Hard cash

Hobbes, no Leviatã, cria uma teoria politica de um Estado que para se manter saudável mantém um poder quase absoluto, inclusive sobre a propriedade. Já Locke, que escrevia enquanto envolvido no coup que tirou James II (um católico absolutista) do poder, afirmou a inviolabilidade da propriedade. Ele traça uma causa histórica para fundamentar essa inviolabilidade:

No começo todos tinham seu pedaço de terra, tanto quanto pudessem cuidar. Em um certo momento a moeda é inventada e a acumulação começa. O processo é inteiramente justo dada sua origem fundamentalmente justa.

Locke foi um dos autores mais lidos durante a revolução americana, e os documentos dessa era revelam essa influência. A partir dele surgiram as varias tradições politicas anglófonas e um certo liberalismo que perdurou nesses países. Também pela forma “natural” que se deu a industrialização dos dois países, houve menos contestação e pode perdurar essa linha de pensamento liberal, elitista e essesncialmente amoral, já que os países reformados continham uma miríade de tradições e vertentes religiosas e essa esfera, ao contrário do mundo católico, foi introjetada no mundo privado. Essa relação amigável de ideologias também as sustentou e moldou mutuamente.

Pois bem, dois outros fatos são importantes na nossa trilha. O primeiro são os bancos. O banco é uma invenção antiga, mas que gerava uma profunda desconfiança: foi banido na França após alguns golpes oportunistas, e alguns founding fathers o chamavam de imoral. Na Europa eles custeavam as carissimas guerras do séc. XVIII, e eram de certa forma vitais. Nos EUA o desenvolvimento foi mais tortuoso. Um saudável fluxo de exportações, minas gigantescas de ouro encontradas e outros elementos fizeram do banco uma necessidade. Mas aquela ideologia da inviolabilidade da propriedade ainda pairava, mas surpresa e chocada, com o desafio que agora lhe era proposto.

Afinal, um banco é, uma instituição que intermedia empréstimos de dinheiro. Mas ele faz isso guardando uma soma de dinheiro, e emprestando outra. Elas não precisam coincidir, então efetivamente o que se está fazendo é na verdade criar dinheiro. É claro que existe um grande problema possivel: se todos forem recolher seu dinheiro ao mesmo tempo, o banco quebra, ou seja, não consegue pagar todos os seus devedores.

Esse é o problema. Todos são adultos e dispõem da sua propriedade livremente, mas de certa forma a estabilidade e permanência que tinha a propriedade antes desaparece. E há todo um debate sobre se se está roubando ou desinformando os clientes. Até o fim do séc. XIX nos EUA ainda há um debate forte contra bancos e principalmente contra a reserva federal, a instituição que leva o sistema bancário a um novo nivel ao estabelecer um emprestador de última instância. Se o Itaú quebrasse hoje o Meireles ia estar amanhã no enterro do Setúbal pondo um grande cheque gordo de alguns bilhões. A reserva é um banco central, e no começo essa atribuição era a única de um banco central.

Essa transformação se dá na própria natureza do dinheiro. Ele deixa de ser uma riqueza física portável, como ouro ou prata; ou mesmo um símbolo que representa uma riqueza física determinada, para um acordo instável entre toda sociedade de um agente intermediador por um lado, mas de uma commodity do outro: O dinheiro tem um custo afinal, o juro.

A riqueza, a ajuda na industrialização e na guerra convencem o mundo inteiro da importancia dos bancos. Isso apesar da grande controvérsia que era gerada quando um banco quebrava, ou toda uma série deles, e uma grande massa furiosa descobria que não reaveria suas posses. Há até quem leia o mágico de Oz como uma alegoria política, onde a pequena Dorothy, o simbolo da inocência, sai do mundo da hard currency para uma terra de feitiço e encanto, e precisa seguir pela yellow brick road (lingotes de ouro) até a liberdade.

Para se ter uma idéia da extensão do debate, ainda existe um representante no congresso americano que quer abolir o FED e o dinheiro virtual.

