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10 Livros para uma boa formação, por Diego

10 Happiness – Lessons From a New Science – Richard Layard

 

O que quer que estejamos fazendo, estamos fazendo com alguns porques. Sempre que uma criança pergunta porque fazemos alguma coisa, temos que pensar nela em termos de outras, e por sua vez de outras e etc… Mas afinal, porque queremos ser felizes? Ser felizes é um fim, e não um meio como tudo o mais, e por isso é importante por nessa lista um livro que fale sobre os fatores que influenciam isso, e que defende que sim, podemos pensar a felicidade, podemos medir a felicidade, e principalmente podemos modificar a quantidade de felicidade. Ou, como eu costumava dizer, mudar o coeficiente de felicidade geral.

À quem discorde, faço uma citação de Russell, em seu “A conquista da felicidade” “Men who are unhappy, like men who sleep badly, are always proud of the fact.”

9 On Intelligence – Jeff Hawkins

Esse livro tem que ser lido depois dos demais livros de ciência. Ele descreve uma nova forma de pensar o que a inteligência, de uma perspectiva neurológica. E cria finalmente uma teoria a respeito de neurociência, algo que ela carecia a muitos e muitos anos. Sua teoria é muito boa, bem articulada, condizente com a realidade etc… A Memory Prediction Framework deve dominar a neurologia em breve, permitindo que ela ultrapasse a descrição e se torne teoria. Esse cara revolucionou o campo do século 21, e ler isso é o mínimo necessário para saber como pensamos afinal.

8 O senhor das Moscas – William Golding

Me emocionou profundamente nos meus 13 anos. Mostra o carater podre do ser humano em algumas circunstâncias particulares, é um ótimo livro, e uma delícia frenética que prende os órgãos durante a leitura.

7 O Universo Numa Casca de Noz – Stephen Hawking

O que? O Diego? Que gosta de física, falando bem de um populista como Stephen Hawking? Pois é exatamente isso. Fiquei pensando qual seria o melhor livro de física para colocar, pensei nos grandes tomos, no ABC da relatividade do Russell, em livros de autores menos populistas, e em temas mais caóticos como teoria das cordas e quântica. Mas na realidade, o objetivo de ler um livro de física, para a formação, não é a física em si. Mas o tesão pela física. E o Stephen Hawking é uma maquina de tesão pela física. Qualquer um que leia o que ele escreve fica obcecado e achando que física é a coisa mais legal do mundo todo, e que todo mundo devia ser físico. E isso é um grande objetivo. Além do que, o livro dá um bom panorama sobre várias partes da física, fala sobre a exponencialidade da tecnologia e é de uma clareza estonteante.

6 Como a Mente Funciona – Steven Pinker

Se alguém dissesse para uma máquina que ela é uma máquina, qual ia ser a principal curiosidade dela? Saber como ela foi programada, por quem, com que objetivos. Esse livro responde essas perguntas para a máquina humana. E é o mínimo que se espera de uma pessoa normal curiosidade sobre sua própria natureza.

5 Ensaio sobre a cegueira – Ensaio sobre a lucidez – Saramago

Considero esses dois livros como só 1, daí que estejam juntos. A parábola, método consagrado por Saramago no qual uma coisa acontece que modifica profundamente apenas um aspecto do mundo, e todo o resto se mantém, é uma forma genial de compreender e olhar para as coisas do mundo. E esses dois livros parecem absolutamente geniais nesse respeito. Ele escreve tão bem, que as vezes da vontade de parar de entender só para ficar lendo.

4 Humano, Demasiado Humano – Nietzsche

Nietzsche me parece a pessoa mais inteligente da qual já tive notícia. E o que melhor de um ser inteligente que seus sparkles? O que melhor do que aquilo que ele tem a dizer em 4 linhas? Sem qualquer compromisso com a extensão do pensamento? Uma lição de que pensar é algo que pode ocorrer em 5 10 ou 100 palavras, as vezes de maneira muito mais bela do que as centenas de milhares que compõe os grandes livros.

