Thor

Pra mim é claro como água que enquanto a comunicação torna opiniões (ou memes, idéias, etc) menos subjetivos, e se quiserem, mais verdadeiros (nessa direção), e que portanto quanto mais pessoas concordarem com algo mais universal uma opinião pode ser, esse processo é limitado simplesmente por estarmos falando de seres humanos. A lente que distorce a visão individual pode ser suprimida, mas aquela que é a própria visão geral, claramente não.

Cristãos podem ganhar muito ao se reunirem para discutir o melhor jeito de construirem o novo celeiro, mas se forem discutir secularismo ou religiões no plural, um milhão deles não teriam uma comunicação tão “verdadeira” quanto um padre e um ateu, ou um hindu e um voodu.

Com a diferença que a humanidade não é uma opção.

Quem Quer Dinheiro?

Atualização 26/05/10

Eu estava errado. Esse texto todo é fundado em uma série de idéias falsas e induz a conclusões ruins. Ele não leva em conta Outliers, que descreve a improbabilidade da milionariedade. Ele não leva em conta The How of Happiness, que mostra que felicidade nada tem que ver com milionariedade (90% dela com certeza nada).

Ele é simplesmente um brainstorm inteligente mas ignorante, que precisava se iluminar ao longo do tempo para se perceber idiota.
Isso mostra o outro lado. Acredito que qualquer pessoa repleta de motivação, seja ou não um inteligente audacioso (https://brainstormers.wordpress.com/2008/10/13/inteligente-e-audaciosos/), que tenha dinheiro o suficiente, deve dedicar-se exclusivamente aquilo que lhe dá maior prazer. Espero que, como eu, ele conclua que isto é ajudar os outros (https://brainstormers.wordpress.com/2008/11/18/anarco-individualismo-e-transhumanismo-social/).

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Estive assistindo a inúmeros TEDtalks esses dias. E cada vez mais a cultura americana me convence de uma coisa: É uma boa idéia ganhar um monte de dinheiro.

Em termos de poder de influência, a vida fica muito mais fácil quando você tem poder econômico para se expor, se manifestar, viajar para onde for necessário etc…

O conhecimento se torna mais acessível, e promovê-lo se torna mais fácil.

Se eu quero ajudar o mundo, em termos de tecnologia e conhecimento, a melhor maneira de fazer isso é empregando gente, fundando empresas, tendo dinheiro. Então afinal, porque negar a realidade do capitalismo e ficar fora da circunscrição do dinheiro?  Quem quer dinheiro?        Eu quero.

Estou pensando cada vez mais seriamente em ter alguma idéia boa  para criar valor.  http://www.paulgraham.com/wealth.html

Esse sujeito por exemplo, escreve ótimos ensaios, pensa o que quer, é um artista, tudo porque criou uma linguagem de computador e depois se tornou fundador de pequenas empresas de tecnologia.

Existem outros também  http://www.ted.com/talks/view/id/170

O criador do Ebay, que cria filmes em holywood que promovem mudanças sociais.

O dono da Virgin Records está indo pelo mesmo caminho. Bill Gates pretende eliminar a malária qualquer dia desses. Etc…

Mais um exemplo, Jeff Hawkings, o cara que está revolucionando a neurologia e como pensamos o Cérebro.

Após ser rejeitado como pesquisador em alguns lugares porque ele queria teorizar neurologia. Então ele virou um cara que trabalhava com design de computação. Enfim, o cara agora tem uma boa fundação que serve para pensar neurologia. Ficou milionário e agora ele financia as pesquisas que ele queria fazer, e as faz ao mesmo tempo.

http://www.ted.com/index.php/talks/view/id/125

Odeio tudo o que vejo na FFLCH, não aguento mais a lentidão mórbida, que estressa a qualquer um.

Afinal, porque caralhos fugimos tanto do dinheiro?

Para mim, isso soa a medo do fracasso. And you know what, eu estou ficando cansado de tudo isso. Para fazer coisas super legais para o mundo custa uma puta grana, e acho que se alguém aqui quiser empregar os cérebros em ganhar dinheiro. Sinta-se acompanhado. Gahhhh (Stress)

E aí, alguém está a fim de pensar nisso? Alguém quer ganhar montanhas de dinheiro, como o Google, de uma maneira “Not Evil” e depois utilizar ele para ajudar quaisquer coisas que acreditemos que precisam ser feitas nesse mundo?

Esse texto está tão desorganizado quanto minha cabeça. Mas é exatamente isso que deve ser um bom brainstorm, é um que não sai da nossa cabeça completado. Esse brainstorm é um Call for Arms. Estou cansado da putaria, se alguém mais quiser entrar nesse tal capitalismo selvagem, dê um toque.

