Arquivo da categoria: Filosofia Antiga

Sobre ler os Clássicos -On Reading Classics

By Peter Gerdes

Absolutely signed below by Diego C

In my view one of the most glaring indictments of the way philosophy and other humanities are taught and practiced is the senseless insistence on reading original works by the great masters. This is most apparent in the continued consumption of Plato, Hobbes, Aristotle and the like in philosophy but can be equally well be seen in the reverance for Chaucer, Shakespeare or other literary classics. To my horror this reverence for the original works is even being promoted in economics. So even though I gave a short reply in the comments at overcoming bias when this issue came up I’ve been meaning to discuss the question in more detail.

For the moment I’d like to set aside the issue of literature for another post and focus on subjects like philosophy and economics where (at least in theory) the aim is to genuinely progress towards a (more) accurate/useful understanding. Since I find it genuienly perplexing why one would ever feel the need to read the originals rather than the digested and improved material found in modern expositions as one does in math of physics I’ll quote Tyler Cowen’s justifications for returning to the original thinkers. Obviously these don’t represent every possible justification but they are the best justifications I’ve ever heard.

First though I’d like to be perfectly clear that the issue under consideration is whether there is some pedagogical benefit to reading original thinkers as opposed to modern summaries (of either the original thinker or simply the current state of the discipline). There is no accounting for taste so if you simply have some Plato fetish or like the way reading Plato makes you feel sophisticated you might find it more enjoyable to read Plato rather than more modern work just as someone else might prefer to have their philosophical arguments interspersed in Harry Potter slash. Also if your interest is in original…..  (Continues Here)

Top 10

1. Metafísica, Aristóteles.

2. Critica da Razão Pura, Kant.

3. Fenomenologia do Espírito, Hegel.

4. Teoria Estética, Adorno.

Esses quatro dispensam apresentações. Bem óbvios por sinal, talvez menos a Teoria Estética.

5. Mecânica Quântica, Edusp.
Sinopse da livraria cultura: ‘Mecânica Quântica’ destina-se a estudantes universitários, professores e pesquisadores envolvidos com a física. Os primeiros seis capítulos desenvolvem as principais idéias e a estrutura geral da mecânica quântica. Os capítulos seguintes apresentam tópicos mais específicos, de uso corrente em diversas áreas da física atual. O final de cada capítulo traz uma lista de exercícios e referências bibliográficas.

6. Introdução a Cosmologia, Edusp.
Sinopse da livraria cultura: Baseado no curso de Introdução à Cosmologia, oferecido pelo IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas) da USP, este livro utiliza conceitos da física moderna no estudo da cosmologia. ‘Introdução à Cosmologia’ aborda assuntos como – as relações do pensamento científico/filosófico com a cosmologia atual, a expansão e a evolução dinâmica do Universo, a Teoria da Relatividade como instrumento para o entendimento da geometria do Universo, a radiação cósmica, a teoria da Inflação e teorias sobre a formação das galáxias.

7. Feynman lectutes on Physics
Wikipedia: The Feynman Lectures on Physics, by Richard Feynman, Robert Leighton, and Matthew Sands is perhaps Feynman’s most accessible technical work, and is considered a classic introduction to modern physics, including lectures on mathematics, electromagnetism, Newtonian physics, quantum physics, and even the relation of physics to other sciences.

8. Calculus, Apostol
Calculo é a base essencial para grande parte das ciências exatas. Esse é um bom livro de calculo que conheço, acessível e com algumas demonstrações (na verdade perto dos outros livros de calculo que conheço é o que mais demonstra)..

9. Édipo Rei, Sófocles.
Uma das maiores e sem duvida mais clássica tragédia da Grécia antiga.