3 Minha concepção do mundo – Ou obras completas – Bertrand Russell

Esse livro não tem nada de especial. O que mais interessa do Russell são os ensaios dele, alguns são simplesmente geniais. Mas o que esse livro tem de bom é que ele mostra como pensa um ser humano que viveu as duas guerras mundias, ele mostra a importância de considerar o ser humano, de ter algum tipo de afecção social. Ele é uma forma de pensar ética muito importante, que se perde muito nos dias de hoje, se perde basicamente porque não temos mais guerras, porque não temos capitalismo e comunismo, e não sabemos dos graus de ameaça que outrora pairaram sobre nosso planeta, e que de forma velada ainda estão aí. Por ser uma entrevista também é extremamente fácil de ler. E o ponto principal é que pode suscitar um desejo de conhecer o autor, que, não escondo o favoritismo, é o maior genio de todos os tempos.

Talvez, melhor do que ler esse livros seja ler tudo que ele escreveu, pulando os capítulos de psicologia, pela única exclusiva razão de que a psicologia não estava suficientemente desenvolvida na época. Russell nos dá a clareza, a precisão, a humildade e a bondade com a humanidade, tudo no cérebro de um matemático que criou uma corrente filosófica e ganhou um nobel de literatura. Um must.

2 Armas Germes e Aço – Jared Diamond

Completude. Esse livro tem como objetivo explicar porque os europeus dominaram o mundo, e não os australianos, ou os africanos, ou os sul americanos etc…. Para isso, ele se utiliza de ecologia, antropologia, biologia, geografia física, filologia e parasitologia. Uma explicação de um fenômeno extremamente complexo, muito bem escrita e articulada, vencedor de um prêmio pulitzer. Tudo obviamente dentro de um viés irrevogavelmente evolucionário, afinal, o que esperar de um cientista que passou 20 anos estudando pássaros.

1 Darwin Dangerous Idea – Daniel Dennett

Esse é o top, não tem como não ser. A idéa mais importante e revolucionária da história do pensamento é a evolução. Ela é foda porque ela transformou tudo. Antes pensavamos que a explicação vinha de cima, e agora de repente ela vem de baixo. Essa inversão muda completamente a forma de pensar tudo, do design a ética, da adaptação à linguagem. Da mais simples cor azul ao sentido da vida, tudo encontra novas formas de se pensar na evolução darwiniana. E nenhum livro explica a evolução em todas as suas facetas e consequências tão bem quanto esse, por isso, ele merece o primeiro lugar.

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Desprovando Hume, num e-mail para Bolzani

Como não sei se articulei as idéias corretamente, nem se entendi direito o que você disse. Resolvi formalizar o que estava pensando. Para deixar claro o meu ponto e evitar mal-entendidos.

Na quinta sessão Hume diz que não há razão para se supor a partir de uma conjunção que algo seja causa e algo seja efeito.
” He would not, at first, by any reasoning, be able to reach the idea of cause and effect; since the particular powers, by which all natural operations are perfomed, never appear to the senses; nor is it reasonable to conclude, merely because of one event, in one instance, precedes another, that therefore the one is the cause the other the effect. Their conjunction may be arbitrary and casual. There may be no reason to infer the existence of one from the appearance of the other.”

Além disso, ele diz que o poder explicativo de dizer que se faz isso pelo hábito se deve ao fato de que fazemos esse tipo de inferência causal quando algo ocorre muitas vezes, mas não fazemos quando ocorrem poucas instâncias de um evento.
” This hypothesis seems even the only one, which explains the difficulty, why we draw, from a thousand instances, an inference, which we are not able to draw form one instance, that is, in no respect, different from them.”

Ou seja, o que ele está dizendo aí é que sua explicação é boa porque ela é capaz de explicar um fenômeno particular. Isso é uma teoria que pode ser testada. Basicamente, ele propõe que fazemos a associação sempre que ocorrem muitas instâncias de um caso, e que essa é a única teoria capaz de dar conta disso.

Essa teoria pode ser desprovada de algumas maneiras. Se por exemplo não fosse o caso que existissem eventos contíguos no tempo. Ela estaria desprovada. Se surgisse outra teoria que abarcasse o mesmo fenômeno e também explicasse uma série de outras coisas, ela seria substituída etc…
Então examinemos o que aconteceria no caso que eu citei em sala de aula.

