What Does Make a Difference? It’s Really Simple

This is really simple:
Suppose you want to check if some action of yours makes a difference.
How to do it?
The wrong thing to do:
Think of the consequences of your action and evaluate them to see if they fit your purposes. If they do, go on and do it.

The reason for this being wrong: If someone else does something with the same consequences, and if your doing or not your action makes no difference to the fact that THAT person will do it, then you are not necessary for those consequences, they would happen anyway.
This is also true if something, not a person, would do an action with the same consequences.

The right thing to do: Consider what would happen if you DIDN’T do your action. Subtract that from what would happen if you DID do your action.
This is the difference it would make if you did it.

There is a reason it is called a ‘difference’, it is the difference between you doing it and you not doing it.

Example: Suppose you think you will make a difference by carefully considering your vote, and voting.

Wrong: Well, I’m partially causally responsible for the election of X so my action would make a difference.

Right: If I do vote or if I don’t vote, the same candidates will be elected. Therefore my vote makes no difference.
(In more than 16000 elections in the USA it was NEVER the case that one vote would have made a difference)

The AWFUL argument people usually say: But what if everyone did it?

The reason it does not work: Everyone will NOT do it. Yes. That simple.

The reason it is awful: Compare “I don’t think I should go to the movies today, what if everione did it?”

So, when you are willing to make a difference, not feel good, not do what everyone does, not clean your consciousness. When you want to REALLY, REALLY make a difference, you should consider the difference between doing and not doing it.

It is that simple.

Uma Análise do Conceito de Racionalidade à Luz de Putnam

Uma Análise do Conceito de Racionalidade à Luz de Putnam

Em seu Reason, Truth, History, Putnam sugere que a dicotomia: “… ou cânones imutáveis e ahistóricos de racionalidade ou relativismo cultural é uma dicotomia […] ultrapassada”. Ao fazer isso, ele está pondo a prova um debate secular na filosofia, tentando descontruí-lo, de maneira quase derridiana. Este é o debate entre os relativistas culturais e os racionalistas universais, que acreditam que a razão seja uniforme no espaço-tempo.

Uma das características que separa Putnam dentre seus contemporâneos é sua afirmação de que a separação tradicional entre fato e valor não é total como muitos defendem. Como a racionalidade é definida em termos de objetivos, e meios para atingí-los, e os bons objetivos são determinados por valores do que é bom e ruim, as dicotomias racionalidade universal/relativismo, e fato/valor, estarão bastante relacionadas.

A razão pela qual ambas essas dicotomias podem surgir diz respeito a possibilidade de indeterminações. Isto é, se tudo no mundo fosse determinado, e nunca houvesse um grau de indeterminação entre algo e outra coisa, dificilmente estes pontos de contraste teriam surgido na história. Tudo seria, por assim dizer, preto no branco. Mas este não é o caso, existem vários graus de indeterminação na natureza, aqui, nos concentraremos na indeteminação intencional. Isto é, a indeteminação que existe entre um X que é a respeito de Y e o Y a respeito do qual ele é. Vários objetos do mundo são desse tipo, possuidores de intencionalidade, em maior ou menor grau. A palavra “John” quando escrita em uma folha por exemplo pode ser a respeito de John Lennon, ou de John Travolta, ou do apóstolo João, entre outras pessoas. Isto é, a capacidade de constrição que o termo que refere possui deixa espaço para várias interpretações possíveis. Isso sempre é o caso quando estamos tratando de uma linguagem formal, segundo o teorema de Lowenheim-Skölem, que diz que para qualquer formalização que se adequa a um modelo, existem infinitos modelos de cardinalidades superiores à este que também são modelos da mesma formalização. Ou seja, mesmo nos domínios mais abstratos do conhecimento humano, a indeterminação permanece. Não apenas para nomes numa folha (ou numa pedra), ou linguagens formais, vale a indeterminação. Também o vocabulário mentalista padece dessa fraqueza, por assim dizer, de não conseguir refererir unicamente a um único objeto jamais (Dennett 1980 Putnam 1981). Possuímos mundos nocionais que poderiam ser reflexo de infinitos mundos diferentes atuando sobre nosso sistema perceptivo, e não temos como descobrir em qual desses mundos estamos. Em termos Kantianos, existem infinitos mundos numenais que atendem as nossas representações fenomenais.

