10 Happiness – Lessons From a New Science – Richard Layard
O que quer que estejamos fazendo, estamos fazendo com alguns porques. Sempre que uma criança pergunta porque fazemos alguma coisa, temos que pensar nela em termos de outras, e por sua vez de outras e etc… Mas afinal, porque queremos ser felizes? Ser felizes é um fim, e não um meio como tudo o mais, e por isso é importante por nessa lista um livro que fale sobre os fatores que influenciam isso, e que defende que sim, podemos pensar a felicidade, podemos medir a felicidade, e principalmente podemos modificar a quantidade de felicidade. Ou, como eu costumava dizer, mudar o coeficiente de felicidade geral.
À quem discorde, faço uma citação de Russell, em seu “A conquista da felicidade” “Men who are unhappy, like men who sleep badly, are always proud of the fact.”
9 On Intelligence – Jeff Hawkins
Esse livro tem que ser lido depois dos demais livros de ciência. Ele descreve uma nova forma de pensar o que a inteligência, de uma perspectiva neurológica. E cria finalmente uma teoria a respeito de neurociência, algo que ela carecia a muitos e muitos anos. Sua teoria é muito boa, bem articulada, condizente com a realidade etc… A Memory Prediction Framework deve dominar a neurologia em breve, permitindo que ela ultrapasse a descrição e se torne teoria. Esse cara revolucionou o campo do século 21, e ler isso é o mínimo necessário para saber como pensamos afinal.
8 O senhor das Moscas – William Golding
Me emocionou profundamente nos meus 13 anos. Mostra o carater podre do ser humano em algumas circunstâncias particulares, é um ótimo livro, e uma delícia frenética que prende os órgãos durante a leitura.
7 O Universo Numa Casca de Noz – Stephen Hawking
O que? O Diego? Que gosta de física, falando bem de um populista como Stephen Hawking? Pois é exatamente isso. Fiquei pensando qual seria o melhor livro de física para colocar, pensei nos grandes tomos, no ABC da relatividade do Russell, em livros de autores menos populistas, e em temas mais caóticos como teoria das cordas e quântica. Mas na realidade, o objetivo de ler um livro de física, para a formação, não é a física em si. Mas o tesão pela física. E o Stephen Hawking é uma maquina de tesão pela física. Qualquer um que leia o que ele escreve fica obcecado e achando que física é a coisa mais legal do mundo todo, e que todo mundo devia ser físico. E isso é um grande objetivo. Além do que, o livro dá um bom panorama sobre várias partes da física, fala sobre a exponencialidade da tecnologia e é de uma clareza estonteante.
6 Como a Mente Funciona – Steven Pinker
Se alguém dissesse para uma máquina que ela é uma máquina, qual ia ser a principal curiosidade dela? Saber como ela foi programada, por quem, com que objetivos. Esse livro responde essas perguntas para a máquina humana. E é o mínimo que se espera de uma pessoa normal curiosidade sobre sua própria natureza.
5 Ensaio sobre a cegueira – Ensaio sobre a lucidez – Saramago
Considero esses dois livros como só 1, daí que estejam juntos. A parábola, método consagrado por Saramago no qual uma coisa acontece que modifica profundamente apenas um aspecto do mundo, e todo o resto se mantém, é uma forma genial de compreender e olhar para as coisas do mundo. E esses dois livros parecem absolutamente geniais nesse respeito. Ele escreve tão bem, que as vezes da vontade de parar de entender só para ficar lendo.
4 Humano, Demasiado Humano – Nietzsche
Nietzsche me parece a pessoa mais inteligente da qual já tive notícia. E o que melhor de um ser inteligente que seus sparkles? O que melhor do que aquilo que ele tem a dizer em 4 linhas? Sem qualquer compromisso com a extensão do pensamento? Uma lição de que pensar é algo que pode ocorrer em 5 10 ou 100 palavras, as vezes de maneira muito mais bela do que as centenas de milhares que compõe os grandes livros.
3 Minha concepção do mundo – Ou obras completas – Bertrand Russell
Esse livro não tem nada de especial. O que mais interessa do Russell são os ensaios dele, alguns são simplesmente geniais. Mas o que esse livro tem de bom é que ele mostra como pensa um ser humano que viveu as duas guerras mundias, ele mostra a importância de considerar o ser humano, de ter algum tipo de afecção social. Ele é uma forma de pensar ética muito importante, que se perde muito nos dias de hoje, se perde basicamente porque não temos mais guerras, porque não temos capitalismo e comunismo, e não sabemos dos graus de ameaça que outrora pairaram sobre nosso planeta, e que de forma velada ainda estão aí. Por ser uma entrevista também é extremamente fácil de ler. E o ponto principal é que pode suscitar um desejo de conhecer o autor, que, não escondo o favoritismo, é o maior genio de todos os tempos.
Talvez, melhor do que ler esse livros seja ler tudo que ele escreveu, pulando os capítulos de psicologia, pela única exclusiva razão de que a psicologia não estava suficientemente desenvolvida na época. Russell nos dá a clareza, a precisão, a humildade e a bondade com a humanidade, tudo no cérebro de um matemático que criou uma corrente filosófica e ganhou um nobel de literatura. Um must.
2 Armas Germes e Aço – Jared Diamond
Completude. Esse livro tem como objetivo explicar porque os europeus dominaram o mundo, e não os australianos, ou os africanos, ou os sul americanos etc…. Para isso, ele se utiliza de ecologia, antropologia, biologia, geografia física, filologia e parasitologia. Uma explicação de um fenômeno extremamente complexo, muito bem escrita e articulada, vencedor de um prêmio pulitzer. Tudo obviamente dentro de um viés irrevogavelmente evolucionário, afinal, o que esperar de um cientista que passou 20 anos estudando pássaros.
1 Darwin Dangerous Idea – Daniel Dennett
Esse é o top, não tem como não ser. A idéa mais importante e revolucionária da história do pensamento é a evolução. Ela é foda porque ela transformou tudo. Antes pensavamos que a explicação vinha de cima, e agora de repente ela vem de baixo. Essa inversão muda completamente a forma de pensar tudo, do design a ética, da adaptação à linguagem. Da mais simples cor azul ao sentido da vida, tudo encontra novas formas de se pensar na evolução darwiniana. E nenhum livro explica a evolução em todas as suas facetas e consequências tão bem quanto esse, por isso, ele merece o primeiro lugar.
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Alguém tem alguma explicação boa para que o simples seja mais provável que o complexo?
Assim no geral eu não sei. Mas existem boas razões para que a gente prefira o simples ao complexo na fisica. A teoria mais simples é a melhor pois é a mais universal,a que da conta de mais fenomenos dizendo menos e é a mais falseavel… mas acho que não foi essa a pergunta. hehe
Acho que esta é uma pergunta difícil.
João, estou ligado no argumento do popper que diz o que você falou.
Mas minha preocupação é mais da ordem real mesmo. Existe qualquer razão se não um postulado para que o que é mais simples seja mais provável que o que é complexo?
O big bang por exemplo, existe qualquer razão para que ele tenha surgido da ausência de tempo (simples) e não do Flying Spaghetti monster?
Se eu perguntar isso para alguém, a pessoa me diria, bom, é mais simples que seja assim.
Mas é mais provável que seja mais simples?
Se sim, porque?
Algum filósofo ou cientista tem argumentos nesse sentido?
Troco tranquilamente o número 10 por Stumbling on Happiness do Daniel Gilbert.