Suponhamos que alguém fugiu da vela após tão somente uma vez ter se aproximado dela.

O que eu disse foi ” Isso retira o poder explicativo que Hume pretende atribuir ao costume.”

O que você disse foi ” Se não fosse a existência de um princípio do hábito, ou do costume, seria impossível que essa pessoa criasse o hábito de fugir da vela. ”

O que estou defendendo é completamente compatível com o que você está defendendo, mas não consegui me explicar na hora. E faço agora.

Vejamos que o que você estava defendendo é basicamente que existe uma condição necessária para que alguém crie o hábito de desviar de uma vela em chamas. Essa condição necessária é a existência da possibilidade de se ter um hábito. Ou costume.

Isso é um fato, e não há razão para contestá-lo. Mas isso tem algum poder explicativo? Isso demonstra porque o hábito ou o costume são aquilo que nos guia a desviar de uma vela? Não necessariamente. Isso é apenas (para plagiar o franklin e o kant) uma condição de possibilidade para o costume. Não é uma descrição de porque o costume é a perspectiva certa para se pensar o assunto. E não outro princípio da naturezal.
Ou seja, é condição necessária que exista a possibilidade de se ter costumes (por exemplo uma tendência natural). Mas não é condição suficiente para se explicar nada.

O que seria condição suficiente, segundo Hume é o que ele diz, e repito aqui. ” This hypothesis seems even the only one, which explains the difficulty, why we draw, from a thousand instances, an inference, which we are not able to draw form one instance, that is, in no respect, different from them.”

Ou seja. Ele está evocando que a razão pela qual devemos acreditar num princípio do costume, a razão pela qual existe o hábito é exatamente a de que não há outra explicação que seja capaz de diferenciar nosso comportamento em relação a contiguidades particulares e contiguidades repetidas. Suponhamos então que ele esteja certo. Isso implicaria necessariamente que fazemos inferências causais de contiguidades que sempre se repetem. E implicaria necessariamente que não fazemos inferências causais para casos particulares; mas esse parece não ser o caso.

O exemplo da vela extensamente discutido demonstra que não é necessário, em certos casos, mais do que uma experiência para criar o hábito. Outros exemplos também poderiam ser citados (quase-afogamento, envenenamento alimentar). Ora, se existem casos que desviam da hipótese de Hume, ou, mais do que isso, se existem casos que desviam daquilo que Hume usa como sustentáculo de sua hipótese, sua teoria tem de ser considerada uma má generalização. Ou seja, ou ela só é válida para algum subgrupo particular de casos. Ou ela simplesmente está errada e deve ser abandonada.

Minha defesa é de que ela é válida apenas para associações que não dizem respeito a fatores que são extremamente evolutivamente importantes no curto prazo. Pois o princípio de fazer inferências ou associações existe em nós proporcionalmente a razão evolutiva que haja para crer que algo vai interagir causalmente. Ou seja, temos uma tendência maior para acreditar em causa e efeito tanto mais quanto essas causas e efeitos afetarem nossa evolução biológica.

É possível evidenciar claramente o porque a teoria dele há de estar errada com um exemplo mais complexo.

Tomemos os 4 eventos contiguos.

1 Vela acesa
2 Lampada acesa
3 Emissão de um som desconhecido
4 Dor na mão.

Suponhamos que esses quatro eventos se dessem ao mesmo tempo com uma pessoa.

Ela vai até um local, no qual uma vela acence, uma lampada acende ao mesmo tempo, emite-se um som desconhecido, e ela sente dor.
Ela retira sua mão de perto da vela. E o som para e a luz apaga.

No dia seguinte, em um certo horário, uma lampada acende numa sala em que ela está. Ela não prevê dor. (ou seja, Hume está certo. Apenas uma instância, logo nenhum hábito)
Da mesma maneira, a mesma música começa a tocar duas horas mais tarde, noutra ocasião (Mais uma vez, apenas uma instância, nenhum hábito. )
Meia hora mais tarde, ela está passando por um estreito corredor com uma vela, e sua mão, se deixada a esmo, passaria diretamente na chama. A pessoa levanta o braço, incluna o corpo e desvia da vela.