Não é de se espantar, se a indeterminação vale entre quaisquer duas linguagens, que uma questão que desde logo preocupou os filósofos da ciência é se o mesmo ocorreria com as teorias. Será que existem infinitos mundos compatíveis com qualquer teoria científica? Se sim, como sustentar um conceito de que a ciência nos diz a verdade sobre mundo, ou que ela é racional? Ao longo do tempo, algumas tentativas foram feitas na literatura para escapar do inescapável, e criar uma formalização filosófica de teorias que não possibilitasse o mesmo grau de indeterminação que Quine nos mostrou ter a linguagem natural (1960), Lowenheim-Skölem as linguagens formais e Dennett (1978) o vocabulário mentalista. A mais famosa é a tentativa de Carnap1, usando as sentenças de Ramsey, que tentou modelar a modificação de termos teóricos entre teorias subsequentes de maneira análoga a relação entre sistemas formais e seus modelos. O problema é que mesmo uma sequência de teorias com termos bem definidos ainda deixava bastante espaço para varias realizações possíveis daquela teoria. O problema é bem sumarizado em Lewis “How to Define Theoretical Terms” (1971) seja “T” uma teoria científica:

“There remains the case in which T is multiply realized. In this case, the Carnap sentence tells us that the T-terms name the components of some realization or other. But it does not tell us which; and there seems to be no nonarbitrary way to choose one of the realizations. So either the T-terms do not name anything, or they name the components of an arbitrarily chosen one of the realizations of T, Either of these alternatives concedes too much to the instrumentalist view of a theory as a mere formal abacus. Neither does justice to our naive impression that we understand the theoretical terms of a true theory, and without making any arbitrary choice among realizations. We should not accept Carnap’s treatment in this case if we can help it. Can we?

We might say instead that the theoretical terms of multiply realized theories do not name anything. If multiple realization is a defect that theorists can reasonably hope to avoid, then we can afford to treat multiply realized theories as failures: call them false, and call their theoretical terms denotationless. But if multiple realization is inevitable, we cannot afford to disdain multiply realized theories. We can have denotations arbitrarily chosen, or no denotations at all.

A uniquely realized theory is, other things being equal, certainly more satisfactory than a multiply realized theory. We should insist on unique realization as a standard of correctness unless it is a standard too high to be met. Is there any reason to think that we must settle for multiply realized theories? I know of nothing in the way scientists propose theories which suggests that they do not hope for unique realization. And I know of no good reason why they should not hope for unique realization.”

Essa esperança de Lewis ressoa nas intuições de muitos cientistas e de alguns filósofos, mas exemplos como os Gettier problems, que demonstram que sempre há uma nova forma de destruir o conceito de justificação, vão contra essa intuição de que há uma explicação única. Mais forte do que os Gettier problems são os argumentos de Putnam, Rorty, Kuhn, Foucault e outros a favor do papel forte da determinação parcialmente histórica de qual dentre as interpretações possíveis é a escolhida. Isso depende, de acordo com esses autores qual é a época na qual se está pensando sobre a realização daquela teoria.

Viemos examinando até aqui como uma única teoria pode representar vários mundos, sem fazer distinções entre eles. Para nossos propósitos entretanto, a observação contrária é mais interessante, um mesmo mundo pode ser modelado por diversas teorias, ou seja, existe indeterminação na “ida” e na “volta” do processo. Essa indeterminação de várias teorias para um único mundo é o que gera o problema da racionalidade discutido por Putnam. ¿Ora, como terei uma concepção deteminada do que é racional se existem várias maneiras de agir que são condizentes com o mesmo mundo? Várias teorias da ação racional são igualmente razoáveis como formas de conviver com o mundo, assim sendo, não faz sentido falar numa única racionalidade, que perpassa culturas e civilizações e que é a única que se adequa ao mundo.

