Thor

Pra mim é claro como água que enquanto a comunicação torna opiniões (ou memes, idéias, etc) menos subjetivos, e se quiserem, mais verdadeiros (nessa direção), e que portanto quanto mais pessoas concordarem com algo mais universal uma opinião pode ser, esse processo é limitado simplesmente por estarmos falando de seres humanos. A lente que distorce a visão individual pode ser suprimida, mas aquela que é a própria visão geral, claramente não.

Cristãos podem ganhar muito ao se reunirem para discutir o melhor jeito de construirem o novo celeiro, mas se forem discutir secularismo ou religiões no plural, um milhão deles não teriam uma comunicação tão “verdadeira” quanto um padre e um ateu, ou um hindu e um voodu.

Com a diferença que a humanidade não é uma opção.

3 opiniões sobre “Thor”

  1. Thor, desculpe, mas não entendi seu post. Você diz que a comunicação torna opiniões mais verdadeiras; você está dizendo que a comunicação permite que mais pessoas julguem uma opinião e que portanto ela esteja sob um crivo seletivo mais forte e que daí uma aceitação decorrente disso é uma evidência de verdade?

    Se esta interpretação procede, o caso dos cristãos não geraria tanta “verdade” porque é um meio homogêneo onde o crivo não se torna significativamente mais forte pela comunicação (diferentemente do padre e o ateu, que são bem heterogêneos).

    E não entendi a quais limitações da humanidade vc se refere.

  2. Na verdade uma visão igual a minha destri qualquer idéia de verdade como apreensão mais precisa ou profunda do mundo e a transforma em um no máximo acordo ou convenção.

    E que embora se possam traçar critérios para se julgar coisas (previsibilidade e experimentalidade, mas não só, na ciência por exemplo) esses critérios não dizem nada além deles mesmos. Uma teoria não é mais verdadeira (naquele sentido que rejeitei) por cumprir critérios que são flutuantes e arbitrários.

    quanto a segunda parte, quero que você entenda o meio humano que enquanto não é subdividido é um meio homogêneo também (com o solo comum da humanidade, do ser humano, ao invés da mais específica religião). Tentei fazer essa analogia porque ai fica bem óbvio que assim como um grupo homogêneo religioso se limita por esse solo comum que não podem atravessar, a humanidade se limita pela sua própria humanidade (independentemente do que seja que você atribui à humanidade, desde que esteja no campo da finitude ainda é uma determinação e limitação inclusive na percepção, um direcionamento prévio do qual nunca se poderá escapar).

  3. Gosto da clareza a respeito da inevitabilidade da natureza humana. Tomara que possamos transcendê-la logo.

    Quanto aos critérios “flutuantes” e “arbitrários”, eles não são flutuantes, nem arbitrários.

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