A falsa oposição

Virou moda argumentar por ai que muitas vezes uma oposição é simplesmente parte do sistema e que visa nele dar legitimidade ao pólo dominante. Especialmente em uma era pretensamente democrática, essa dinâmica estaria bastante “disseminada”. No final tudo seria um teatrinho, uma “tragédia” onde nosso herói constantemente apanha, mas que sua presença ou sobrevivência nos anima para uma luta impossível, que desvia nossos olhares do running the show dos bastidores.

Bem, é uma análise de dinâmica interessante. Politicamente deixar uma válvula de escape para a insatisfação, mas que controlada o suficiente para nunca atingir a massa crítica necessária para mudar algo, parece bastante sábio.

Que o diga nosso genial Gobery do Couto e Silva. General ‘sombra’ do regime militar brasileiro que montou o sistema Arena-MDB e controlou a dissenção gradual do regime. O objetivo era justamente ter uma oposição incapaz mas existente que permite que os militares chamem até hoje o periodo de democrático. Cassaram parte do legislativo opositor, fecharam bases de sustentação dos ramos mais radicais da oposição (sindicatos, etc) deixaram pois uma mirrada oposição moderada que tinha sempre que tomar cuidado para não se exceder no seu papel.

Claro que alguns MDBistas eventualmente se cansaram de ser marionetes. Em uma eleição dos anos 70 quase chegaram a boicotar uma eleição completamente, o que teria dado todos os cargos ao Arena mas teria tirado essa sua relativa legitimidade. Felizmente não o fizeram, e naquela eleição conquistaram tudo o que podiam no legislativo e quase todos os governos estaduais. Um sério golpe até em um estrategista brilhante como Golbery. E preparou as bases futuras para um movimento democrático grande, gerou quadros capazes e conhecidos.

Enfim, digo isso porque algumas opiniões muito contra intuitivas começaram a ganhar lugar que direcionam à inação política ao declarar que “resistance is futile”. Oposição é parte do sistema, você é nada mais que parte do show, etc. As vezes é uma análise interessante, mas cega para dimensões do problema que são muito mais facilmente acessíveis através da prática política. Uma oposição latente é sempre uma oposição latente, um perigo, uma infecção do sistêma que, baixada a imunidade, pode virar uma doença letal. Enfim, a importância de se ater as particularidades.

Psicologia e Trabalho

Aí vai um texto simples, só pra levantar a questão… é uma resposta a uma questão  de verificação de existência dos alunos (tipo verificação de presença).

Quais são as potencialidades e problemas da psicologia para explicar e contribuir com a relação homem e trabalho? 

A primeira definição de trabalho do Dicionário Aurélio é: “Aplicação das forças e faculdades humanas para alcançar um determinado fim”. Ou seja, temos aí uma concepção muito ampla de trabalho, que abarca praticamente todo o movimento humano na direção de interação e modificação do ambiente que o cerca.

Nesta perspectiva, o trabalho assume um papel fundamental. Em primeiro lugar ele é o espaço de expressão das potencialidades e desejos humanos. É pelo trabalho – e só pelo trabalho – que o homem poderá buscar seus sonhos e torná-los realidades. É pelo trabalho, que sua vida tomará sentido.

Mas não só isso. O trabalho é também o espaço onde o próprio humano vai se constituir, pois é exatamente nesta relação com o outro, com o não-eu, que o homem tomará forma. Ao se deparar com a realidade, seja numa relação trespassada pelo prazer ou pela frustração, o homem será marcado por esta, ela lhe dará contornos e lhe exigirá movimentos; uma vez que a realidade nunca é plenamente satisfatória, resta ao humano transformar-se e transformá-la no sentido que lhe convier.

Há no dicionário, entretanto, uma outra definição, mais restrita: “Trabalho remunerado ou assalariado; serviço”. Neste caso, temos uma visão mais próxima do que corriqueiramente se chama de trabalho. Estamos falando do trabalho assalariado, de emprego, uma relação na qual alguém vende sua força de trabalho à outra pessoa em troca de dinheiro.

Apesar de mais restrita, esta outra definição não exclui a primeira. Trata-se apenas de uma modalidade específica de relação com o meio ambiente, uma modalidade que ainda implica transformação de ambas a partes, mas que tem a peculiaridade de ser determinada não apenas pelo sujeito que trabalha, mas principalmente pelo sujeito que contrata.

Na sociedade atual, para a maior parte da população não resta outro tipo de trabalho que não este. As pessoas não nascem com dinheiro e precisam dele para subsistir. Chegamos assim a um ponto de conflito: o trabalho, esta dimensão fundamental para a vida de cada homem, fundamental para o desenvolvimento e para a significação da vida, está em função dos interesses de um outro homem. Dessa forma, no lugar do trabalho particular de cada um, do trabalho como expressão da subjetividade e como ferramenta necessária e pertencente à história do sujeito, encontramos um trabalho que lhe é extrinsecamente imposto, um trabalho que não necessariamente – e pouco provavelmente – se alinhará com as necessidades e demandas deste homem.