Após os anos 20-30 o governo começou a intervir mais e mais na economia dos países industrializados. A primeira crise de tempos industriais avançados foi forte e novos atores no cenário, como sindicatos e partidos populares forçaram um tipo de atuação diferente, afinal agora haviam novos problemas, como desemprego (algo verdadeiramente inédito de certa maneira). Uma certa justificação moral a ser tentada pode ser a seguinte: A economia depende do setor financeiro, que por sua vez depende de governos. As vezes esse tem de intervir e pagar para que um banco não quebre. Essa autoridade última força o governo a ter nas mãos as rédeas finais da economia, quer queira quer não. Mas a verdade é que a intervenção passa por outros motivos como justiça social em geral, subsídios e outras formas de competição, etc.

O problema é que as opiniões temperadas e razoáveis do séc. XVIII, embora não tenham resistido na Inglaterra ou lugar algum da Europa, persistiram nos EUA. Claro que esses eram muito complexos e variados, mas idéias como “o direito de portar armas”, e cuidar de seu território ainda ressoavam com grandes faixas da população. Toda uma ideologia tornada obsoleta pela civilização industrial. Como se administra o espaço aéreo acima de uma propriedade? Como se administram as ondas de rádio que por ali passam? Todas questões que em si mostram como o modo antigo de se pensar a propriedade estava caduco.

Inviável retroceder. Qualquer um que advogue que o desemprego pode flutuar livremente está tão ideologicamente contaminado que deve achar que Pinochet seria um convidado agradável pro jantar. Não funcionaria. E a verdade é que a ideologia liberal inglesa tem mais a agradecer a seus marinheiros que seus literatos. List desbanca toda escola do laissez-faire com os exemplos contundentes dos países que se industrializaram e progrediram na marra. Essa lista se prolonga mesmo após sua morte incessantemente com um exemplo gritante na Coréia e o principal na China.

Digressões a parte, aquela ideologia do cada Bob em seu rancho e sua carabina estava fadada a ruína. Nixon declarou que eram todos keynesianos àquela altura e a questão parecia simplesmente encerrada. Alguns anos após emergiu Reagan, discurso liberal mas o maior défcit da história dos USA.

Esse paradoxo está longe de ser um mistério. Reagan seduziu justamente esse Bob. Lembrou o modo “como seus pais e avós e bisavós tinham vivido”, criou uma nostalgia impossível de ser resolvida, pois passava pela ilusão de um governo que não taxasse, que não “interferisse” na questão racial, na social, etc.

O gênio foi perceber um grande fantasma ideológico que ainda pairava,e se aproveitar dele. Claro que isso passou por uma dose incrivel de hipocrisia pura. Afinal qualquer promessa dessas é impossível de se realizar e a própria tentativa pode conseguir algumas vitórias mas nunca se chegará, como querem alguns que lutam por princípio, a um governo minimamente mínimo.

Vou tentar fazer um outro post sobre a questão do List mais tarde

11 opiniões sobre “Hard cash”

  1. Interessante, informativo e bem escrito.

    É uma noção de anomia socio-econômica, que em sua versão atual, a do trabalho, está sendo profetizada (quase que literalmente ) por De Masi e muitos outros…

  2. Concordo em grande parte. Sou membro do (prototipo de) Partido Libertario Brasileiro e me deparo constantemente com esse tipo de mentalidade do ”Bob”...

    Acho que o governo deve interferir sempre que utilitariamente adequado, o que para mim significa interferencia na Justica, na Policia, POSSIVELMENTE na saude e na escola, talvez por meio de vouchers. Tambem na seguranca nacional enquanto preciso, em incentivo a pesquisa e em alguma assistencia social aos miseraveis e desempregados, na manutencao das cidades e edificacoes publicas, etc.

    No entanto, sempre que nao fizer diferenca utilitaria, acho que vale o libertarianismo individual, a sociedade funcionando melhor com liberdades individuais, tais como Aborto, suicidio, eutanasia, uso de drogas recreativas, prostituicao, casamento homossexual,Etc.