O que temos nesse caso? A prova inelutável de que a tese de Hume está errada, não é válida universalmente. Apenas uma instância, e mesmo assim a criação de hábito.
Mais do que isso, apenas uma instância de uma série de eventos que não são associáveis de nenhuma maneira na razão, no intelecto, e no entanto a criação de um hábito com relação a apenas um deles, e particularmente justo aquele que de fato resguarda uma realação de causa e efeito. Peculiar.

Evidente que se não tivessemos um princípio de hábito, como você disse, isso seria impossível em absoluto. Mas a questão é que a tese que Hume defende não é essa. O que ele defende é que evocar o hábito é a forma correta de se explicar o fenômeno . E isso, considerando os exemplos que pensamos em sala de aula, não é fato. É um equívoco.

Is there anything special about conciousness? Concerns about our posthuman future

Most of the atheists, most of the tranhumanists, extropians and neuroscientists would agree that no, there is nothing special about it.But I think it is time to take a carefull look at what do these people mean exactly with this no.

First of all, we must consider what does the word “special” mean in this sentence. Certainly among the “special” things would be souls, spirits, and all the metaphisical friends some people beleive they still carry inside them. And it is obvious that these inventions are not what I’m writing about here. My problem with the “there is nothing special about consciousness” phrase is not what the special includes, but what it does not.

None of us has a spirit. And whatever is responsible for consciousness and all its processes is necessarily in our material brains, not in an invented world. Yet there is still no final conclusion about what exactly in the matter that composes our brain is responsible for being conscious. Certainly the neurons and their electrical structure are involved on it. But there is no one who has said “ our consciousness is the calcium passing”, “our consciousness is the eletrons that move between the neurons” or “our consciousness is the electrical activity within the axon” and comproved it in a irrefutable sense.

Although this has not been done, it is fair to say that we know that consciousness is a property of matter. What we call consciousness is necessarily a property of a specific agregation of matter that happens in our brain. Just like flexibility or capacity to conduce electricity, consciousness depends on how matter is rearranged, and therefore may be called a property of matter.

We know with much certainty what are many of the properties of matter due to. Being solid, or being flexible are properties that we know from what they come from, and therefore we are able, at least theoretically to reproduce this property in another set amount of matter. We can make thousands of flexible pencils, because we have knowledge enough to change matter in a way that it adquires the property “flexibility”.

We could, for instance, build flexible pencils with many kinds of material, since we know that it is possible to adquire flexibility not only with a specific material. Also we could achieve flexibility with different stuctures and the same material, since we know that it is not just one specific structure that has flexibility, but there are several structural rearranges that do so.

But the same does not happen to consciousness, we are not exactly sure what in matter has the property consciousness, and this is of extreme importance to the future development of Artificial Intelligence.

Now onwards, I will make suppositions, I do not claim any of this suppositions to be true, neither am I trying to defend one specifically, my only purpose with them is to show what are the consequences of these suppositions to the posthuman world if they were true.

Suppose, for instance, that consciousness is all about information, in this case, anything that processes information in the same way that conscious thins do would also have the property consciousness, and would therefore be conscious. In this case, we could build aritificial digital computers that are extremely powerfull, powerfull enough to do all the computations that our minds do, and these computers, even being extremely different from our brains, would still be consciouss, since the particular thing about matter that produces consciousness would be in them. That has been the supposition that part of the enthusiasts of transhumanism I’ve talked to have. But it seems to me a very dangerous supposition. To show in what sense is this supposition very dangerous I will begin showing a different supposition.