Alguns filósofos, mas não muitos, tranformaram o conhecimento desse fato num oba-oba, ou seja, supuseram que, uma vez que existem várias maneiras de se ser racional no mundo, então vale-tudo, qualquer coisa está bom, ou tudo é relativo a uma pessoa ou a outra, suas concepções, suas crenças e seus valores particulares. Mas não é bem assim. Os filósofos mais sérios (que em seu livro curiosamente Putnam chama de mais “inteligentes”) não se submetiveram a uma visão tão ingênua dessa complexa problemática. Encontraram versões interessantes (como as epistemes de Foulcault, as indeterminações de tradução semânticas de Kuhn, as noções de época de Rorty etc…) de casos nos quais, com efeito, um grupo justifica uma racionalidade diferente da de outro grupo, que está em algum contexto diferente (social, histórico, semântico, científico). Ou seja, para eles a racionalidade não é mais uma noção que está fixada. Mas tampouco está a deriva, deixada a seu bel-prazer e sem direção. Temos aqui o nascimento da concepção que Putnam está defendo, a de uma racionalidade ancorada. Mas ancorada com uma âncora de cabo bastante longo e flexível. Ou seja, nem todo curso de ação, ou curso de raciocínio poderá ser considerado racional. Existirão constrições no espaço lógico do que é admissível como racional, constrições que, na nossa metáfora marinha, podem ser pensadas como a elasticidade do cabo, e seu comprimento. Existem lugares que simplesmente não podem ser alcançados pela racionalidade, segundo Putnam, por mais que ela se estique, enrosque e dê piruetas no ar.

Cabe então analisarmos aqui critérios de constrição do que é permissivelmente considerável como racionalidade, para vermos se de fato é o caso que podem haver racionalidades não totalmente maleáveis, e ao mesmo tempo não unas. Precisamos de critérios de constrição que não sejam critérios que deixem apenas um elemento final. Um desses critérios é a forma como Wittgenstein pensa a idéia de “sentido” de um termo. O sentido, para Wittgenstein, é deteminado pelo uso que se faz de um termo, por uma miríade de jogos de linguagem que se interpolam e determinam um espaço lógico de possibilidades que é o sentido daquele termo. O termo círculo significa as ações que ele causa nas pessoas. Pois bem, temos aqui um grau de restrição. Virão muitos outros. Um outro grau de restrição que se adequa a concepção de racionalidade é a restrição evolutiva, e este talvez tenha sido tomado como mais importante pelos filósofos da segunda metade do século XX. A evolução constringe o espaço acessível de mundos nocionais, na medida em que nos obriga a habitar um mundo nocional que nos permita sobreviver e ter filhos. Ou seja, nosso design, arquitetado cuidadosamente pela mãe natureza (cega, surda, deprivada de emoções etc…) é tal que nos faz só poder habitar uma certa quantidade de mundos nocionais, sob pena de morte, literalmente! A racionalidade humana é produto da evolução genética que configura nossas mentes, e também da evolução memética, que modifica, com algumas restrições, nossa cultura, nossas idéias etc…. Ambos estes processos darwinianos geram fortes constrições (sobrevivência do mais apto) no que podemos pensar, e na nossa visão do que é racional, e do que é bom. Nossa racionalidade é constrita por uma séries de outros sub produtos desses fatores evolutivos: Fatores deonticos, fatores emocionais, bias cognitivos (erros sistemáticos de cognição), fatores econômicos etc… Putnam enfatiza essa idéia, e insere também um inovativo e diferenciado tipo de fator para adentrar o grupo. Os valores morais.

