve ser organizada a sociedade? Qual deve ser nossa atitude em relação aos outros países?
– O que devemos valorizar e desvalorizar, promover, tolerar e reprimir, na sociedade, e nas políticas de cada setor, na educação, na saúde, na segurança pública, nos direitos e legislações, na atuação das indústrias, comércios, nos serviços públicos, etc.?
– Devemos decidir politicamente no interesse de quem? No nosso? No dos outros à medida que nos importamos com eles? Nos da população em questão?
– Devemos ser pragmáticos, racionais ou empíricos nos julgamentos políticos?
O problema da tendenciosidade e da informação confiável
– Onde obter informação relevante?
– Quais os meios mais confiáveis, seguros para se obter informação sobre acontecimentos de relevância política?
– A que viéses estão sujeitos? Quais críticas são feitas a eles?
– Que pessoas são úteis para se informar?

Problema práticos

– Como escolher um candidato? Que características são desejáveis? Que características são e quais não são relevantes?
 – Pesquisas de intenção de voto (popularidade)
 – Plano de governo
 – Experiência e habilidade política (negociação, retórica, diálogo, malícia, etc)
 – Relacionamentos políticos
 – Desempenho nos debates
 – Perfil dos eleitores
 – Patrocinadores da campanha
 – Eficiência, prudência, agilidade, organização.
 – Capacidade de ação diante de imprevistos e emergências
 – Inteligência
 – Interesses secundários
 – Coerência
 – Carisma e habilidades sociais, firmeza, ousadia, serenidade
 – Honestidade e moral
 – Princípios e fidelidade a princípios
 – Partido e compromisso com o partido
– Como avaliar o desempenho de um governante?
 – Plano de governo inicial
 – Desempenho, eficiência
 – Aprovação, críticas, popularidade
 – Melhora durante o mandato e após ele.
 – Aproveitamento de projetos de turnos anteriores.
 – Discursos e desempenho público
– Como interpretar acontecimentos políticos? No que se deve prestar atenção? Em quem se deve prestar atenção?
– Como votar? Votar é relevante? Que outros tipos de atuação política uma pessoa na minha posição pode exercer? Quando votar em branco?
– Como decidir sobre assuntos políticos? O que procurar? Quais os aspectos relevantes?

A pergunta fundamental: Como desenvolver competência política? Qual a maneira mais curta e eficiente?

 – Estudar teoria política e econômica, e todas as outras coisas que listei acima.
 – Ler planos de governo oficiais.
 – Se informar com “pessoas competentes”, de tendências políticas diversas.
 – Acompanhar notícias dos grandes jornais.
 – Se informar sobre a história de vida e o passado político dos candidatos principais, e à medida do possível de outros que possam vir a ser de interesse.

Enfim, listei uma quantidade enorme de aspectos e questões que acho relevantes às decisões políticas. Não sei quais são mais importantes, quais deixei de listar, quais são desimportantes, e muito menos quais são suas respostas. Peço por contribuições, opiniões, coisas afins.