    Tambem acho que deveria haver uma maior descentralizacao do governo, com maior autonomia das regioes menores. Ainda, acho que deveria haver um tipo de democracia ao menos semi-direta como na Suica, em que os cidadaos por meio de referendos auto criados tem poder superior ao dos representantes.

    Ah... acho que a propaganda politica devia ser proibida, os gastos com ela deveriam ser subsidiados ou proibidos, para evitar corrupcao e incomodo aos cidadaos. E o voto devia ser opcional.

  3. Legal Jonatas, bom comentário.
    Em alguns pontos eu fui meio caricatural. Mas acho que passei bem a mensagem.

    Quanto às liberdades individuais, concordo com você. Pode apostar que metade dessa sua lista ai é a minha lista de compras da semana, e apoio integralmente esse tipo de liberdades por uma questão de princípio.
    Agora, você usa uma falácia, que é rastreável ao Mises: a idéia de que controle governamental na economia infringe liberdades pessoais fundamentais.
    Essa idéia foi bastante desprovada pela história. O welfare state mostrou que a conciliação de liberdades civis e direcionamento e restrições econômicas não é só possível mas desejável. Me explico
    Fica claro que sem um nivel educacional, financeiro e etc básico a capacidade de um povo de exercer e manter suas liberdades fica comprometida. Um povo burro e empobrecido tem mais chances de se render ao autoritarismo. Considero portanto que manter uma economia justa garante liberdades, e obviamente não o contrário.

  4. Tem razao, e justamente por isso eu apoio a interferencia do governo na economia. ;)

  5. Esquerda é genérico demais, e não explicita o apoio às liberdades individuais não-econômicas. Eu apoio os libertários que sonham com o Bob porque acho que a influencia deles na política brasileira seria positiva (com o contrapeso dos outros políticos).

  6. Você passou muita coisa que eu não sabia. Alias essa expressão “anomia” que o Diego usou tem muito haver com uma critica que você faz a nossa sociedade, de como parece que desapareceram os indivíduos capazes de repensar e construir a própria sociedade e como isso parece vir alguma força acomodante da própria. Se eu entendi bem o que você me disse.
    Mas eu acho que podemos repensar o conceito de estado que temos, não precisamos somente manter a relação que sempre tivemos.
    Quando o Jonatas falou em mais formas de Democracia direta, acho que devemos colocar isso mas não precisamos nos limitar a uma interferência dos cidadãos sobre o poder legislativo, eu penso que poderíamos criar veículos para as pessoas interferirem no executivo também.
    Existem muito mais conceitos retrógrados em nossa sociedade do que os que se sintetizam no “Bob”. A necessidade de um modelo de gestão centralizado, a forma como lidamos com os conflitos entre diferentes grupos, a nossa estrutura gorvenamental é até mesmo preparada para um estado “pré-guerra” que não faz sentido hoje.
    Em suma dentro do que você falou os Bancos exerceram um papel muito importante na nossa sociedade porque eles criaram um capital comum, que permitiu um grande remanejamento de recursos a longo prazo, mas eles ainda estão dentro de uma lógica defensiva uma lógica de medo, medo do próximo (o que pra mim é central numa sociedade baseada na propriedade privada).
    Eu estava um dia desses conversando com o Luccas e ele concordou comigo quanto a um ponto. Nos falávamos sobre todas estas questões e propriedade privada e eu cheguei a conclusão que a hierarquização da nossa sociedade esta intimamente ligada a uma organização de fins bélicos, em momentos de ameaça iminente nós precisamos nos organizar rapidamente, não ha tempo para discussão e conciliação. E a propriedade privada e conseqüência direta disso.
    É claro que precisamos antes organizar, eu acho, todo o conhecimento que produzimos, eu percebo que não chegam facilmente à nossa mão indicadores claros sobre a nossa sociedade e ao mesmo tempo não conseguimos ter uma visão panorâmica dos processos produtivos e da administração publica, que nos permita agir de forma consciente. Agora sanado esse problema (o que eu sei é por si só um grande desafio) acho que podemos ter um processo de gestão que ao mesmo tempo é descentralizado e ao mesmo tempo é integrado. Com isso podemos ter as vantagens da dinamicidade do capitalismo e ao mesmo tempo um estado que preze o bem comum.