Putnam pontua por exemplo que numa visão de mundo na qual conectamos fato e valor, torna-se verdadeiro dizer que “Os nazistas eram irracionais” na medida em que nossos critérios de racionalidade entraram numa interação promíscua com nossos valores. O ponto dele é que, além de todos os demais fatores (dos quais, é fato, ele apenas destaca o fator evolutivo) devemos também utilizar nossos valores morais como forma de constrição do que pode ser considerado razoável. Note que esse argumento não necessita de prova. Ele está sugerindo que, na falta de outros critérios para racionalidade, uma boa forma de constringirmos o espaço do que consideramos racional, isto é, de dimnuir o cabo que ancora a racionalidade, é inserir os nossos valores como critério legítimo de avaliação do que é racional. Evidente que não se segue disso que ele não tenha outros argumentos em favor da união entre fato e valor, mas estes não concernem o presente trabalho.

Então ao mesmo tempo que Putnam aceita que não estamos mais diante de uma noção fundacionista de racionalidade, ele oferece caminhos para evitar um relativismo total. Não se coloca dessa maneira de nenhum dos lados dessa dicotomia que por tanto tempo populou as mentes filosóficas. Não é necessário ter uma visão convergente de racionalidade, ou acerca da verdade, para que não se tenha uma visão de deriva divergente, em suma esse é o ponto de Putnam. É possível derivar numa raia única, ou num espaço circunscrito, contanto que haja coisas (como nossos valores e a evolução) que constrinjam nosso espaço possível de racionalidade.

Putnam encerra seu capítulo “Two Conceptions of Rationality” com as palavras:

“I will not discuss here the expectation aroused in some by Chomskian Linguistics that cognitive psychology will discover algorithms which define rationality. I myself think that this is an intellectual fashion which will be disappointed as the logical positivist hope for a symbolic inductive logic was disappointed.

All this suggests that part of the problem with present day philosophy is a scientism inherited from the nineteenth century – a problem that affects more that one intellectual field, I do not deny that logic is important. I do tend to think that they are rather peripheral to philosophy, and that as long as we are too much in the grip of formalization we can expect this kind of swinging back and forth between the two sorts of scientism I described. Both sorts of scientism are attempts to evade the issue of giving a sane and human description of the scope of reason. “

A revelia dos desejos dos tais psico-linguistas Chomskianos, a hipótese de Putnam tem se mostrado correta, na medida em que não encontramos algorítmos exatos que definem a racionalidade humana. Encontramos, com efeito, uma gramática universal que subjaz as linguagens humanas, encontramos também, como o psicólogo e nobel de Economia Daniel Kahneman (2002) mostrou, uma série de erros sistemáticos (cognitive bias) que estamos propensos a cometer, como se fossem “falhas” do nosso algoritmo com relação a nossa concepção de uma racionalidade ideal. Ou seja, existe desacordo entre o que consideramos racional, quando perguntados, e o que sabemos sobre como funciona a cognição humana, esses erros são chamados de bias cognitivos, ou viéses cognitivos. Segue que não encontramos um único e paradigmático conceito universal de racionalidade, e também que o lugar para procurar isso não seria na mente humana. A invenção durante o racionalismo do Homo Economicus, e do Homo Racionalis havia criado nas pessoas uma ilusão de que pudesse ser o caso que, se a racionalidade enquanto tal existe, o lugar para encontrá-la seria a mente humana. É interessante que, apesar de Putnam colocar nas mãos de Chomsky uma das últimas possíveis chaves para encontrar a racionalidade dentro de nós, haja sido justamente a ciência que surgiu a partir de Chomsky (ciência cognitiva) que nos deu a garantia, de uma vez por todas, que o Homo Economicus e o Homo Racionalis são apenas uma fantasia de época. 2

Mas haveria uma definição de racionalidade pura, independente dos humanos e seus algorítmos mentais? Uma tentativa interessante de defender a racionalidade vem de Yudkowsky (2007):

Optimization Process:

A physical system which hits small tagets in large search spaces to produce coherent real-world effects.