10. Os Buddenbrooks, Thomas Mann
Narração irônica e detalhista da decadência burguesa na virada do século.

Aproveitando (não queria criar um post só para isso) vou colocar algumas partes interessantes de alguns desse livros e de outros. Talvez elas não fiquem tão boas fora de contexto, mas quem sabe não instiguem a leitura:

“Se não existisse nada de eterno também não poderia existir o devir” Aristóteles, Metafísica Livro terceiro

“E em geral, se só existe o que é perceptível pelos sentidos, caso não existissem seres animados nada poderia existir: de fato, nesse caso, não poderia haver sensações (…), mas é impossível que os objetos que produzem as sensações não existam também independentemente da sensação”.Aristóteles, Metafísica Livro quarto

“Em contrapartida, a forma pura da intuição no tempo, simplesmente como intuição geral, que contém um diverso dado, esta submetido à unidade original da consciência, apenas através da relação necessária do diverso da intuição a um: eu penso; ou seja, pela síntese pura do entendimento, que serve a priori de fundamento à síntese empírica.” Kant, Critica da Razão Pura

“Pois o contentamento com toda a sua existência não é obra de uma posse originária (…), mas um problema imposto a ele por sua própria natureza finita porque ele è carente esta carência concerne à matéria de sua faculdade de apetição…” Kant Critica da Razão Pratica

“O objeto é, antes, sob o mesmo e único ponto de vista, o oposto de si mesmo: para si, enquanto é para Outro; e para outro, enquanto é para si.” GWF Hegel Fenomenologia do Espirito

“O verdadeiro é o vir-a-ser de si mesmo, o círculo que pressupõe seu fim como sua meta, que o tem como princípio, e que só é efetivo mediante sua atualização e seu fim.” GWF Hegel. Fenomenologia do Espírito

“A exterioridade em sua imediatez não tem valor para nós, mas admitimos que por trás dela haja algo de interior, um significado, por meio do qual a aparição exterior é espiritualizada. A exterioridade aponta para o que é sua alma. E isso porque um fenômeno que significa algo não se representa a si mesmo e o que é na sua exterioridade, mas representa outra coisa.” Hegel. Cursos de Estética

“Quase tudo que chamamos de ‘cultura superior’ é baseado na espiritualização e no aprofundamento da crueldade – eis minha tese; esse ‘animal selvagem’ não foi abatido absolutamente, ele vive e prospera, ele apenas – se divinizou” Nietzsche, Além do bem e do mal

“A filosofia, que outrora se tornara obsoleta, permanece atual, pois perdeu o momento de sua realização” Theodor W. Adorno Dialética Negativa

“As obras de arte são copias do vivente empírico, na medida em que a este fornecem o que lhes é recusado no exterior e assim libertam daquilo para que as orienta a experiência externa coisificante” Adorno, Teoria Estética

“Toda burrice parcial de uma pessoa designa um lugar em que o jogo dos músculos foi, em vez de favorecido, inibido no momento do despertar.” Adorno, Dialética do Esclarecimento

“O homem é fundamentalmente desejo de ser e a existência deste desejo não deve ser estabelecida por uma indução empírica; ela resulta de uma descrição a priori do ser do para-si, já que o desejo é falta e que o para-si é o ser que é para si mesmo sua própria falta de ser” Sartre, O Ser e o Nada

Da unidade a contradição

Escrevi esse texto tem algum tempo, depois de o ler recentemente achei algumas coisas obvias demais e outras de menos. Um problema básico para mim desde que comecei a pensar mais seriamente em filosofia é a necessidade de uma unificação entre ciências humanas e naturais, em algum momento do texto queria esboçar uma noção qualquer, que deve ter ficado bem vaga ao leitor, de que existe um mesmo movimento de aparição do sujeito e sua posterior problematização em todos os campos do conhecimento. Isto poderia ser o começo de um principio unificador.

Não conheço quase nada de Hegel nem de Aristóteles, apenas li a Metafisica e a Fenomenologia do Espirito varias vezes.