  7. Guilherme

    1 “Quando o Jonatas falou em mais formas de Democracia direta, acho que devemos colocar isso mas não precisamos nos limitar a uma interferência dos cidadãos sobre o poder legislativo, eu penso que poderíamos criar veículos para as pessoas interferirem no executivo também.”

    Em geral, por conta da complexidade da sociedade, é impossível o envolvimento do cidadão, de maneira consciente, na política. Mesmo em mônaco, que é menor do que meu bairro, o cidadãos só interferem nas poucas coisas sobre as quais obviamente todo mundo sabe como “armamento” etc… o resto é deixado para o sistema legislativo francês. O político assim como o técnico de computação é um especialista, e a especialização é o preço da sociedade em que vivemos. É infrutifero desejar uma interferencia direta de todos, mas é frutífero desejar uma interferência menos viscosa àqueles aos quais o assunto interessa.

    2 Os bancos não estão numa lógica do medo (as companias de seguro estão!) os bancos tem uma lógica do poupar e realocar recursos produtivos, nenhum grande medo aí. Medo tem quem deixa o dinheiro no colchão, com medo que o banco não pague. Ou quem deixa o dinheiro no banco, com medo de superinflação. Ou seja, quem tem cu tem medo.

    3 “Nos falávamos sobre todas estas questões e propriedade privada e eu cheguei a conclusão que a hierarquização da nossa sociedade esta intimamente ligada a uma organização de fins bélicos, em momentos de ameaça iminente nós precisamos nos organizar rapidamente, não ha tempo para discussão e conciliação. E a propriedade privada e conseqüência direta disso.”

    A hierarquização da sociedade está ligada a uma organização de fins bélicos. Isso é verdade. ” Armas Germes e Aço” ganhador do pulitzer, é um tour-de-force de Jared Diamond demonstrando isso de maneira inteligente e brilhante, e sem os exageros de falar que um existe por causa do outro, apenas fazendo boa ciência e mostrando correlações.

    A implicação é falsa. A propriedade privada não é consequência disso. A propriedade privada precede historicamente (segundo todos os dados arqueológicos disponíveis) o a hierarquização da sociedade (no sentido forte de hierarquização, ou seja, no sentido em que é possível que uma pessoa da alta escala de um grupo não conheça uma pessoa da baixa escala, não no sentido fraco em que um grupo de chimpanzés, ou leões marinhos, tem machos alfa e machos menos alfa).
    Além da informação história, o registo antropológico atual indica que a propriedade é um universal humano “Human Universals”. E que a hierarquia, nesse sentido forte não o é.

    Abraços.

  8. Tem varias questões que eu não quero entrar. Mas tendo a concordar que mais democracia direta é interessante. Acho que há em varios pontos muito a ser ganho com isso. Mas vou discriminar o topo da pilha dos problemas.

    -Exército em geral e armas nucleares em particular.
    Aqui é onde um executivo forte é necessário, especialmente no caso nuclear. Como é possível democracia direta nessa situaçao? parece dificil.

    -A questão que já trouxe a tona dos bancos e banco central. Uma sociedade como a nossa depende de uma oferta de crédito muito sofisiticada e exige um banco central sólido para administrá-la. A questão democracia x tecnocracia se evidencia no debate do banco central autonomo, mas que na minha opinião denuncia essa tecnocracia exacerbada como incompetente, possivelmente corrupta, autonoma e autoritária. Vide o Brasil e as corujas caquéticas efetivando amaior taxa de juros do mundo (cada ponto nessa taxa custa mais de 20 bilhões ao ano).