Notamos aqui em primeiro lugar um enfraquecimento da concepção de racionalidade para uma concepção de racionalide condicional. “O que é racional?” deixa de ser uma pergunta que faz sentido, e o que faz sentido passa a ser perguntar “O que é racional dado que meu objetivo é X”. Mas mesmo uma concepção como essa, enfraquecida, pode sofrer modificações ao longo da história, das mudanças das ações humanas, dos nossos objetivos, etc…

Talvez possamos dividir as concepções filosóficas a respeito da racionalidade entre aquelas que sugerem que racionalidade esteja acima do triângulo

 

Métodos Teorias e Objetivos
As flechas indicam influências e constrições ao longo do desenvolvimento da ciência.


e aqueles que acreditam que a racionalidade está subscrita a um desses aspectos da ciência. Nagel, por exemplo, almeja uma racionalidade acima e além dos vértices do triângulo, a concepção de Yudkowsky é enfraquecida justamente para poder se manter acima do triângulo, como um árbitro, definindo o que é ou não racional. Putnam está no outro time, ele insere a racionalidade no triângulo. Não apenas emaranhando-a com os valores, mas também compreendendo que existe numa medida uma concepção particular de racionalidade subjacente nos métodos e possivelmente nas teorias. A racionalidade, quando não está absolutizada, acima do triângulo, ela está dentro dele, e assim como ele se define por suas inter-relações, e pelas constrições que os elementos de um vértice exercem sobre os elementos do outro, se é assim, ela não pode variar indefinidamente, ela funciona como o cidadão da democracia, livre, mas com deveres.

Referências:

Dennett, D. 1978. Brainstorms: Philosophical Essays on Mind and Psychology. Cambridge: Bradford Books/MIT Press

Dennett, Daniel. 1980, Beyond Belief IN A. Woodfield, ed., Thought and Object, Oxford Univ. Press, pp. 1-95.

Gray, John.2002. Straw Dogs: Thoughts on Humans and Other Animals

David Lewis, 1971. How to define theoretical terms IN Philosophical Papers Vol I

Putnam, H. 1981. Reason, Truth, and History. Cambridge: Cambridge University Press, 1981.

Rorty, Richard.1979. Philosophy and the mirror of nature / Richard Rorty Princeton University Press, Princeton :

T. Gilovich, D. Griffin, and Daniel Kahneman [eds.]. 2002 Heuristics and Biases: The Psychology of Intuitive Judgment New York: Cambridge University Press,

Wittgenstein, Ludwig (1953) Philosophical Investigations (Oxford: Blackwell)

Yudkowsky, E.2006. World’s Most Important Math Problem IN Singularity Conference 2006 Technology-Conferences-and-Events.

1Philosophical Foundations of Physics (New York: Basic Books, 1966),

2O filósofo literário John Gray, em seu Cachorros de Palha, sugere (anedotalmente) uma das razões para a nossa visão de verdade una. Adaptarei seus comentários para criar uma explicação anedotal da persistência de nossa visão do Homo Economicus. Os gregos possuiam diversos Deuses, com diferentes traços de personalidades, fraquezas, virtudes e inclinações. No entanto, com a ascenção do Monoteísmo, surgiu também a noção de uma verdade única, de um único caminho, afinal, o monoteísmo vem de pensadores que diziam coisas como “Eu sou o caminho, a luz e a verdade, ninguém vai ao pai senão através de mim”. Claramente uma concepção universalista da verdade. Junte-se a isso que somos todos filhos de Deus, segundo essa cosmogonia. E Jesus em particular é parte de Deus. A relação entre Homem e Deus é de semelhança (a de Mulher parece indeterminada….). Se Deus é único, e nós somos à sua imagem e semelhança, então nossa racionalidade também deve ser una, para encontrar a única verdade que emana do ser divino. Cria-se então uma visão de homem que pressupõe essa racionalidade pura no homem, e, por estar anexada a uma visão do divino que permanece até hoje em umas 4 bilhões de pessoas, a idéia sobrevive fortemente em circuito não-acadêmico. O Homo economicus está morto, mas sua sombra permanecerá por mais mil anos.