Da unidade a contradição

Num resumo pobre pode-se dizer que a dialética hegeliana apreende o ser em afirmação, negação e síntese, ou ainda mais precisamente, quando o ser imediato (consciência ou objeto) “… se aliena e depois retoma dessa alienação… ” (Fenomenologia do Espírito, p. 46)Criam-se assim três momentos: ser, não-ser e vir-a-ser (síntese). È necessário dividir-se o ser em 3 partes contraditórias para compreendê-lo. Há a presença do falso e do verdadeiro ambos afirmando-se e negando-se na constituição do ser.

Aristóteles por seu turno afirma que “… [falsa] é a noção das coisas que não são, por isso toda noção è falsa quando referida a coisa diversa daquela acerca da qual é verdadeira” (Metafísica, p. 261). Falso e verdadeiro são necessariamente excludentes em Aristóteles, não é possível existir ao mesmo tempo, nem em processo, o ser e o não-ser, somente um tem de ser verdadeiro. Sua exposição contra o termo médio também deixa clara essa posição. (na p. 179) No caminho inverso afirma Hegel que a distinção entre falso e verdadeiro não é estaticamente binária:

“O verdadeiro e o falso pertencem aos pensamentos determinados que, carentes-de-movimento, valem como essências próprias, as quais, sem ter nada em comum, permanecem isoladas, uma em cima, outra em baixo. Contra tal posição deve-se afirmar que a verdade não é uma moeda cunhada… “(Hegel, p. 48).

Também ao falar sobre o contraditório Hegel diverge de Aristóteles:

“Com a mesma rigidez com que a opinião comum se prende à entre o verdadeiro e o falso, costuma também cobrar, ante um sistema filosófico dado, uma atitude de aprovação ou rejeição. Acha que qualquer esclarecimento a respeito do sistema só pode ser uma ou outra. Não concebe a diversidade dos sistemas filosóficos como desenvolvimento progressivo da verdade, mas só vê na diversidade a contradição” (Hegel p. 26)

O dualismo entre os primeiros termos sendo contraditório basta para por a tríade dialética hegeliana em cheque se levarmos em conta a afirmação aristotélica. Como um sistema se diz ele todo verdadeiro se na relação de seus termos existe a contradição? A argumentação de que tudo em Hegel é processo que se atualiza mediante a sua tendência à verdade universal absoluta, que é por si só coerente, perde o sentido, pois o próprio processo de mediação em Hegel é contraditório:

“Com efeito, a mediação não é outra coisa senão a igualdade-consigo-mesmo semovente, ou a reflexão sobre si mesmo, o momento do Eu para-si-essente, a negatividade pura ou reduzida à sua pura abstração, o simples vir-a-ser” (Hegel, p. 36)

Se a verdade absoluta é una e não contraditória, mas, no entanto nunca se chega a ela sendo, ela própria, um processo de atualização negativa, o absoluto é o contraditório.

São inúmeras as citações que tornam evidente esse contraponto, no que se refere a contradição, entre as filosofias hegelianas e aristotélica. Não se quer aqui apenas evidenciar a distinção, pois é fato conhecido que sistemas filosóficos se distinguem. A questão a se fazer, no entanto é: Por que a contradição, a negação, a proposição de pares diversos (mesmo que dentro de uma tríade genuína) dentro da própria natureza do ser faz-se importante em Hegel e mal vista em Aristóteles? O que no desenvolvimento do pensamento fez necessária essa contradição?

Hegel, ele mesmo, pode vir a esclarecer está questão: “A significação de tudo que existe estava no fio de luz que o unia ao céu [..,] o olhar deslizava além, rumo à essência divina, uma presença no além – se assim se pode dizer. […] Muito tempo se passou [ . .] para tomar o presente, como tal, digno do interesse e da atenção que levara o nome de experiência” (Hegel, p. 24) Este excerto de Hegel, em que ele comenta sobre filosofia antiga, aponta uma resposta ao dilema que se toma obvio à qualquer passadela de olhar sobre o título das obras centrais em questão, de cada um dos autores: Metafísica e Fenomenologia do Espírito.

