Quem Quer Dinheiro?

Atualização 26/05/10

Eu estava errado. Esse texto todo é fundado em uma série de idéias falsas e induz a conclusões ruins. Ele não leva em conta Outliers, que descreve a improbabilidade da milionariedade. Ele não leva em conta The How of Happiness, que mostra que felicidade nada tem que ver com milionariedade (90% dela com certeza nada).

Ele é simplesmente um brainstorm inteligente mas ignorante, que precisava se iluminar ao longo do tempo para se perceber idiota.
Isso mostra o outro lado. Acredito que qualquer pessoa repleta de motivação, seja ou não um inteligente audacioso (https://brainstormers.wordpress.com/2008/10/13/inteligente-e-audaciosos/), que tenha dinheiro o suficiente, deve dedicar-se exclusivamente aquilo que lhe dá maior prazer. Espero que, como eu, ele conclua que isto é ajudar os outros (https://brainstormers.wordpress.com/2008/11/18/anarco-individualismo-e-transhumanismo-social/).

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Estive assistindo a inúmeros TEDtalks esses dias. E cada vez mais a cultura americana me convence de uma coisa: É uma boa idéia ganhar um monte de dinheiro.

Em termos de poder de influência, a vida fica muito mais fácil quando você tem poder econômico para se expor, se manifestar, viajar para onde for necessário etc…

O conhecimento se torna mais acessível, e promovê-lo se torna mais fácil.

Se eu quero ajudar o mundo, em termos de tecnologia e conhecimento, a melhor maneira de fazer isso é empregando gente, fundando empresas, tendo dinheiro. Então afinal, porque negar a realidade do capitalismo e ficar fora da circunscrição do dinheiro?  Quem quer dinheiro?        Eu quero.

Estou pensando cada vez mais seriamente em ter alguma idéia boa  para criar valor.  http://www.paulgraham.com/wealth.html

Esse sujeito por exemplo, escreve ótimos ensaios, pensa o que quer, é um artista, tudo porque criou uma linguagem de computador e depois se tornou fundador de pequenas empresas de tecnologia.

Existem outros também  http://www.ted.com/talks/view/id/170

O criador do Ebay, que cria filmes em holywood que promovem mudanças sociais.

O dono da Virgin Records está indo pelo mesmo caminho. Bill Gates pretende eliminar a malária qualquer dia desses. Etc…

Mais um exemplo, Jeff Hawkings, o cara que está revolucionando a neurologia e como pensamos o Cérebro.

Após ser rejeitado como pesquisador em alguns lugares porque ele queria teorizar neurologia. Então ele virou um cara que trabalhava com design de computação. Enfim, o cara agora tem uma boa fundação que serve para pensar neurologia. Ficou milionário e agora ele financia as pesquisas que ele queria fazer, e as faz ao mesmo tempo.

http://www.ted.com/index.php/talks/view/id/125

Odeio tudo o que vejo na FFLCH, não aguento mais a lentidão mórbida, que estressa a qualquer um.

Afinal, porque caralhos fugimos tanto do dinheiro?

Para mim, isso soa a medo do fracasso. And you know what, eu estou ficando cansado de tudo isso. Para fazer coisas super legais para o mundo custa uma puta grana, e acho que se alguém aqui quiser empregar os cérebros em ganhar dinheiro. Sinta-se acompanhado. Gahhhh (Stress)

E aí, alguém está a fim de pensar nisso? Alguém quer ganhar montanhas de dinheiro, como o Google, de uma maneira “Not Evil” e depois utilizar ele para ajudar quaisquer coisas que acreditemos que precisam ser feitas nesse mundo?

Esse texto está tão desorganizado quanto minha cabeça. Mas é exatamente isso que deve ser um bom brainstorm, é um que não sai da nossa cabeça completado. Esse brainstorm é um Call for Arms. Estou cansado da putaria, se alguém mais quiser entrar nesse tal capitalismo selvagem, dê um toque.

13 opiniões sobre “Quem Quer Dinheiro?”

  1. eu não acho que ter muito dinheiro ajude de qualquer maneira em termos de produção intelectual, influencia no mundo intelectual, etc…
    eu acho que minha principal colaboração para o mundo ira ser intelectual, logo não ajudaria ter dinheiro. não estou dizendo que dinheiro não é bom, que poder não é bom, etc… só que no meu caso e possivelmente no seu (em que suas principais colaborações vão ser intelectuais) dinheiro não muda muita coisa. claro que a gente precisa ter as condições materias garantidas, mas qualquer coisa a mais que isso é exagero.
    para ser um bom intelectual, influente e tudo mais acho que só é necessario uma boa posição em uma universidade, com isso você ja vai poder viajar, ter influencia e ter as coisas facilitadas. em filosofia isso é mais verdade ainda, afinal você só precisa de livros, caneta, papel (Ou um laptop), poder fazer programas culturais… qualquer individuo de classe media tem isso.
    eu acho também que você gosta mais do dinheiro em si do que fazer coisas super legais para o mundo, hahaha. não é isso que te motiva a ter dinheiro!
    Obs: o bill gates é otimo em ganhar dinheiro mas com certeza é uma merda em computação.