    Não tenho um plano compreensivo na política mas sei que ir na direção da democracia vale a pena e resultados e princípios

  9. Eu só queria esclarecer algumas coisas que me parecem, ficaram confusas no meu texto.

    1.Eu não acredito que a lógica dos Bancos seja a do medo. Eu acredito que a lógica da nossa sociedade seja a do medo. A todo o momento nós desconfiamos do próximo. Nossa primeira posição quanto a um primeiro contato sempre é a da desconfiança. Eu questiono a validade dessa lógica porque se vivemos num mundo aonde antes de tudo somos um produto dele, nossa formação cultural, as dependências que desenvolvemos em relação ao meio, a própria identidade que um individuo tem de si é formada pelo ambiente em que nasceu, porque precisamos viver nessa lógica de desconfiança e medo. Para mim fica claro que essa lógica constrói as próprias razoes para sua manutenção. Ela constrói os “vilões” que tanto tememos.
    Porque não olhamos a nossa volta enquanto na mídia, na literatura, no cinema, a violência é um assunto recorrente, os “vilões” são sempre o assunto principal, são elemento fundamental na maioria das obras de ficção do grande circuito, das novelas globais ao cinema hollywoodiano. Quanto desses vilões vemos no dia-a-dia? Essa lógica do medo é a lógica que usa as exceções e o absurdo como referencia, por isso eu a critico.
    Agora eu trouxe isso apenas porque vejo que essa necessidade de uma oferta de credito sofisticada ao qual o Thor se referiu e que eu concordo plenamente, não precisa necessariamente ser feita através de instituições privadas, como os bancos, e ao mesmo tempo eu entendo que o serviço ao qual eles se prestam esta totalmente inserido nessa lógica, enquanto a linha de credito que estes criam não atende a demandas e interesses sociais plenamente.

    2.Bem quanto a questão da hierarquização eu concordo plenamente que esta não existe exclusivamente por causa de fins bélicos, se eu dei a dar esse tom de exclusividade peço desculpas. Agora quanto ao sentido fraco e forte da hierarquização (eu achei interessante esta divisão), bem na realidade eu me referia aos dois, pois acredito que se podemos definir um “processo de hierarquização”, com certeza no surgimento disto que o Diego chamou de “hierarquização forte”, teve influencia de exemplos da dita “hierarquização fraca”. Eu acredito que existe um processo histórico, em que os exemplos culturais tem importância na escolha de formas e no fortalecimento de certas ‘formas de se pensar’, por isso não acredito numa transição tão bem definida entre esses dois tipos de hierarquização que o Diego definiu, eu acredito mais em um processo dinâmico em que elementos de ambos se interconectam e é nesse processo que eu acredito que o conceito de propriedade privada ganha valor. Mas quero deixar claro que meu olhar não é essencialmente para objetos intrinsecamente individuais, como uma carteira ou roupas, mas sim para entes coletivos, como uma fazenda.

    Agora complementando uma fala do Diego, quanto a questão da especialização, eu me preocupo muito com isso e vejo com maus olhos essa tendência tecnocentrica de nossa sociedade. Maior nível de especialização ou não, não é algo tão simples de ser definido, porque afinal de contas para o desenvolvimento de certas atividades, como estudos em neurociências por exemplo, nos precisamos de um conhecimento altamente interdisciplinar. A questão que eu acredito seja central para uma sociedade com mais veículos de democracia direta não é especialização versus não especialização, mas sim o nível de desenvolvimento humano, digamos assim, é essencial que os indivíduos para aplicarem bem um sistema assim, tenham acesso a um grande nível de informações adequadas para sua correta avaliação da sociedade. Ao mesmo tempo numa sociedade tão baseada no individualismo aonde os indivíduos não se organizam bem de forma cooperativa, aonde as relações sociais são tão desconstruidas, existem também grandes dificuldades na aplicação de um sistema mais democrático e cooperativo.
    E por isso eu trouxe no texto esse elemento que considero tão preponderante em nossa sociedade, essa “lógica do medo”, pois entendo que todos esses elementos são centrais para conseguirmos ultrapassar problemas tão complicados da atualidade, como o papel complicado desempenhado em nossa sociedade pelos bancos versus a necessidade de criação de uma oferta de credito dinâmica e capaz de atender as demandas produtivas da nossa sociedade, a diversidade de atividades e interesses da mesma nos dias atuais, e um maior distribuição

    Abraços

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