Na Metafísica se discute a filosofia enquanto saber, é a sapiência a ciência divina que “… tem por seu objeto as coisas divinas” (Aristóteles, p. 13) Em Aristóteles não é discutido se a coisa-em-si é a coisa mesma, de fato a coisa-em-sí não entra em questão, somente o ser, a substância, o princípio, a causa, o um, o necessário… – vide Metafísica Livro A, quinto – pois, não há a separação sujeito e objeto no entendimento do real. A experiência em Aristóteles é o que leva a sapiência, mas uma vez galgado o monte e se assentado sobre as causas primeiras a experiência raramente desempenha seu papel no ulterior desenvolvimento filosófico de seu sistema metafísico. O saber para Hegel num primeiro momento pertence ao ser (seja ele o homem ou não) e deve percorrer o caminho de “… demorar-se e esquecer a si mesmo […] estar na coisa e abandonar-se a ela”.(Hegel, p, 27). O sujeito se faz importante: “… tudo decorre de entender e exprimir o verdadeiro não como substância, mas também, precisamente, como sujeito”.(Hegel, p.34)

A resposta à pergunta formulada é a mesma dada A Esfinge por Édipo: é o homem

Talvez como confirmação da tese da existência de um espirito universal hegeliano uma citação de Jung, por mais atópica, mostra que esse processo ocorreu tanto no desenvolvimento filosófico como no psicológico-religioso: “Por esta razão o uno precisa ser substituído por um outro. O mundo do Pai é, pois, mudado, em principio, e sucedido pelo mundo do filho” (Jung. Analise Psicologica do dogma da trindade) Uma mera explicação psicológica reduzida a si mesma ou filosófica dela (filosofia) reduzida a si mesma não pode dar conta de entender a semelhança que é evidente aos olhos, pois qualquer uma delas reduziria a outra a objeto. A bem verdade discussões deste tipo costumam recair em problemas metodológicos que a tudo se assemelham com a querela do farmacêutico Homais com o padre Boumisien de Madame Bovary que citavam Voltaire e Nicolau na noite da morte de Ema Bovary para saber se ela havia morrido com graça ou sem graça – entre outras picuinhas – e que no entanto não fizeram de fato nada por ela enquanto viva. (Madame Bovary de Flaubert Capitulo 9).

Na física o processo não se fez diferente. A rígida separação sujeito e objeto exigida pelo positivismo é o desenvolvimento deste processo. O que o positivismo reivindica é a separação entre o homem que pensa e a realidade, mas a separação entre duas coisas que antes eram uma nada mais é que a criação de ambas. Como já se falava em natureza, na verdade se criou o sujeito. O homem já existia dentro do pensamento desde os primórdios, mas nunca foi considerado como categoria primordial ao próprio pensamento que pretende entender o real. No entanto, tal separação não é tão bem firmada, resultado esperado de um processo dialético. Como se pode observar pelo fato dos filósofos da ciência, como K. Popper, preferirem o termo intersubjetivo para definir o objetivo: “Ora, eu sustento que as teorias cientificas nunca são inteiramente justificáveis ou verificáveis, mas que, não obstante, são suscetíveis de se verem submetidas à prova. Direi, conseqüentemente, que a objetividade dos enunciados científicos reside na circunstancia de eles poderem ser intersubjetivamente submetidos a teste ” (Lógica da Pesquisa Científica, p. ?)

A derrocada da ciência puramente objetiva não ficou restrita a discussões dos filósofos da ciência, os próprios escritos de físicos da teoria quântica observam o fato:

“The probably function combines objective and subjective elements. It contains statements about possibilities or better tendencies (‘potentia’ in Aristoteíian philosophy), and these statements are completely objective, they do not depend on any observer; and it contains statements about our knowledge of the system, which ofcourse are subjective in so far as they may be different for different observers.”

“…the probability function contains the objective element of tendency and the subjective element of incomplete knowledge.”