  2. João:

    Considerando que 90% dos livros que eu preciso são importados, não se encontram na fflch e custam acima de R$100 (ou por volta de), a coisa não é tão simples assim. Se fosse para manter a biblioteca que eu preciso, necessitaria de pelo menos R$400-500 por mês disponibilizados em compra de livros, isso sem contar, é claro, os gastos que tenho para ir até a USP (R$4,60 por dia de ônibus + R$1,40 do café, sem contar o lanche quando estou com fome, dá mais de R$100 no fim do mês), o xerox, que é um gasto bem razoável, e, obviamente, o dinheiro que gastaria com diversão e lazer para manter um mínimo de sanidade mental. Ou seja, ao fim e ao cabo, precisaria de pelo menos R$1.000 atualmente para ter uma produção de qualidade mais elevada. É claro, consigo me virar bem sem essa grana toda, mas que ajudaria muito tê-la, ajudaria (porra, nem computador em casa eu tenho mais…).

    Concordo com o Diego que o ódio ao dinheiro é, a bem dizer, uma imbecibilidade. Até porque faz parte de um socialismo burro, que claramente não leu Marx — quem dirá Lukács, Foucault, Deleuze, Adorno, Horkheimer, mesmo ativistas menos conceituados como Chomsky — e não entendeu o que está em jogo nisso tudo (com raras exceções: não vamos jogar todo mundo no mesmo saco).

  3. concordo com você nagase, quando disse “claro que a gente precisa ter as condições materias garantidas, mas qualquer coisa a mais que isso é exagero.” ao que me referia como condições materias garantidas foi tudo isso que você falou, até um pouco mais. Um salario de 5 ou 6mil da conta muito bem. Posso ter entendido mal mas acho que o Diego estava se referindo a ganhar muito mais dinheiro que isso.

  4. O diego estava se referindo a ganhar muito, mas muito mais dinheiro que isso. Estava se referindo a ganhos na casa das dezenas de milhões. Não mensalmente, mas ao todo.

    Estava me referindo a possibilidade de usar o seu dinheiro para os outros, não a isso que você (nagase) está reportando que é basicamente usar o dinheiro para si.

  5. Eu to contigo Diego. Tb gosto de dinheiro, e adoraria ter mto, MTO dinheiro para investir em algum projeto q fizesse sentido para mim.

    Não pretendo só estudar, gosto de pensar mas quero agir tb, e pra isso mto dinheiro seria mto bemvindo. Só tenho uma ressalva qnt ao método q usaríamos para ganhar mto dinheiro, precisaríamos pensar mto em algum jeito que desse MTO dinheiro, e ao mesmo tempo não fosse mais um veículo de “degeneração social” (tipo, não quero ficar rico manipulando as noticias do jornal nacional ou desviando dinheiro público (exemplos extremos))

  6. Degeneração social pode compensar meu caro Davi.

    Os fins podem justificar os meios (em especial quando se tratam de meios que, se não forem usados por você, seriam usados por outros, com fins piores. )

  7. Dou meu apoio, numa sociedade capitalista, quem quer fazer grandes transformações sociais, ou pequenas que sejam, estará bem melhor equipado se tiver a moeda básica de poder.

    Hoje ouvi uma discussão sobre qual é o impacto na vida das pessoas da maior parte da produção intelectual da USP… e acho que é realmente triste que o que estamos fazendo esteja seja tão irrelevante ou causalmente ineficaz para nossa sociedade.

    Acho também que tão importante quanto o conseguir dinheiro é se pensar no que se fazer com ele, onde investir, o que se quer conseguir, a sustentabilidade dos empreendimentos.

  8. Andei verificando os custos de vida de viver os próximos 250 anos. E começo a ficar convencido de que eu deveria ganhar muito dinheiro tanto por razões externas quanto internas.

    lerê, lerê…. Enquanto alguns são escravos do capitalismo selvagem, eu estou virando um escravo da minha própria sede de imortalidade.

    Vida dura viu galera…..

  9. Concordo plenamente, dinheiro corresponde ao valor de mercado de um trabalho, e trabalho é bom. Dinheiro = trabalho reconhecido = valor real e bom.

    Essa história de demonizar o dinheiro e a ganância me soa um equívoco.

  10. Bom artigo… tem uns vídeos do youtube que tratam um pouco dessa questão:

    Epícuro sobre o que é preciso para ser feliz (amigos, independência e pensamento filosófico):

    Seneca conclui que os ricos se tornam exigentes demais e sujeitos a se decepcionarem:

  11. Conjecturo aqui a seguinte hipótese, a ser discustida por quem for comentar aqui embaixo:

    Aquele que possui dinheiro o suficiente para cuidar de seus gastos básicos, por qualquer razão, estará perdendo felicidade ao dedicar-se a um trabalho que não seja aquele que mais deseja, ou um muito próximo desse.

    Isso se baseia na hipótese que trabalhar nos retira muito mais tempo de vida do que café, comprar roupas, passar fio dental, ou até mesmo cigarro. Isto é, se o trabalho for um tempo não prazeiroso, ele não compensa.

    “The time you enjoy wasting is not wasted time.” Russell
    Isso mostra o outro lado. Acredito que qualquer pessoa repleta de motivação, seja ou não um inteligente audacioso (https://brainstormers.wordpress.com/2008/10/13/inteligente-e-audaciosos/), que tenha dinheiro o suficiente, deve dedicar-se exclusivamente aquilo que lhe dá maior prazer. Espero que, como eu, ele conclua que isto é ajudar os outros (https://brainstormers.wordpress.com/2008/11/18/anarco-individualismo-e-transhumanismo-social/).

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