Suppose now that consciousness only emerges from higly parallel, analogic, information. Then any sistem ( biological or not) that can make massive parallel connections to transport information would also have the property of being conscious. So if we created computers with these given properties, they would be conscious, and there would be no problem, for instance, to upload yourself to one of these. But what if this suppositions is right, and we only build the computers that I have mentioned in the first supposition. The binary ones. Then we would have computers who can behave exactly as our minds do, but they are not conscious, they are only zombies. Suppose then that everyone on earth uploads himself to this binary computers, then we would have a fantastic posthuman society, with no one to see it. It would be simply a zombies society, none of the computers would be concious, and all our effort for a great posthuman world would have been wasted. Note that these machines, if were asked, would behave exactly like a human, so they would answer that they are conscious, they would act as if they have feelings. From “outside” they would be indistinguishable from us. And they certainly would pass the Turing test.

Now, we are most likely to only be able to achieve the behavior of a mind doing massive parallel analogic computers, so the dystopic scenario of this second supposition is quite improbable to happen. But I have only given these two first suppositions because they represent what most of the transhumanists already suppose, now I will show how there are other suppositions that, if proved to be true, will generate a dystopic scenario that as far as I’m concerned, no one has yet predicted or worried about.

The third supposition is that consiousness is a property of the Biological matter trat composes neurons, or of the electical activity in the neurons. In this case, none of our both computers in the above scenarios would have the property of being concious. And therefore we would have two possible dystopic scenarios, one of posthumanity with binary and other of posthumanity with analogical unconcious computers. But then, there is still a chance that the computers we develop have or the same sort of electrical patterns or are made of neurons, and in this case, we would have a pleasant conscious posthuman world.

The point I’m trying to make here is that no matter what of the suppositions (these or any of the millions of other) is right, there are some scenarios in which we have conscious posthumanity and scenarios were we have unconscious posthumanity.

We are producing posthumanity the wrong way. When we choose to produce flexible pencils, first we learn what assures flexibility to matter, then we reproduce matter in order to achieve flexible pencils. But with consciousness, we are going the wrong way. First we are trying to reproduce Intelligence ( which is a different property of matter than consciousness) and we are faithfully beleiving that as soon as we learn how to produce intelligent matter, we will also be producing concious matter. Intelligence, as most tranhumanists and computer analists think, is a behavior. Things may behave intelligently, in the sense that they make the complex associations that we call intelligent associations. But this does not mean they make this associations conciously, they may simply compute this associations, and they would not feel anything while doing it.

Intelligence and consciousness are two different properties of matter, and we should take extreme care with ourselves if we do not want to become a society that has no conscious beings on it. Producing intelligence is very important, including to understand consciousness, but being able to produce intelligent matter does not mean we are able do produce concious matter, and I beleive that the most important thing for the transhumanist thinkers and developers should be to run away from the easy two suppositions (that say that consciousness is only about information), and admit that, as long as we are not exactly sure of what in matter generates conciousness, it is very risky and even undesirable to transport your “self” to a different agregation of matter that the one we already know that is conscious, the neural networks, composed of biological neurons.

I am not saying that we should stay like we are today, I’m just saying that we should first understand what is exactly, without a doubt, what is responsible for consciousness in matter, and then reproduce it in order to create or upload sentients. I’m just trying to prevent what I beleive that would be one of the catastrophes we usually call “human extinction scenarios”.

It is, of course, possible that consciousness is indeed only a structural property, and therefore anything with the same structure as the brain would necessarily be concious, even if the electricity travelled faster, even if made by nanotubes or silicon. But we should not blindly and faithfully expent all our efforts in a supposition. We have already ultrapassed 4 Singularities, and I do not feel like we should waste all this time and probability by simply assuming a supposition is right. Bertrand Russell said that “religion is what we invent, Science is what we know, and phlosophy is what we don’t know” The problem of consciousness has been for hundreds of years a matter of philosophy and religion, finally it has started to make its way through science, but as long as we don’t have a very good theory about it, it is not worth it to waste billions of years of hard effort in our egoistic necessity of saying “I was one of the producers of the singularity”.

It is rather improbable, but the problem of consciousness may still take a while to be completely solved, and I beleive that it is worth the effort to lose some posthuman time in not becoming posthuman sooner than that.

The science of AC, Artificial consciousness will probably run much faster than AI, since the evolutive processes are growing exponencially. If we have waited for AI, It won’t be that bad to also wait for AC in order to finally achieve the condition we have been seeking for so long, the posthuman condition.