(Heisenberg, Physics and Philosophy)

Adorno e Popper

T. W. Adorno observa este anuviamento entre sujeito e objeto nas ciências sociais. Na teoria quântica, quanto mais o sistema se toma microscópico mais este anuviamento aumenta, e na mesma proporção o conhecimento subjetivo – assim o problema do particular também o faz. No entanto “…não há acréscimo, mas desfigurações das ciências, quando se confundem os seus limites” (Kant, prefacio a CRP). Nas ciências sociais o método é reflexo da própria situação do objeto e por isso ele também deve ser posto em questão. “Ela é ao mesmo tempo também crítica do objeto, da qual dependem todos os momentos localizados no lado subjetivo, que é o dos sujeitos subordinados a uma ciência do objeto, do qual afinal dependem todos os momentos localizados no lado subjetivo, que é o dos sujeitos subordinados a uma ciência organizada” (Adorno, em um debate sobre sociologia com o Popper, acho que isso ta naquele volume Adorno da coleção Sociologia)

A alusão a Kant ganha força na mesma medida em que o olhar se volta sobre o texto adorniano. Não são possíveis tais analogias simplistas. O objeto parece conter mais do que contem. É o problema de sua apreensão. O que se depreende da citação feita é que esta analise leva a considerar não somente o aumento da porção subjetiva nas ciências sociais, mas”… os momentos localizados no lado subjetivo, que é o dos sujeitos subordinados a uma ciência organizada”. Esta subordinação toma corpo em ‘O conceito de Esclarecimento’ assim como o seu reverso. Pela própria situação no caso em que foi escrito o primeiro texto, o seu conteúdo não faz jus a analise feita por Adorno destas conseqüências.

“O conceito de esclarecimento” não se furtaria a dizer que tal tipo de analise fatalista acaba por desfavorecer todo o projeto que se tinha. A Dialética do Esclarecimento não é a contemplação da situação do objeto da situação do objeto, ela è o próprio método aplicado a si mesmo. Ela não é um dos “… inúmeros projetos simplesmente desenvolvidos para a carreira acadêmica nos quais a irrelevância do objeto combina perfeitamente com a obtusidade das técnicas de pesquisa” (Adorno). Também não é mera figura da filosofia especulativa que paira sobre a realidade, esta imbuída também de um empirismo, sem o qual nunca daria conta da tensão, que é não somente um substituto da verdade, mas o processo de se obter a verdade e mesmo como processo, não se define, é, pois, o conflito mesmo manifesto, a critica imanente.

Existem ainda certas semelhanças, identificadas por Adorno, entre seu método e o de Popper: “A partir do instante em que ele identifica a objetividade da ciência com a do método critico, ele eleva este a condição de órgão da verdade. Nenhum dialético poderia exigir mais atualmente” ou ainda “Parece-me digno de menção que um estudioso para o qual a dialética é anátema veja-se compelido a formulações próprias do raciocínio dialético” O distanciamento de Popper em relação ao positivismo, no entanto, é prova do distanciamento entre este ultimo e a crítica imanente. Mas a reflexão positivista pode ser considerada ou seu contexto próprio das ciências naturais também como falso, pois o puro determinismo não mais da conta de entender a realidade como tal.

Entre Popper e Adorno, vemo-nos em torno do estado das coisas que se instala na discussão entre o padre e o farmacêutico de Madame Bovary. Meramente acompanhar o pensamento de autores acaba por tomar a leitura totalitária, deve-se por mais incipiente a analise, tentar por a cara a tapa. Um pensamento que contenha em si a possibilidade da libertação como meta, é o mais totalitário de todos, se refere à possibilidade, trata justamente daquela categoria kantiana que “è o principio supremo de todo o conhecimento humano”; “O principio da unidade sintética da apercepção de todo o uso do entendimento”. É necessário o cuidado que o esforço tenso, a critica imanente, não se converta num sistema.