Isso não significa também que não seja possível alcançar-se a realização no trabalho e nem que não existam elementos gratificantes nele. Mas quando se pretende realizar uma análise da relação do indivíduo com o trabalho, faz-se fundamental atentar para o estatuto da posição deste na vida daquele; levando-se em conta, então, a sua centralidade na constituição subjetiva das pessoas e a gravidade de suas limitações para esta configuração. 

Neste ponto, chegamos a uma questão ética. Questão que circunda todas as relações e pessoas envolvidas no processo de trabalho, mas que sobressai na perspectiva da psicologia sobre o tema, pelo seu posicionamento.

A questão que se coloca é em que sentido os detentores do poder econômico e político determinarão as condições de trabalho daqueles que não tem o direito de escolha de se submeter ou não a esta ordem pré-estabelecida. Em outras palavras: até que ponto os detentores do poder vão submeter os desprovidos de poder a situações desumanizadoras para alcançar seus objetivos?

E esta é uma questão que salta aos olhos no campo da psicologia, pois neste campo (junto com outros campos das ciências humanas) pode-se ter uma das melhores visões das conseqüências deste processo. A partir da compreensão da importância do trabalho para a vida, não se pode permanecer indiferente frente a qualquer tipo de prática de exploração, as quais sabemos que muitas vezes irão desestruturar completamente seu objeto de exploração – o homem.

Obviamente, a psicologia ainda tem muito a contribuir para o pensamento da relação homem-trabalho. Entretanto, já se sabe que este não é um tema qualquer, e por isso ela deve ter claro para si a que interesses ela estará servindo. Pois quando for levada para a prática, ela pode tanto ser usada para uma mais eficiente manipulação do trabalhador, como para uma busca de melhores condições de vida para este, minorando assim as já suficientemente graves injustiças sociais.

Ou seja, deve-se pensar a psicologia levando-se em conta a realidade concreta (tanto a social como a psíquica) em que as relações de trabalho se inserem, e nunca se esquecendo que existe uma forte tendência dos discursos científicos a se alinharem a pontos de vista ideológicos, de modo a camuflar injustiças e perdendo de vista os verdadeiros objetivos de busca de um conhecimento útil para o homem – e não um conhecimento útil ao capital. 

Referências Dicionário Aurélio Eletrônico – Século XXI, versão 3.0, 1999.

O mundo pode acabar

Dentro em pouco pretendo postar um texto que escrevi já faz um tempo sobre Sabedoria e Inteligência, no qual argumento que ambas são movidas, de alguma maneira, pela capacidade de pensar no longo prazo.

Interessantemente, as vezes, coisas de longo prazo tem um efeito violento no nosso curto prazo, e sequer somos capazes de prevê-las.

Esse sujeito, por outro lado se dá ao trabalho de prevê-las, e propor soluções.

É realmente importante que as poucas mentes capazes de compreender essas questões se voltem para elas as vezes, and so, I give you:

About Being A Philosopher

This was written a while ago, far enough to be forgotten, yet near enough to be still true.

 

As far as things go, I’m getting used to the idea of being a philosopher. I see good company on the books, only scarcely worse than humans, but overwhelmingly more intelligent, complex and well articulated. Almost Everything a philosopher does seems to me as very interesting, complex, recompensating job. Giving classes about other philosophers, stating about the class of all philosophers. Reading, writing, giving council to the general population, writing good books for the elites, everything seems so much like me. People do not need to be a scientist or a mathematician to become humans, as I intend to learn during the coming years. (my Gosh, aint it hard!)

I do not see life in a mercadologic way, I take a look at life and I want to view it from that part of the outside where you can stand above it and judge it, try to comprehend it, the universe, and everything else. I want to be in front of the computer, blank screen waiting for me and let the infomation flux pass through, and present it to the world without ever regreting this choce. I would not die for my ideas, for they could all be wrong, but definately I would die without them being constantly scrambled in my mind. I do not require the ultimate god like universe tranhumanists pursue to make a philosopher life happy. The nature of the world is already enough fantastic without it, although maybe life isn’t.

I can look at things the way a philosopher does, I am a philosopher. I cannot, for a single second, sing better than I can think about the process of becoming a great singer. I do not want to sell a value that people want to buy. Making everything sellable was a very good thing for technology, but selling people like me is sacrificing civilization in the name of one of its ideals. It just doesn’t happen.

If am I going to earn money from it or not is a consequence that is not predictable in any sense. There is no way of tracing the life of a special person further since no specific group can be used as the pattern in which he will follow.

So, what do I do? I write, I think, I study philosophy for serious until I can’t take it anymore, and then I will se what happens, not before. I did not come to the world to give my body to the omnivorous starving market, I came to be happy, and happiness and knowledge seem to have become intrinsically entangled for me, oposing happiness and money which are intrinsically entangled for everyone else (or at least they think). Be within the sistem, but be out of its engine, that is what I feel. The whole sistem is constructed according to the simple principle of maintaining people like me in the top, so, let us test the sistem, and see what happens.