In a conversation with Bill Gates, Ray Kurzweil has said that we now need a new faith, and in this new faith, from the sciences and arts, we should inherit the respect for knowledge, and from the tradition of religions, we should inherit the respect for conciousness, it was in order to acomplish this second task that I have written this text, and I hope it achieves the eye-opening objective that I have developed for it.

Quem Quer Dinheiro?

Atualização 26/05/10

Eu estava errado. Esse texto todo é fundado em uma série de idéias falsas e induz a conclusões ruins. Ele não leva em conta Outliers, que descreve a improbabilidade da milionariedade. Ele não leva em conta The How of Happiness, que mostra que felicidade nada tem que ver com milionariedade (90% dela com certeza nada).

Ele é simplesmente um brainstorm inteligente mas ignorante, que precisava se iluminar ao longo do tempo para se perceber idiota.
Isso mostra o outro lado. Acredito que qualquer pessoa repleta de motivação, seja ou não um inteligente audacioso (https://brainstormers.wordpress.com/2008/10/13/inteligente-e-audaciosos/), que tenha dinheiro o suficiente, deve dedicar-se exclusivamente aquilo que lhe dá maior prazer. Espero que, como eu, ele conclua que isto é ajudar os outros (https://brainstormers.wordpress.com/2008/11/18/anarco-individualismo-e-transhumanismo-social/).

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Estive assistindo a inúmeros TEDtalks esses dias. E cada vez mais a cultura americana me convence de uma coisa: É uma boa idéia ganhar um monte de dinheiro.

Em termos de poder de influência, a vida fica muito mais fácil quando você tem poder econômico para se expor, se manifestar, viajar para onde for necessário etc…

O conhecimento se torna mais acessível, e promovê-lo se torna mais fácil.

Se eu quero ajudar o mundo, em termos de tecnologia e conhecimento, a melhor maneira de fazer isso é empregando gente, fundando empresas, tendo dinheiro. Então afinal, porque negar a realidade do capitalismo e ficar fora da circunscrição do dinheiro?  Quem quer dinheiro?        Eu quero.

Estou pensando cada vez mais seriamente em ter alguma idéia boa  para criar valor.  http://www.paulgraham.com/wealth.html

Esse sujeito por exemplo, escreve ótimos ensaios, pensa o que quer, é um artista, tudo porque criou uma linguagem de computador e depois se tornou fundador de pequenas empresas de tecnologia.

Existem outros também  http://www.ted.com/talks/view/id/170

O criador do Ebay, que cria filmes em holywood que promovem mudanças sociais.

O dono da Virgin Records está indo pelo mesmo caminho. Bill Gates pretende eliminar a malária qualquer dia desses. Etc…

Mais um exemplo, Jeff Hawkings, o cara que está revolucionando a neurologia e como pensamos o Cérebro.

Após ser rejeitado como pesquisador em alguns lugares porque ele queria teorizar neurologia. Então ele virou um cara que trabalhava com design de computação. Enfim, o cara agora tem uma boa fundação que serve para pensar neurologia. Ficou milionário e agora ele financia as pesquisas que ele queria fazer, e as faz ao mesmo tempo.

http://www.ted.com/index.php/talks/view/id/125

Odeio tudo o que vejo na FFLCH, não aguento mais a lentidão mórbida, que estressa a qualquer um.

Afinal, porque caralhos fugimos tanto do dinheiro?

Para mim, isso soa a medo do fracasso. And you know what, eu estou ficando cansado de tudo isso. Para fazer coisas super legais para o mundo custa uma puta grana, e acho que se alguém aqui quiser empregar os cérebros em ganhar dinheiro. Sinta-se acompanhado. Gahhhh (Stress)

E aí, alguém está a fim de pensar nisso? Alguém quer ganhar montanhas de dinheiro, como o Google, de uma maneira “Not Evil” e depois utilizar ele para ajudar quaisquer coisas que acreditemos que precisam ser feitas nesse mundo?

Esse texto está tão desorganizado quanto minha cabeça. Mas é exatamente isso que deve ser um bom brainstorm, é um que não sai da nossa cabeça completado. Esse brainstorm é um Call for Arms. Estou cansado da putaria, se alguém mais quiser entrar nesse tal capitalismo selvagem, dê um toque.

O mundo pode acabar

Dentro em pouco pretendo postar um texto que escrevi já faz um tempo sobre Sabedoria e Inteligência, no qual argumento que ambas são movidas, de alguma maneira, pela capacidade de pensar no longo prazo.

Interessantemente, as vezes, coisas de longo prazo tem um efeito violento no nosso curto prazo, e sequer somos capazes de prevê-las.

Esse sujeito, por outro lado se dá ao trabalho de prevê-las, e propor soluções.

É realmente importante que as poucas mentes capazes de compreender essas questões se voltem para elas as vezes, and so, I give you:

About Being A Philosopher

This was written a while ago, far enough to be forgotten, yet near enough to be still true.

 

As far as things go, I’m getting used to the idea of being a philosopher. I see good company on the books, only scarcely worse than humans, but overwhelmingly more intelligent, complex and well articulated. Almost Everything a philosopher does seems to me as very interesting, complex, recompensating job. Giving classes about other philosophers, stating about the class of all philosophers. Reading, writing, giving council to the general population, writing good books for the elites, everything seems so much like me. People do not need to be a scientist or a mathematician to become humans, as I intend to learn during the coming years. (my Gosh, aint it hard!)

I do not see life in a mercadologic way, I take a look at life and I want to view it from that part of the outside where you can stand above it and judge it, try to comprehend it, the universe, and everything else. I want to be in front of the computer, blank screen waiting for me and let the infomation flux pass through, and present it to the world without ever regreting this choce. I would not die for my ideas, for they could all be wrong, but definately I would die without them being constantly scrambled in my mind. I do not require the ultimate god like universe tranhumanists pursue to make a philosopher life happy. The nature of the world is already enough fantastic without it, although maybe life isn’t.

I can look at things the way a philosopher does, I am a philosopher. I cannot, for a single second, sing better than I can think about the process of becoming a great singer. I do not want to sell a value that people want to buy. Making everything sellable was a very good thing for technology, but selling people like me is sacrificing civilization in the name of one of its ideals. It just doesn’t happen.

If am I going to earn money from it or not is a consequence that is not predictable in any sense. There is no way of tracing the life of a special person further since no specific group can be used as the pattern in which he will follow.

So, what do I do? I write, I think, I study philosophy for serious until I can’t take it anymore, and then I will se what happens, not before. I did not come to the world to give my body to the omnivorous starving market, I came to be happy, and happiness and knowledge seem to have become intrinsically entangled for me, oposing happiness and money which are intrinsically entangled for everyone else (or at least they think). Be within the sistem, but be out of its engine, that is what I feel. The whole sistem is constructed according to the simple principle of maintaining people like me in the top, so, let us test the sistem, and see what happens.

Brainstormers, O início

Este é o Post Número 1 do Brainstormers.

Como tal, ele não deve ter nenhum conteúdo, grande questão ou evocação.

Espero que essa iniciativa nos ajude e divirta bastante, e ressalvo que a principal função do blog será a de promover uma interação entre diversas áreas e tópicos do conhecimento. Criei um monte de Categorias, e se vocês quiserem podem criar mais, esses tópicos me pareceram coisas que sem dúvida acabariam por aparecer por aqui.

Algumas sugestões minhas para o bem utilizar do Blog:

Postar sob categorias e colocar Tags indicativos, evitar textos maiores do que 7 páginas em word, evitar comentare  acusar coisas idiotas (erros ortográficos, citações levemente incorreta), conceder a primazia a falar claro e não a falar corretamente.

Expor sempre que possível o texto ou comentário sem pressupor que o leitor sabe muito sobre o assunto. Encará-lo como um intermediário entre o leigo e o conhecedor.

Evitar palavras que descrevam algo muito específico (Jargões) sem explicar o que é.

Finalmente, posts somente em Português, Inglês, e citações em demais idiomas traduzido para um desses dois.

Abraço e boa sorte para nós, que esse experimento se revele não apenas frutífero como de muito bom gosto.